Apresentação
O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Dicionário reúne frases machistas que dão uma ideia de como o sexo feminino é percebido e expõe patriarcalismo
Em meio às atuais discussões e gritos
contra a sociedade patriarcal e seus resquícios, Salma Ferraz (que é
doutora em Literatura Portuguesa, professora associada de Literatura
Portuguesa da Universidade Federal de Santa Catarina e autora de mais de
vinte livros de crítica literária e ficção) agrupa frases e citações
sexistas no livro “Dicionário Machista – Três mil anos de frases cretinas contras as mulheres”,
que mistura humor e erudição. As declarações que compõem a obra são de
escritores, celebridades, pensadores, músicos e anônimos. Entre eles
estão: Nietzsche, Machado de Assis, Vinicius de Moraes, Marilyn Monroe e
até mesmo Jesus Cristo.
Desta forma, Salma tenta mostrar como a
sociedade patriarcal influencia nos pensamentos e na moral tanto de
homens, quanto de mulheres através de milênios. “Eu ouvia uma coisa ali,
outra aqui, e aí fui juntando tudo e guardando. Achei que reunindo num
dicionário as frases poderíamos ter uma ideia mais seletiva de que como e
o que os homens pensavam sobre as mulheres e até mesmo e o que as
mulheres pensavam sobra elas mesmas”, conta a autora.
Salma afirma que, durante a construção do
livro, conseguiu perceber os avanços da sociedade na questão e que,
mesmo assim, “a conquista deve ser levada adiante”. Ela deixa claro que o
objetivo do livro é expor a estupidez e a irracionalidade das quais o
machismo é feito, “deixar registrado isto, para que sigamos em direção a
um mundo melhor. Demorou 2 mil anos para que as mulheres conquistassem
seu espaço no Ocidente. Sempre digo que a iluminação não tem volta.
Temos que caminhar para a frente. Homens não são superiores às mulheres e
vice-versa.”, completa.
A autora também não deixa passar o
“machismo velado” – que é o mais comum atualmente na sociedade Ocidental
– e diz que é necessário ter cuidado para não se deixar cair nesses
termos. “Existe ainda um ranço de machismo suave, aquele que transforma a
mulher num mero objeto sexual descartável. No Brasil, há outro tipo de
escravidão, a da Bunda, na qual a mulher dança com o rosto voltado para a
parede. Não importa seu nome, só sua bunda que fica voltada para o
público masculino, é o que eu denomino de a hiperbunda midiática”,
finaliza de forma cômica.
Algumas citações presentes no livro são:
Chamar uma mulher de
galinha é uma ofensa. Coitada da galinha, que vive à disposição do galo,
na hora que ele quiser, como uma odalisca num harém. (Carmen Miranda,
cantora e atriz)
“Vais ver mulheres? Não esqueças o açoite”. (Nietzsche)
Não digo que toda mulher goste de apanhar; só as normais. (Nelson Rodrigues)
Existem umas feias potáveis. Mas a maioria só serve mesmo para fazer sabão. (Vinicius de Moraes)
Pouquíssimas são as mulheres capazes de abrigar dois conceitos ao mesmo tempo. (Woody Allen)
Professora não é mal paga, é mal casada. (Paulo Maluf)
“Fraqueza, teu nome é mulher”. (Shakespeare, em Hamlet)
“A mulher, quando pensa, pensa mal”. (Publílio Siro)
Não devemos nos esquecer, porém, que o
ódio, desprezo ou repulsa à mulher e às características que são
associadas a ela, é chamado de “misoginia”. E que o termo “machismo” e
suas variações referem-se ao patriarcalismo da América Latina, é um
termo, portanto, latino. “A misoginia é um aspecto central do
preconceito sexista e ideológico, e, como tal, é uma base importante
para a opressão de mulheres em sociedades dominadas pelo homem
(patriarcais). A misoginia é manifesta em várias formas diferentes: de
piadas, pornografia e violência ao autodesprezo que as mulheres são
ensinadas a sentir pelos seus corpos.”, segundo Michael Flood. Olhando
por este ponto de vista, é fácil perceber o sexismo nas entrelinhas do
nosso cotidiano.
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acarmo lbt negritude
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
Lei Cultura Viva acaba de ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados

A Lei Cultura Viva acaba de ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados!!!! Agora o projeto vai direto para o Senado. Se aprovado, segue para a sanção presidencial!!!
Esta é uma demanda real da sociedade civil, protagonista do Programa Cultura Viva que foi desenvolvido pelo Ministério da Cultura e engendrou em rede cerca de 4 mil iniciativas culturais. Envolveram em suas atividades cerca de 8 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em pesquisa realizada no ano de 2009.
Assim sendo, a Lei Cultura Viva é mais que a consolidação de um programa, representa uma nova forma de governos se relacionarem e dialogarem com a sociedade. Uma sociedade que há muito tempo já faz, seja diretamente pela cultura ou outros campos da vida, trabalhos em comunidade. E agora quer ser reconhecida em seu protagonismo e em suas formas de autogoverno, mais autonomas e descentralizadas.
Saiba mais:
O que são Pontos de Cultura?
Iniciativas culturais independentes, comunitarias e auto gestionadas em rede, desenvolvidas com autonomia e protagonismo pela sociedade civil
Ponto central da Lei:
Cria mecanismos permanentes - Pontos de Cultura como instrumento do estado- para uma política cultural baseada no reconhecimento e apoio do Estado às manifestações, linguagens e formas de expressão independentes e comunitárias.
Para quem?
Entidades, grupos, coletivos e processos culturais de arte , cultura e comunicação de caráter independente e comunitario, informais e formais
Por que?
Para os coletivos dizerem não somente “o que querem” (ou necessitam), mas “como querem”, e assim recebem meios para essa execução direta; Para estabelecer novas formas de relacionamento entre governos e sociedade. Uma sociedade que há muito tempo já faz e que agora quer ser reconhecida em seu protagonismo e em suas formas de autogoverno.
Como:
Desburocratizando e simplificando o processo de financiamento e prestação de contas de entidades, grupos e coletivos culturais com programas do Estado.
Cadastro Nacional de Pontos de Cultura (a exemplo do currículo Lattes, do CNPQ, ou de cadastro de entidades assistenciais),
Prestação de contas:
Lugar de convênios burocráticos, contratos e prestação de contas por resultados e controle comunitario
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acarmo lbt negritude
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Phillis Wheatley

Phillis was seized from Senegal/Gambia, West Africa, when she was about seven years old. She was transported to the Boston docks with a shipment of "refugee" slaves, who because of age or physical frailty were unsuited for rigorous labor in the West Indian and Southern colonies, the first ports of call after the Atlantic crossing. In the month of August 1761, "in want of a domestic," Susanna Wheatley, wife of prominent Boston tailor John Wheatley, purchased "a slender, frail female child ... for a trifle" because the captain of the slave ship believed that the waif was terminally ill, and he wanted to gain at least a small profit before she died. A Wheatley relative later reported that the family surmised the girl—who was "of slender frame and evidently suffering from a change of climate," nearly naked, with "no other covering than a quantity of dirty carpet about her"—to be "about seven years old ... from the circumstances of shedding her front teeth."
After discovering the girl's precociousness, the Wheatleys, including their son Nathaniel and their daughter Mary, did not entirely excuse Phillis from her domestic duties but taught her to read and write. Soon she was immersed in the Bible, astronomy, geography, history, British literature (particularly John Milton and Alexander Pope), and the Greek and Latin classics of Vergil, Ovid, Terence, and Homer. In "To the University of Cambridge in New England" (probably the first poem she wrote but not published until 1773) Phillis indicated that despite this exposure, rich and unusual for an American slave, her spirit yearned for the intellectual challenge of a more academic atmosphere.
Although scholars had generally believed that An Elegiac Poem, on the Death of that Celebrated Divine, and Eminent Servant of Jesus Christ, the Reverend and Learned George Whitefield ... (1770) was Wheatley's first published poem, Carl Bridenbaugh revealed in 1969 that thirteen-year-old Phillis—after hearing a miraculous saga of survival at sea—wrote "On Messrs. Hussey and Coffin," a poem which was published on 21 December 1767 in the Newport, Rhode Island, Mercury. But it was the Whitefield elegy that brought Wheatley national renown. Published as a broadside and a pamphlet in Boston, Newport, and Philadelphia, the poem was published with Ebenezer Pemberton's funeral sermon for Whitefield in London in 1771, bringing her international acclaim.
By the time she was eighteen, Phillis had gathered a collection of twenty-eight poems for which she, with the help of Mrs. Wheatley, ran advertisements for subscribers in Boston newspapers in February 1772. When the colonists were apparently unwilling to support literature by an African, she and the Wheatleys turned in frustration to London for a publisher. Phillis had forwarded the Whitefield poem to Selina Hastings, Countess of Huntingdon, to whom Whitefield had been chaplain. A wealthy supporter of evangelical and abolitionist causes, the countess instructed bookseller Archibald Bell to begin correspondence with Phillis in preparation for the book.
Phillis, suffering from a chronic asthma condition and accompanied by Nathaniel, left for London on 8 May 1771. The now-celebrated poetess was welcomed by several dignitaries: abolitionists' patron the Earl of Dartmouth, poet and activist Baron George Lyttleton, Sir Brook Watson (soon to be the Lord Mayor of London), philanthropist John Thorton, and Benjamin Franklin. While Phillis was recrossing the Atlantic to reach Mrs. Wheatley, who, at the summer's end, had become seriously ill, Bell was circulating the first edition of Poems on Various Subjects, Religious and Moral (1773), the first volume of poetry by an American Negro published in modern times.
Poems on Various Subjects revealed that Phillis's favorite poetic form was the couplet, both iambic pentameter and heroic. More than one-third of her canon is composed of elegies, poems on the deaths of noted persons, friends, or even strangers whose loved ones employed the poet. The poems that best demonstrate her abilities and are most often questioned by detractors are those that employ classical themes as well as techniques. In her epyllion "Niobe in Distress for Her Children Slain by Apollo, from Ovid's Metamorphoses , Book VI, and from a "View of the Painting of Mr. Richard Wilson," she not only translates Ovid but adds her own beautiful lines to extend the dramatic imagery. In "To Maecenas" she transforms Horace's ode into a celebration of Christ."
In addition to classical and neoclassical techniques, Wheatley applied biblical symbolism to evangelize and to comment on slavery. For instance, "On Being Brought from Africa to America," the best-known Wheatley poem, chides the Great Awakening audience to remember that Africans must be included in the Christian stream: "Remember, Christians, Negroes, black as Cain, /May be refin'd and join th' angelic train." The remainder of Wheatley's themes can be classified as celebrations of America. She was the first to applaud this nation as glorious "Columbia" and that in a letter to no less than the first president of the United States, George Washington, with whom she had corresponded and whom she was later privileged to meet. Her love of virgin America as well as her religious fervor is further suggested by the names of those colonial leaders who signed the attestation that appeared in some copies of Poems on Various Subjects to authenticate and support her work: Thomas Hutchinson, governor of Massachusetts; John Hancock; Andrew Oliver, lieutenant governor; James Bowdoin; and Reverend Mather Byles. Another fervent Wheatley supporter was Dr. Benjamin Rush, one of the signers of the Declaration of Independence.
Phillis was manumitted some three months before Mrs. Wheatley died on 3 March 1774. Although many British editorials castigated the Wheatleys for keeping Phillis in slavery while presenting her to London as the African genius, the family had provided an ambiguous haven for the poet. Phillis was kept in a servant's place--a respectable arm's length from the Wheatleys' genteel circles--but she had experienced neither slavery's treacherous demands nor the harsh economic exclusions pervasive in a free-black existence. With the death of her benefactor, Phillis slipped toward this tenuous life. Mary Wheatley and her father died in 1778; Nathaniel, who had married and moved to England, died in 1783. Throughout the lean years of the war and the following depression, the assault of these racial realities was more than her sickly body or aesthetic soul could withstand.
On 1 April 1778, despite the skepticism and disapproval of some of her closest friends, Phillis married John Peters, whom she had known for some five years. A free black, Peters evidently aspired to entrepreneurial and professional greatness. He is purported in various historical records to have called himself Dr. Peters, to have practiced law (perhaps as a free-lance advocate for hapless blacks), kept a grocery in Court Street, exchanged trade as a baker and a barber, and applied for a liquor license for a bar. Described by Merle A. Richmond as "a man of very handsome person and manners," who "wore a wig, carried a cane, and quite acted out 'the gentleman,'" Peters was also called "a remarkable specimen of his race, being a fluent writer, a ready speaker." Peters's ambitions cast him as "shiftless," arrogant, and proud in the eyes of some reporters, but as a black man in an era that valued only his brawn, Peters's business acumen was simply not salable. Like many others who scattered throughout the Northeast to avoid the fighting during the Revolutionary War, the Peterses moved temporarily from Boston to Wilmington, Massachusetts, shortly after their marriage.
Merle A. Richmond points out that economic conditions in the colonies during and after the war were harsh, particularly for free blacks, who were unprepared to compete with whites in a stringent job market. These societal factors, rather than any refusal to work on Peters's part, were perhaps most responsible for the newfound poverty that Phillis suffered in Wilmington and Boston, after they later returned there. Between 1779 and 1783, the couple had three children (all of whom died as toddlers), and Peters drifted further into penury, often leaving Phillis to fend for herself and the children by working as a charwoman while he dodged creditors and tried to find employment.
During the first six weeks after their return to Boston, Phillis and the children stayed with one of Mrs. Wheatley's nieces in a bombed-out mansion that was converted to a day school after the war. Peters then moved them into an apartment in a rundown section of Boston, where other Wheatley relatives soon found Phillis sick and destitute. As Margaretta Matilda Odell recalls, "Two of her children were dead, and the third was sick unto death. She was herself suffering for want of attention, for many comforts, and that greatest of all comforts in sickness--cleanliness. She was reduced to a condition too loathsome to describe.... In a filthy apartment, in an obscure part of the metropolis, lay dying the mother, and the wasting child. The woman who had stood honored and respected in the presence of the wise and good ... was numbering the last hours of life in a state of the most abject misery, surrounded by all the emblems of a squalid poverty!"
Yet throughout these lean years, Phillis continued to write and publish her poems and to maintain, though on a much more limited scale, her international correspondence. She also felt that despite the poor economy, her American audience and certainly her evangelical friends would support a second volume of poetry. Between 30 October and 18 December 1779, with at least the partial motive of raising funds for her family, she ran six advertisements soliciting subscribers for "300 pages in Octavo," a volume "Dedicated to the Right Hon. Benjamin Franklin, Esq.: One of the Ambassadors of the United States at the Court of France," that would include thirty-three poems and thirteen letters. As with Poems on Various Subjects, however, the American populace would not support one of its most noted poets. (The first American edition of this book was not published until two years after her death.) During the year of her death (1784), she was able to publish, under the name Phillis Peters, a masterful sixty-four-line poem in a pamphlet entitled Liberty and Peace , which hailed America as "Columbia" victorious over "Britannia Law." Proud of her nation's intense struggle for freedom that, to her, bespoke an eternal spiritual greatness, Phillis ended the poem with a triumphant ring:
Britannia owns her Independent Reign,On 2 January of that same year, she published An Elegy, Sacred to the Memory of that Great Divine, The Reverend and Learned Dr. Samuel Cooper, just a few days after the death of the Brattle Street church's pastor. And, sadly, in September the "Poetical Essays" section of The Boston Magazine carried "To Mr. and Mrs.________, on the Death of their Infant Son," which probably was a lamentation for the death of one of her own children and which certainly foreshadowed her death three months later."
Hibernia, Scotia, and the Realms of Spain;
And Great Germania's ample Coast admires
The generous Spirit that Columbia fires.
Auspicious Heaven shall fill with fav'ring Gales,
Where e'er Columbia spreads her swelling Sails:
To every Realm shall Peace her Charms display,
And Heavenly Freedom spread her gold Ray.
Phillis Wheatley died, uncared for and alone. As Richmond concludes, with ample evidence, when Phillis expired on 5 December 1784, John Peters was incarcerated, "forced to relieve himself of debt by an imprisonment in the county jail." Their last surviving child died in time to be buried with his mother, and, as Odell recalled, "A grandniece of Phillis' benefactress, passing up Court Street, met the funeral of an adult and a child: a bystander informed her that they were bearing Phillis Wheatley to that silent mansion...."
Recent scholarship shows that Phillis Wheatley wrote perhaps 145 poems (most of which would have been published if the encouragers she begged for had come forth to support the second volume), but this artistic heritage is now lost, probably abandoned during Peters's quest for subsistence after her death. Of the numerous letters she wrote to national and international political and religious leaders, some two dozen notes and letters are extant. As an exhibition of African intelligence, exploitable by members of the enlightenment movement, by evangelical Christians, and by other abolitionists, she was perhaps recognized even more in England and Europe than in America. Early twentieth-century critics of Black American literature were not very kind to Wheatley because of her supposed lack of concern about slavery. Wheatley, however, did have a statement to make about the institution of slavery, and she made it to the most influential segment of eighteenth-century society--the institutional church. Two of the greatest influences on Phillis Wheatley's thought and poetry were the Bible and eighteenth-century evangelical Christianity; but until fairly recently Wheatley's critics did not consider her use of biblical allusion nor its symbolic application as a statement against slavery. She often spoke in explicit biblical language designed to move church members to decisive action. For instance, these bold lines in her poetic eulogy to General David Wooster castigate patriots who confess Christianity yet oppress her people:
But how presumptuous shall we hope to find
Divine acceptance with the Almighty mind
While yet o deed ungenerous they disgrace
And hold in bondage Afric: blameless race
Let virtue reign and then accord our prayers
Be victory ours and generous freedom theirs.
And in an outspoken letter to the Reverend Samson Occom, written after Wheatley was free and published repeatedly in Boston newspapers in 1774, she equates American slaveholding to that of pagan Egypt in ancient times: "Otherwise, perhaps, the Israelites had been less solicitous for their Freedom from Egyptian Slavery: I don't say they would have been contented without it, by no Means, for in every human Breast, God has implanted a Principle, which we call Love of freedom; it is impatient of Oppression, and pants for Deliverance; and by the Leave of our modern Egyptians I will assert that the same Principle lives in us."
In the past ten years, Wheatley scholars have uncovered poems, letters, and more facts about her life and her association with eighteenth-century black abolitionists. They have also charted her notable use of classicism and have explicated the sociological intent of her biblical allusions. All this research and interpretation has proven Wheatley's disdain for the institution of slavery and her use of art to undermine its practice. Before the end of this century the full aesthetic, political, and religious implications of Wheatley's art and even more salient facts about her life and works will surely be known and celebrated by all who study the eighteenth century and by all who revere this woman, a most important poet in the American literary canon.
— Sondra A. O'Neale, Emory University
Bibliography
Books
- An Elegiac Poem, on the Death of that Celebrated Divine, and Eminent Servant of Jesus Christ, the Reverend and Learned George Whitefield ... (Boston: Printed & sold by Ezekiel Russell & by John Boyles, 1770); republished in Heaven the Residence of Saints, by Ebenezer Pemberton (London: Printed for E. & C. Dilly, 1771).
- Poems on Various Subjects, Religious and Moral. By Phillis Wheatley, Negro Servant to Mr. John Wheatley of Boston (London: Printed for Archibald Bell & sold in Boston by Cox & Berry, 1773; Philadelphia: Printed by Joseph Crukshank, 1786).
- An Elegy, Sacred to the Memory of that Great Divine, The Reverend and Learned Dr. Samuel Cooper (Boston: Printed & sold by E. Russell, 1784).
- Liberty and Peace, A Poem (Boston: Printed by Warden & Russell, 1784).
- Life and Works of Phillis Wheatley. Containing Her complete Poetical Works, Numerous Letters and a complete Biography of This Famous Poet of a Century and a Half Ago, edited by G. Herbert Renfro (Washington, D.C.: A. Jenkins, 1916).
- The Poems of Phillis Wheatley, Edited with an Introduction and Notes, edited by Charlotte Ruth Wright (Philadelphia: The Wrights, 1930).
- The Poems of Phillis Wheatley, edited by Julian D. Mason, Jr. (Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1966).
- Charles Deane, ed., Letters of Phillis Wheatley, the Negro-Slave Poet of Boston (Boston: Privately printed, 1864).
- Carter G. Woodson, ed., The Mind of the Negro as Reflected in Letters Written During the Crisis: 1800-1860 (Washington, D.C., 1926): xvi-xxi.
Further Reading
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9º Encontro Internacional da MMM
Vamos pra rua! Manifestação Feminismo em Marcha para Mudar o Mundo, 31 de agosto, em São Paulo

Cultura feminista no Encontro Internacional da MMM: participe!

Filed Under: Encontro Internacional Tagged With: arte feminista, cultura feminista, encontro internacional da marcha mundial das mulheres, mmm, mulheres na cultura
Inscreva-se aqui para o 9º Encontro Internacional da MMM

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Salve o ponto de cultura
Você se apropriou
Da nossa identidade
Você nos expulsou
Do centro da cidade
Você não publicou
aquela entrevista
Você não revelou que sou protagonista
Só porque você tem poder
Acha que vai nos convencer
Estamos prontos pra valer
A nossa força é o saber
Tem hip-hop na comunidade
Tem grafiteiro com dignidade
O teatro é realidade
Também tem literatura
Dançadeira a sua vaidade
Capoeira toda liberdade
A bandeira da sinceridade
Salve o ponto de cultura
https://www.youtube.com/watch?v=sZ5qDBs_VtA
--
Sttela Cabral
Da nossa identidade
Você nos expulsou
Do centro da cidade
Você não publicou
aquela entrevista
Você não revelou que sou protagonista
Só porque você tem poder
Acha que vai nos convencer
Estamos prontos pra valer
A nossa força é o saber
Tem hip-hop na comunidade
Tem grafiteiro com dignidade
O teatro é realidade
Também tem literatura
Dançadeira a sua vaidade
Capoeira toda liberdade
A bandeira da sinceridade
Salve o ponto de cultura
https://www.youtube.com/watch?
Sttela Cabral
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terça-feira, 21 de maio de 2013
II TEIA Estadual São Paulo 2013 “Cultura Sempre Viva”
A TEIA é um grande Encontro que reunirá a diversidade cultural
do Estado de São Paulo, com a participação de aproximadamente 700 Pontos de Cultura
conveniados com as Redes do MinC, a Rede Estadual e as Redes Municipais, no período de 25 a 28 de julho de 2013, na Capital-SP
Os objetivos da TEIA são a troca de saberes e fazeres, o
fortalecimento dos Marcos Legais do Programa Cultura Viva e das políticas
públicas de cultura, o fomento das redes de relacionamento e articulação
institucional entre os Pontos, sociedade e governos.
As ações propostas são:
*A
sua presença é fundamental no III Fórum de Pontos de Cultura para a
discussão de políticas públicas e do Programa Cultura Viva.
*As despesas de alimentação, hospedagem e transporte serão todas custeadas.
*As inscrições e os critérios para o III Fórum de Pontos de Cultura, a Feira de Economia Solidária, os Workshops , a Cobertura Colaborativa, a Exposição de Artes e a Mostra Artística estão abertas até o dia 22 de maio de 2013, fiquem atentos!
*Os Pontos de Cultura poderão apresentar inscrições para mais de uma ação, mas apenas uma será contemplada.
*As apresentações selecionados para Mostra Artística, Exposição de Artes e Workshop receberão cachê artístico
*Para poder participar da seleção da Mostra Artística, Exposição de Artes e Workshop a inscrição no III Fórum de Pontos de Cultura é obrigatória
*As despesas de alimentação, hospedagem e transporte serão todas custeadas.
*As inscrições e os critérios para o III Fórum de Pontos de Cultura, a Feira de Economia Solidária, os Workshops , a Cobertura Colaborativa, a Exposição de Artes e a Mostra Artística estão abertas até o dia 22 de maio de 2013, fiquem atentos!
*Os Pontos de Cultura poderão apresentar inscrições para mais de uma ação, mas apenas uma será contemplada.
*As apresentações selecionados para Mostra Artística, Exposição de Artes e Workshop receberão cachê artístico
*Para poder participar da seleção da Mostra Artística, Exposição de Artes e Workshop a inscrição no III Fórum de Pontos de Cultura é obrigatória
III Fórum de Pontos de Cultura: encontro dos representantes dos Pontos de Cultura para debates, discussões e deliberações. Inscrição Fórum Link
Cobertura Colaborativa: comunicação compartilhada com objetivo de registrar e divulgar o evento em todos os segmentos das mídias Inscrição Cobertura Colaborativa Link
Equipe de Comunicação TEIA Estadual São Paulo 2013
CNPdC-GT Legislação
Setorial Nacional Arte Digital-Região Sudeste
Pontão Setecidades
Rede Pontos de Cultura de Diadema/SP
+55(11) 9-6483-2347 - VIVO
+55(11) 4072-9332 - Pontão Setecidades
Pontão Setecidades
Rede Pontos de Cultura de Diadema/SP
+55(11) 9-6483-2347 - VIVO
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Biblioteca Itinerante Barca das Letras, o palhaço Ribeirinho e a Cultura Viva das comunidades ribeirinhas da Amazônia até La Paz(Bolívia)

Querid@
amig@, preciso da sua colaboração financeira(R$) para levar a nossa
Biblioteca Itinerante Barca das Letras, o palhaço Ribeirinho e a Cultura
Viva das comunidades ribeirinhas da Amazônia até La Paz(Bolívia), para
participar do I Congresso Latinoamericano de Cultura Viva Comunitária, que ocorrerá de 17 a 22 de maio de 2013.
Estamos utilizando o sistema de financiamento coletivo(crowdfundig) por meio do site alteridade(http://alteridade.com/) do amigo e idealizador dos Pontos de Cultura, o Celio Turino.
Funciona assim, para cada contribuição financeira que você dá(R$30,00
ou R$100,00 ou R$300,00 ou R$800,00 ou R$1.500,00), você receberá uma
recompensa, caso a meta de R$6.000,00 seja alcançada nos próximos 20
dias. Não conseguindo atingir, sua contribuição será devolvida
integralmente.
Então vamos lá, conto
muito com todos vocês que já participaram ou participam fazendo doações
de livros; como voluntários; recebendo ações da Barca das Letras em seu
município; que curtem e sempre compartilham com os amigos as ações da
Biblioteca Itinerante Barca das Letras, por um mundo melhor, mais
humano, justo e solidário, com muita leitura e cultura viva para tod@s,
da Amazônia à La Paz!!!
Assista o vídeo-explicativo e contribua:
Mui grato antecipadamente pela sua gentileza!!!
abraços fraternos,
Jonas Banhos
(61) 8167 1254 - Tim Brasília
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IV Vigília pelo Estado Laico
IV Vigília pelo Estado Laico e contra a presidência de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos.
Levar velas, garrafas PET, instrumentos musicais, amig@s e alegrias.
OBS: em caso de chuva, nos concentraremos na "chapelaria" do Congresso.
Levar velas, garrafas PET, instrumentos musicais, amig@s e alegrias.
OBS: em caso de chuva, nos concentraremos na "chapelaria" do Congresso.
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acarmo lbt negritude
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Mulheres evangélicas sofrem violência doméstica

Violência contra as mulheres evangélicas, até entre os Crentes elas apanham.
Sobre a violência contra as mulheres evangélicas, vídeo esclarece que quase 50% por cento de mulheres evangélicas podem sofrer alguns tipos de violência , e se uma fiel procura o pastor evangélico e denunciar os maus trato e violência que sofreu do seu marido quer crente ou não contra a irmã, o conselho do mesmo é de aconselhar a irmã ir a justiça, ele pode ser denunciado por vamos dizer conivência daquela situação o pastor tem que ser um guardião da família cristã, os crentes violentos tem que ser denunciado e comer bandéco na cadeia, pois não pratica os costumes dos filhos de Deus veja a entrevista da presidenta evangélica!
Naiá Duarte, idealizadora Instituto Mulher
Viva, que trata de mulheres que sofrem violência doméstica no meio
evangélico, é entrevistada por Vanessa Martins. Ela traz alguns dados
alarmantes como 60% das mulheres violentadas serem evangélicas, ao mesmo
tempo que explica o projeto da Aliança Cristã Evangelística Brasileira
para tentar mudar tal número.Sobre a violência contra as mulheres evangélicas, vídeo esclarece que quase 50% por cento de mulheres evangélicas podem sofrer alguns tipos de violência , e se uma fiel procura o pastor evangélico e denunciar os maus trato e violência que sofreu do seu marido quer crente ou não contra a irmã, o conselho do mesmo é de aconselhar a irmã ir a justiça, ele pode ser denunciado por vamos dizer conivência daquela situação o pastor tem que ser um guardião da família cristã, os crentes violentos tem que ser denunciado e comer bandéco na cadeia, pois não pratica os costumes dos filhos de Deus veja a entrevista da presidenta evangélica!
Com informação da Melodia e Instituto Mulher Viva.
Do Afrokut
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"Sexo e o mercado Que é o amor tem a ver com isso? "
"Sexo eo mercado
Que é o amor tem a ver com isso? "
IX IASSCS CONFERÊNCIA
Temos a honra de ter recebido mais de 600 submissões abstratas e quase
300 aplicações de bolsas de todo o mundo! Notificações sobre esses
pedidos serão enviados até o final de maio.
Enquanto isso, nós gostaríamos de compartilhar com vocês várias atualizações para a Conferência IASSCS:
Palestrantes
Entre os principais oradores são confirmadas! Nós estamos contentes de anunciar a participação de importantes pesquisadores, ativistas, políticos na Conferência IASSCS IX. Sua participação irá contribuir significativamente para as nossas discussões sobre a mercantilização das relações sociais e sexuais, em dimensões tanto sexual / erótico e emocional. Para mais informações, vá para o PROGRAMA seção do site.
Entre os principais oradores são confirmadas! Nós estamos contentes de anunciar a participação de importantes pesquisadores, ativistas, políticos na Conferência IASSCS IX. Sua participação irá contribuir significativamente para as nossas discussões sobre a mercantilização das relações sociais e sexuais, em dimensões tanto sexual / erótico e emocional. Para mais informações, vá para o PROGRAMA seção do site.
Informações sobre viagens e vistos para a Argentina
Saiba quais os países que não necessitam de visto para entrar na Argentina. Você também encontrará informações sobre a taxa de reciprocidade para os EUA, os cidadãos australianos ou canadenses, bem como informações de viagem atualizado. Por favor, vá ao INFORMAÇÕES TURÍSTICAS seção do site para mais informações.
IASSCS Pós-Conferência de Clientes Docentes Formação
Nós estamos contentes de anunciar os palestrantes convidados para IASSCS Formação Pós-Conferência. Por favor, lembre-se que o prazo para aplicação do PCT é devido no dia 15 de maio. Por favor, vá para a formação pós-CONFERÊNCIA seção do site para mais informações.
Apresentações especiais
IASSCS oferece outras oportunidades para participar na conferência, especialmente para aqueles interessados nas áreas de advocacia relacionados. O Programa IASSCS encoraja ativistas e defensores de propor e participar de apresentações especiais, sessões de workshops e reuniões de satélite. Para mais informações sobre a descrição, diretrizes e prazos para a apresentação de propostas, por favor, vá para o PROGRAMA seção do site.
Sobre as taxas de inscrição As taxas de inscrição para a Conferência IASSCS IX estão disponíveis na inscrição na conferência seção do site da conferência. Tenha em mente que o registro on-line abre 20 abril de 2013.
Por
favor, lembre-se sempre de que todos os usuários terão que criar um
perfil conferência ¨ ¨ (no caso de você não tê-lo criado antes, aqueles
que apresentaram resumos ou aplicações bolsistas provavelmente criaram
perfis já). O perfil de conferência é a única porta através da qual os
usuários poderão se inscrever para a conferência IASSCS. Para criar um
perfil, por favor, vá para:
http://www.iasscs.org/profile/public/
http://www.iasscs.org/profile/public/
Nosso site www.iasscs.org/2013conference inclui informações detalhadas sobre a Conferência, seus principais temas, ea IASSCS Curso de Formação Pós-Conferência de Pesquisa em Sexualidade.
Não se esqueça de visitar este website ou a nossa página no Facebook para ficar atualizado!
https://www.facebook.com/iasscs
Estamos ansiosos para vê-lo em Buenos Aires, Argentina, em agosto!
Informação Legal:
Este endereço de e-mail tem sido um enviar para você como assinante do
IASSCS lista. Se você não quiser continuar a receber informações
envie-nos um e-mail para: 2013conference@iasscs.org
. IASSCS não será responsável pela transmissão incorreta ou incompleta
de informações contidas neste e-mail ou por qualquer atraso atingindo em
sua caixa de entrada ou danos em seu sistema.
Aviso Legal:
Este e-mail ha Sido enviar uma usted Como suscriptor de la Lista de
correo IASSCS. Si não desea Agustinianos recibiendo información mándenos
un correo electrónico a: 2013conference@iasscs.org
. IASSCS não sera responsável por la Transmisión incorrecta o
incompleta de la información en contenida Este e-mail o POR cualquier
demora en la llegada a su Bandeja de Entrada o Danos en su Sistema.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
Biblioteca Feminista: centenas de textos gratuitos para download Camila Garófalo em 31 de março de 2013
Feminismo não é contrário de machismo. No Brasil, o movimento
feminista luta para que não seja mal interpretado, afinal, machismo
sugere a superioridade do homem sobre a mulher enquanto feminismo almeja
a igualdade entre os dois sexos.
Para esclarecer essas e outras questões, a Biblioteca Feminista
apresenta um universo vasto sobre Democracria e Participação, Direitos
Humanos, Igualdade Racial, Legislação, Normas Jurídicas e outras
Publicações da Articulação de Mulheres Brasileiras para download gratuito.
A biblioteca é parte da Universidade Livre Feminista e tem como
intuito de apoiar seus cursos. Fazem parte do acervo as leituras
complementares que lá forem citadas e que estiverem disponíveis na forma
digital sem restrições de direitos autorais.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Ombro a ombro com as mais ardorosas combatentes do sexismo e do machismo, ela jamais deixou de pautar, entre as reivindicações prioritárias, o combate ao racismo
Por: OSWALDO FAUSTINO
Muito cedo, a antropóloga, educadora e feminista mineira, Lélia
Gonzales aprendeu que, na luta dos movimentos sociais, também existem
castas e hierarquias. Por isso, questões específicas como as das
mulheres negras, eram subestimadas em favor do chamado "interesse
maior". Assim como ocorria nas fotografias da liderança do Movimento
Feminista, com as militantes negras, suas reivindicações também eram
mantidas na segunda ou na terceira fila. A fidelidade às causas que
abraçou - em especial a do feminismo e das relações raciais - foi a
principal marca dessa ativista que, em 19 de julho de 1994, aos 59 anos,
se transformou em ancestral. Mineira, nascida Lélia Almeida, em Belo
Horizonte, ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro,
onde foram viver na favela do Morro do Pinto, no Santo Cristo, junto ao
Leblon. A proximidade com o Clube de Regatas Flamengo deu a um dos
irmãos mais velhos, Jaime de Almeida, a oportunidade de se tornar
jogador de futebol desse time e posteriormente seu técnico. Não é à toa
que, flamenguista roxa, tinha o futebol como um de seus grandes
prazeres. Era a penúltima dos 18 filhos e filhas do ferroviário negro
Acácio Joaquim de Almeida, com a índia Urcinda Seraphina de Almeida.
Um exílio após o outro
Ser retirado de suas antigas moradias, mesmo que precárias, e empurrados para locais menos valorizados, é sina da população negra nos grandes centros urbanos. Das áreas centrais, consideradas nobres, para os morros e, desses, para as periferias e subúrbios, como a Baixada Fluminense. Com a família Almeida não foi diferente: do Morro do Pinto direto para o subúrbio de Ricardo de Albuquerque, loteamento das antigas terras do Engenho Nossa Senhora de Nazaré.
Ser retirado de suas antigas moradias, mesmo que precárias, e empurrados para locais menos valorizados, é sina da população negra nos grandes centros urbanos. Das áreas centrais, consideradas nobres, para os morros e, desses, para as periferias e subúrbios, como a Baixada Fluminense. Com a família Almeida não foi diferente: do Morro do Pinto direto para o subúrbio de Ricardo de Albuquerque, loteamento das antigas terras do Engenho Nossa Senhora de Nazaré.
Muito tempo depois, na obra Lugar de Negro, que lançou em 1982, com
Carlos Hasenbalg, pela editora Marco zero, Lélia escreveu: "O lugar
natural do grupo branco dominante são moradias amplas, espaçosas,
situadas nos mais belos recantos da cidade ou do campo e devidamente
protegidas por diferentes tipos de policiamento: desde os antigos
feitores, capitães do mato, capangas, etc., até a polícia formalmente
constituída. Desde a casa grande e do sobrado, aos belos edifícios e
residências atuais, o critério tem sido sempre o mesmo. Já o lugar
natural do negro é o oposto, evidentemente: da senzala às favelas,
cortiços, porões, invasões, alagados e conjuntos habitacionais, cujos
modelos são os guetos dos países desenvolvidos dos dias de hoje. O
critério também tem sido simetricamente o mesmo: a divisão racial do
espaço."
As constatações de opressão e exclusão de seu povo não fizeram dela
uma pessoa amarga. Ao contrário. Com seu riso franco, aberto e fácil,
buscava o colorido de nossa cultura, o que a levou a escrever Festas
Populares no Brasil, lançado pela Editora Index, em 1987, e premiado na
Feira Internacional do Livro, de Leipzig, Alemanha, entre as obras que
compõem "os mais belos livros do mundo".
Formação e militância
A distância e a precariedade dos trens da Central do Brasil não foram impedimento para a menina Lélia estudar. Tampouco de se destacar entre os alunos do tradicional Colégio Pedro II. Posteriormente, graduou-se em História, Geografia e Filosofia. Fez mestrado em comunicação e doutorado em antropologia. Já adotara o sobrenome Gozales - por meio do casamento - quando atuava como assistente no curso de Filosofia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Dali para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi um pulo. Sua simpatia pelos pensamentos de esquerda tornou-se irrelevante, diante dos seus conhecimentos, da capacidade intelectual e da comunicabilidade que motivaram o convite para ministrar cursos no Centro de Estudos de Pessoal, do Exército Brasileiro. Tudo isso em plena ditadura militar.
A distância e a precariedade dos trens da Central do Brasil não foram impedimento para a menina Lélia estudar. Tampouco de se destacar entre os alunos do tradicional Colégio Pedro II. Posteriormente, graduou-se em História, Geografia e Filosofia. Fez mestrado em comunicação e doutorado em antropologia. Já adotara o sobrenome Gozales - por meio do casamento - quando atuava como assistente no curso de Filosofia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Dali para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi um pulo. Sua simpatia pelos pensamentos de esquerda tornou-se irrelevante, diante dos seus conhecimentos, da capacidade intelectual e da comunicabilidade que motivaram o convite para ministrar cursos no Centro de Estudos de Pessoal, do Exército Brasileiro. Tudo isso em plena ditadura militar.
Muito tempo antes de se imaginar que, um dia, um presidente da
república brasileira assinaria a Lei 10.639/03, que modificaria a Lei de
Diretrizes e Base do ensino, no país, Lélia já combatia, em sala de
aula, a opressão e exclusão de nosso povo. Aprofundava-se nos escritos
de grandes pensadores negros daqui, dos Estados Unidos e da África; na
história de civilizações africanas e de suas lideranças, nos
conhecimentos mais elementares da cultura afro-brasileira. Assim,
modificava os paradigmas no imaginário de seus alunos e fortalecia as
bases da militância do movimento negro contemporâneo, no período de sua
eclosão, na década de 1970.
"MUITO TEMPO ANTES DE SE IMAGINAR QUE, UM DIA, UM PRESIDENTE DA
REPÚBLICA BRASILEIRA ASSINARIA A LEI 10.639/03, QUE MODIFICARIA A LEI DE
DIRETRIZES E BASE DO ENSINO, NO PAÍS, LÉLIA JÁ COMBATIA, EM SALA DE
AULA, A OPRESSÃO E EXCLUSÃO DE NOSSO POVO".
Onde o povo está
Enquanto alguns de nossos intelectuais se afastam do povo para vivenciar o glamour e a badalação dos "bem-nascidos" e do universo acadêmico, como uma verdadeira griô, fiel à tradição da oralidade africana, Lélia compartilhava com seu povo histórias que valorizavam nossas origens e produção cultural. Mesmo sendo professora e chefe do Departamento de Sociologia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tinha certeza de onde e com quem queria atuar. Numa entrevista à Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos (SEAF) afirmou: "Fiz um tipo de escolha, que foi a militância de rua, participando de organizações negras, de seminários. Na medida em que nós, os intelectuais negros orgânicos, somos tão poucos, realmente existe um grande leque de atividades para poder responder às exigências que nos são colocadas." Porém, não fugia da raia e ocupava os espaços com sua sabedoria, por exemplo, com o pioneiro curso Cultura Negra no Brasil, que ministrou, por dois anos, na Escola de Artes Visuais, do Parque Lage, escola carioca considerada de elite.
Enquanto alguns de nossos intelectuais se afastam do povo para vivenciar o glamour e a badalação dos "bem-nascidos" e do universo acadêmico, como uma verdadeira griô, fiel à tradição da oralidade africana, Lélia compartilhava com seu povo histórias que valorizavam nossas origens e produção cultural. Mesmo sendo professora e chefe do Departamento de Sociologia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tinha certeza de onde e com quem queria atuar. Numa entrevista à Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos (SEAF) afirmou: "Fiz um tipo de escolha, que foi a militância de rua, participando de organizações negras, de seminários. Na medida em que nós, os intelectuais negros orgânicos, somos tão poucos, realmente existe um grande leque de atividades para poder responder às exigências que nos são colocadas." Porém, não fugia da raia e ocupava os espaços com sua sabedoria, por exemplo, com o pioneiro curso Cultura Negra no Brasil, que ministrou, por dois anos, na Escola de Artes Visuais, do Parque Lage, escola carioca considerada de elite.
Integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, não
abandonou, em momento algum, as demais demandas urgentes como a dos
afro-brasileiros e dos homossexuais, que constavam em sua plataforma de
campanhas para deputada federal, em 1982, pelo PT, e de deputada
estadual, em 1986, pelo PDT. Em ambos, ficou como suplente. Porém foi
vitoriosa no campo da criação coletiva de organizações, entre elas, o
Movimento Negro Unificado, a Escola de Samba do Quilombo, o Instituto de
Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), o Nzinga Coletivo de Mulheres
Negras, no Rio de Janeiro; e o Olodum, na Bahia. Seu nome se perpetua em
algumas instituições como o Instituto de Educação, Arte e Estudos
Afro-Brasileiros Lélia Gonzalez.
Por meio da publicação de suas palestras e de debates dos quais
participou, foi se cunhando o termo amefricanidade, que se baseia nas
experiências diaspóricas, ou seja, a dos descendentes de africanos não
só no Brasil, mas em todas as Américas. Ao ler Lélia Gonzales, se tem a
certeza de que as diferenças culturais de nossa gente, do lado de cá do
Atlântico, são minúsculas, diante de tudo o que temos em comum.
Fonte: Raça
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Uma em cada quatro mulheres sofre violência no parto
Andrea Dip - Agência Pública
25.03.2013 - 14h14 | Atualizado em 25.03.2013 - 16h17
As agressões mais comuns, segundo estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência (Foto: Agência Pública)
O conceito internacional de violência obstétrica define qualquer ato ou
intervenção direcionado à mulher grávida, parturiente ou puérpera (que
deu à luz recentemente), ou ao seu bebê, praticado sem o consentimento
explícito e informado da mulher e/ou em desrespeito à sua autonomia,
integridade física e mental, aos seus sentimentos, opções e
preferências. A pesquisa “Mulheres brasileiras e Gênero nos espaços público e privado”,
divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, mostrou que uma em cada
quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. As mais
comuns, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem
consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência.
Mas há outros tipos, diretos ou sutis, como explica a obstetriz e ativista pelo parto humanizado Ana Cristina Duarte: “impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência, tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira, zombeteira, ou de qualquer forma que a faça se sentir mal pelo tratamento recebido, tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e diminutivos, submeter a mulher a procedimentos dolorosos desnecessários ou humilhantes, como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com portas abertas, submeter a mulher a mais de um exame de toque, especialmente por mais de um profissional, dar hormônios para tornar o parto mais rápido, fazer episiotomia sem consentimento”.
“A lista é imensa e muitas nem sabem que podem chamar isso de violência. Se você perguntar se as mulheres já passaram por ao menos uma destas situações, “A lista é imensa e muitas nem sabem que podem chamar isso de violência. Se você perguntar se as mulheres já passaram por ao menos uma destas situações, provavelmente chegará a 100% dos partos no Brasil” diz Ana Cristina, que faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que, principalmente através de blogs e redes sociais, têm lutado para denunciar a violência obstétrica tão rotineira e banalizada nos aparelhos de saúde. “Algumas mulheres até entendem como violência, mas a palavra é mais associada a violência urbana, fisica, sexual” diz a psicóloga Janaína Marques de Aguiar, autora da tese “Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero” que entrevistou puérperas (com até três meses de parto) e profissionais de maternidades públicas de São Paulo. “Quando a gente fala em violência na saúde, isso fica dificil de ser visualizado. Porque há um senso comum de que as mulheres podem ser maltratadas, principalmente em maternidades públicas” acredita. E dá alguns exemplos: “Duas profissionais relataram, uma médica e uma enfermeira, que um colega na hora de fazer um exame de toque em uma paciente, fazia brincadeiras como ‘duvido que você reclame do seu marido’ e ‘Não está gostoso?”provavelmente chegará a 100% dos partos no Brasil” diz Ana Cristina, que faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que, principalmente através de blogs e redes sociais, têm lutado para denunciar a violência obstétrica tão rotineira e banalizada nos aparelhos de saúde.
“Algumas mulheres até entendem como violência, mas a palavra é mais associada a violência urbana, fisica, sexual” diz a psicóloga Janaína Marques de Aguiar, autora da tese “Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero” que entrevistou puérperas (com até três meses de parto) e profissionais de maternidades públicas de São Paulo. “Quando a gente fala em violência na saúde, isso fica dificil de ser visualizado. Porque há um senso comum de que as mulheres podem ser maltratadas, principalmente em maternidades públicas” acredita. E dá alguns exemplos: “Duas profissionais relataram, uma médica e uma enfermeira, que um colega na hora de fazer um exame de toque em uma paciente, fazia brincadeiras como ‘duvido que você reclame do seu marido’ e ‘Não está gostoso?”

Leia também:
Teste mostra que 51% das mulheres ficou insatisfeita com o parto
Leia o relato de uma mulher que sofreu violência durante o parto
Direitos legais são desrespeitados nas maternidades
Mapa da Violência obstétrica: denúncias pela internet
As agressões mais comuns, segundo estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência (Foto: Agência Pública)

Mas há outros tipos, diretos ou sutis, como explica a obstetriz e ativista pelo parto humanizado Ana Cristina Duarte: “impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência, tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira, zombeteira, ou de qualquer forma que a faça se sentir mal pelo tratamento recebido, tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e diminutivos, submeter a mulher a procedimentos dolorosos desnecessários ou humilhantes, como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com portas abertas, submeter a mulher a mais de um exame de toque, especialmente por mais de um profissional, dar hormônios para tornar o parto mais rápido, fazer episiotomia sem consentimento”.

“A lista é imensa e muitas nem sabem que podem chamar isso de violência. Se você perguntar se as mulheres já passaram por ao menos uma destas situações, “A lista é imensa e muitas nem sabem que podem chamar isso de violência. Se você perguntar se as mulheres já passaram por ao menos uma destas situações, provavelmente chegará a 100% dos partos no Brasil” diz Ana Cristina, que faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que, principalmente através de blogs e redes sociais, têm lutado para denunciar a violência obstétrica tão rotineira e banalizada nos aparelhos de saúde. “Algumas mulheres até entendem como violência, mas a palavra é mais associada a violência urbana, fisica, sexual” diz a psicóloga Janaína Marques de Aguiar, autora da tese “Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero” que entrevistou puérperas (com até três meses de parto) e profissionais de maternidades públicas de São Paulo. “Quando a gente fala em violência na saúde, isso fica dificil de ser visualizado. Porque há um senso comum de que as mulheres podem ser maltratadas, principalmente em maternidades públicas” acredita. E dá alguns exemplos: “Duas profissionais relataram, uma médica e uma enfermeira, que um colega na hora de fazer um exame de toque em uma paciente, fazia brincadeiras como ‘duvido que você reclame do seu marido’ e ‘Não está gostoso?”provavelmente chegará a 100% dos partos no Brasil” diz Ana Cristina, que faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que, principalmente através de blogs e redes sociais, têm lutado para denunciar a violência obstétrica tão rotineira e banalizada nos aparelhos de saúde.
“Algumas mulheres até entendem como violência, mas a palavra é mais associada a violência urbana, fisica, sexual” diz a psicóloga Janaína Marques de Aguiar, autora da tese “Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero” que entrevistou puérperas (com até três meses de parto) e profissionais de maternidades públicas de São Paulo. “Quando a gente fala em violência na saúde, isso fica dificil de ser visualizado. Porque há um senso comum de que as mulheres podem ser maltratadas, principalmente em maternidades públicas” acredita. E dá alguns exemplos: “Duas profissionais relataram, uma médica e uma enfermeira, que um colega na hora de fazer um exame de toque em uma paciente, fazia brincadeiras como ‘duvido que você reclame do seu marido’ e ‘Não está gostoso?”

Teste mostra que 51% das mulheres ficou insatisfeita com o parto
Leia o relato de uma mulher que sofreu violência durante o parto
Direitos legais são desrespeitados nas maternidades
Mapa da Violência obstétrica: denúncias pela internet
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domingo, 24 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Como abordar mulheres sem ser nojento
Texto de Madeleine Davies. Tradução de Iara Paiva.
Originalmente publicado com o título: How to Talk to a Woman Without Being a Creep, no site americano Jezebel.com
_____
Com mais e mais mulheres falando abertamente sobre assédio nas ruas,
um homem hétero pode ficar um pouco confuso sobre como se aproximar de
uma mulher em um local público. “Quer dizer que as mulheres não gostam quando eu tiro seus fones de ouvido no metrô?” ele poderia perguntar. “E
se eu ficar muito perto? Elas também não gostam? Não se pode nem falar
com ninguém sem ser rotulado como predador sexual mais! Dane-se o
Feminismo!”
Se você se comporta desse jeito, então sim. Você é um idiota e
provavelmente não deveria falar com ninguém. Nunca mais. Mas vamos supor
que você é apenas um cara legal que ainda não consegue entender a
melhor maneira de falar com uma mulher desconhecida em um espaço
público. É ok ter dúvidas. Namoro e paquera são, em geral, coisas
difíceis de fazer e ainda mais complicadas quando você toma a iniciativa
e se apresenta para alguém do nada. Mas adivinhem? É possível
aproximar-se de uma mulher de uma forma respeitosa e lisonjeira, sem
ofendê-la ou assustá-la com a possibilidade de você ser um tarado no
metrô.
Quando a melhor abordagem não é óbvia, nem sempre é fácil de
discernir o que é bom e o que não é. Pelo bem das relações humanas, aqui
está um guia prático sobre como abordar uma mulher em várias situações.
Na rua
Vamos começar com o mais difícil. Digamos que você vê uma menina na rua que se parece exatamente com Amy Pond de Doctor Who [N.T.
se você não a conhece, preencha com a moça bonita e cult de sua
preferência] ou que está vestindo uma camiseta da sua banda de hardcore
obscura dos anos 80 preferida. Você quer dizer “oi!”, claro, mas,
primeiro tente descobrir se ela quer dizer “olá” para você ou para
qualquer outra pessoa. Você pode achar impossível saber isso, mas as
mulheres são seres humanos e, assim como outros seres humanos, mostram
sinais quando querem ficar sozinhas. Ela está andando rápido? Não está
fazendo contato visual com ninguém? Ela está prestando atenção na
calçada ou no celular? Se a resposta for sim, então talvez você deva
deixá-la ir, ela provavelmente não quer ser incomodada e você deve
respeitá-la. Lembre-se, as únicas pessoas que te devem uma conversa são,
na melhor das hipóteses, seu terapeuta ou seu advogado.
E se ela não esta caminhando rápido na direção oposta ou
deliberadamente evitando olhar para as pessoas na rua? Então talvez não
haja problema em aproximar-se (lembre-se, diferentes pessoas reagem às
coisas de maneiras diferentes). O mais importante, como é o caso quando
se aborda qualquer pessoa, é tratá-la como uma pessoa. Não faça
sons de beijo para ela como se fosse um cachorro (nós mulheres
geralmente odiamos isso), não imite o som que você acha que o bumbum
dela faz quando anda (um “oi” é muito mais eficaz do que
“badoombadoombadoom”) e não diga que ela seria mais bonita se sorrisse.
Ela sabe a cara que está fazendo e não quer ninguém dizendo que ela
deveria mudá-la.
Considerando isso, se aproximar de alguém na rua é complicado.
Provavelmente você será dispensado, esteja preparado. Você interrompeu o
dia de alguém, pura e simplesmente, então se responderem negativamente,
a única coisa que você pode fazer é desculpar-se por incomodar (e
fazê-lo rapidamente, sem ser dramático ou criar caso) e educadamente
sair de seu caminho tão depressa quanto possível.
Além disso tudo, está escuro na rua? Se estiver, melhor nem tentar.
Em um café
Mais uma vez, preste atenção no que ela está fazendo. Ela está
estudando? Digitando apressadamente em seu computador? Se estiver, ela é
uma moça com um prazo a cumprir e, interrompendo-a, você corre o risco
de ser um idiota. Se você não desistiu, então, o mais importante a fazer
é não constrangê-la ou deixá-la desconfortável a ponto de sentir que
precisa ir embora. Tente pegar uma mesa que não esteja diretamente em
seu campo de visão, desta forma ela não vai precisar desviar o olhar
para baixo caso dispense você. Tente se aproximar dela como se estivesse
de saída, peça desculpas por interrompê-la (na verdade, a maioria das
pessoas não se importa de ser incomodada se você, educadamente,
reconhecer a possibilidade de que pode estar incomodando) e dê seu
recado com gentileza e confiança. Se ela aceitar, ótimo! Daqui há alguns
meses você pode estar discutindo sobre lugares à mesa para o seu
casamento indie ou organizando um swingue na casa nova de vocês. Se ela disser que não, gentilmente responda com um “Ok, legal. Só pensei em perguntar.” E, em seguida, deixe-a sozinha.
Se é um lugar que ambos frequentam, muito melhor. Comece dizendo
“oi”, aumente para um “tudo bom?” e estabeleça um relacionamento. Dessa
forma, quando você convidá-la pra sair, ela vai ser muito mais inclinada
a pensar em você como o cara legal do café, e não como o esquisito que
sempre tenta interrompê-la enquanto ela lê “A Visita Cruel do Tempo”.
Claro, ela ainda pode dizer não e, a menos que ela diga explicitamente o
quanto quer sair contigo, batendo uma punheta para você no banheiro
enquanto conversam, você tem que desencanar. E lembre-se: ela não é uma
vaca. Ela apenas não está interessada.
No transporte público
Lembre-se que as mulheres lidam com o assédio sexual no transporte
público o tempo todo. A maioria de nós fica muito atenta quando pega o
trem ou ônibus, já que existe uma possibilidade maior de lidar com
alguma merda. Não estamos sendo paranóicas ou defensivas quando não
queremos falar com você. Estamos lembrando de ontem mesmo, quando alguém
literalmente esfregou seu pau nu em nós (ah, segundas-feiras!). É fácil
ficar na defensiva e dizer: “Bem, eu nunca faria isso”, mas
tente se lembrar de que a maioria de nós não é vidente e não temos idéia
do que você faria ou não. Meu ponto é que, se você está cantando
meninas no metrô, espere levar um fora. A maioria de nós não gostaria de
ser convidada pra sair estando em espaço fechado que é muitas vezes
usado como banheiro. Uma vez um homem no trem comeu um frango inteiro,
de luvas, sem tirar os olhos de mim. O transporte público não é um
espaço seguro.

Foto de Ed Yourdon em Flickr de Creative Commons – Alguns direitos reservados.
Mas talvez você viu a mulher dos seus sonhos e quer continuar assim
mesmo. Se ela te olhar, educadamente sorria para ela. Ela sorri – e não
um sorriso protocolar – de volta para você? Ela mantém abertamente o
contato visual com você também? Como eu disse antes, as mulheres são
pessoas. Se nós gostamos do que vemos, podemos enviar sinais por nós
mesmas (geralmente piscamos muito e lambemos os lábios excessivamente,
mas dizem que somos mais tímidas que isso).
Então, você decide ir enfrente e falar com ela. Tente elogiando em
algo que não seja físico ou sexual. É mais fácil do que você pensa: “tênis incrível.” Ou: “Isso é uma bolsa-carteiro antiga? Eu estou querendo uma, mas estou preocupado se as alças não vão machucar meus ombros.”
(Se ela te deixar experimentar a bolsa, considere fugir com ela. Só
porque você não é um pervertido, não significa que você não pode ser um
ladrão). Se ela parece aberta à conversar, bata papo amigável e
tranquilamente. Se ela não der abertura, sorria educadamente – mais uma
vez, educadamente – e deixe-a sozinha. Metade das preocupações que as
mulheres têm no metrô é que alguém se sinta no direito de sair nos
chamando de vaca só porque não queremos ser incomodadas. Não seja esse
alguém.
Ah, e por favor, não se aproxime de nós quando estamos lendo ou
ouvindo música. Essas são coisas que fazemos para não sermos
incomodadas. Metade das vezes os fones de ouvido que estamos usando não
estão nem ligados.
Ela é garçonete em um restaurante
Eu trabalhei como garçonete em um restaurante por muitos anos e vi
minhas colegas serem abordadas de várias formas diferentes, e alguns
métodos sendo muito mais bem sucedidos do que outros. Se você acha que
está realmente fazendo sucesso com a garçonete que te atende, pare e
lembre-se que ela talvez não esteja tão na sua, quanto você está na
dela. Embora, provavelmente, ela seja uma pessoa adorável na vida real,
uma grande parte da renda dela (e de qualquer garçonete) é baseada na
capacidade de fazer você e o resto da mesa gostarem dela. Ser legal com
você e fazê-lo sentir-se bem-vindo é o seu trabalho.

Foto de Alain Bachellier em Flickr Creative Commons. Alguns direitos reservados.
Mas talvez você ache que as faíscas estão lá de qualquer maneira.
Talvez ela tenha piscado com força, lambido os lábios como eu disse
antes (a sério, as mulheres fazem isso o tempo todo). Se for esse o
caso, e você quer convidá-la pra sair, vá em frente, mas faça isso
apenas depois que a conta foi paga e ela já tiver recebido a gorjeta. É
uma merda fazer uma mulher sentir que sua renda será determinada com
base no fato dela querer ou não sair com alguém — mesmo se você esteja
fazendo isso involuntariamente. Resolvendo isso antes, você dá a ela a
chance de responder sinceramente. Se ela disser não, não leve para o
lado pessoal. Como é sempre o caso com estranhos, você não sabe nada
sobre sua vida. Ela poder ter um namorado, ela poder ser lésbica, ela
pode simplesmente não estar interessada. Então, erga a cabeça, aja com
respeito e siga em frente.
Se você está sentado ao lado dela em um avião
Não. Deixe-a em paz. A menos que nós estejamos no 777 da Rihanna ou a
sua voz guarde o segredo do emagrecimento rápido, nós não queremos
falar com você.
É claro que existem exceções para todos estes conselhos. Talvez seus
avós se conheceram quando o seu avô apertou o seio da sua avó no meio
da avenida da cidade. Talvez um de seus amigos conheceu a namorada
quando ele a parou para perguntar o que ela estava lendo. Essas coisas
podem acontecer. Além disso, pessoas diferentes gostam de coisas
diferentes. Seguindo toda essa lista ainda pode acontecer que você
ofenda alguém — porque todo mundo tem seus problemas.
Além disso, e eu sei que isso vai contra tudo o que a frenologia
diz, mas as mulheres não são idiotas. Na verdade, muitas de nós são
realmente muito boas em ler as pessoas. Se as mulheres sempre te
respondem como se você fosse esquisito e assustador, então as chances
são de que você está agindo como um sujeito esquisito e assustador. O
problema é você. Por outro lado, se você fizer um esforço para ser
educado, respeitar o nosso espaço e reconhecer que não te devemos nada
(porque, oi, não devemos mesmo), então vamos entender assim também. Isso
significa que nós vamos com certeza sair com você? Não, mas com certeza
aumenta suas chances e isso faz de você muito menos idiota.
Muito longo? Nem leu? Seja educado e respeito o espaço dos outros. Fim.
________
Nota da tradutora
Não endosso tudo deste texto. Há algumas ideias que parecem bem
radicais. Por exemplo, me parece perfeitamente educado se desculpar por
interromper e perguntar o que uma pessoa está lendo — contanto que se
esteja atento à possível falta de vontade de interagir da moça — e
concordo com a autora, é fácil ver quando alguém não quer conversar.
Mesma coisa com os aviões — acho que depende da sensibilidade de não
insistir para não constranger.
Mas a ideia principal está clara: nós mulheres, mesmo as mais lindas e
irresistíveis, temos o direito a não interagir, e se um cara pretende
ser bacana e interessante para as mulheres de maneira geral, não é
enchendo o saco de uma especificamente que ele vai conseguir isso. Se
esta não estiver interessada, seja educado e aceite o fora sem
constrangê-la. E se você for educado, pode ter certeza: desejamos muita
boa sorte com as próximas. Sabe como é, algumas feministas são
heterossexuais e até dão bola pra rapazes que as paqueram por aí.

Postado por
acarmo lbt negritude
às
13:57
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