Apresentação
O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.
quinta-feira, 31 de março de 2011
PARA NÃO ESQUECER JAMAIS!
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sábado, 19 de março de 2011
transmissão ao vivi reunião CNPdC - Acompanhe
Segue o link para a transmissão em áudio e vídeo da primeira reunião da CNPdC que está ocorrendo neste momento em Pirenópolis.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
Lira Paulistana
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domingo, 13 de março de 2011
Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular
MANIFESTO
A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação é uma iniciativa de membros da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, que visa a promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação.
O direito à liberdade de expressão, previsto no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos artigos 5º e 220 da Constituição Federal, enfrenta hoje dois tipos de obstáculos que justificam e reforçam a necessidade desta Frente Parlamentar.
O primeiro está na existência de ações de órgãos do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário e de entes privados que visam a cercear o exercício dessa liberdade pelos seus beneficiários, ou seja, os cidadãos e cidadãs brasileiros. É preciso que se tomem iniciativas e se criem mecanismos permanentes, inclusive no âmbito do Parlamento, para prevenir, denunciar e combater esse tipo de ação.
O segundo obstáculo está na ausência de regulação e políticas públicas que promovam e garantam a liberdade de expressão e o direito à comunicação. Hoje, as condições para o exercício dessa liberdade são muito desiguais, já que os canais de mídia, elementos-chave para a efetivação desse direito, estão nas mãos de alguns grupos econômicos cuja prática impõe sérios limites à efetivação da liberdade de expressão do povo brasileiro e é fortemente marcada pela prevalência de interesses privados em detrimento do interesse público. Portanto, não basta denunciar e combater ações contrárias aos direitos humanos, entre os quais à liberdade de expressão; é preciso propiciar meios para que todos os cidadãos e cidadãs tenham condições de exercê-la. Assim, enquanto houver dificuldades ou impedimentos econômicos, culturais, sociais, técnicos e políticos para o exercício deste direito, é dever dos Poderes Executivo e Legislativo desenvolver ações no sentido de garantir que o maior número de cidadãos possa produzir, disseminar e acessar informações e cultura.
De outra forma, a promoção dos direitos à liberdade de expressão e à comunicação é condição para o pleno exercício da democracia no país. Se os meios de comunicação são os principais instrumentos de circulação de idéias e valores na sociedade brasileira, espaço essencial de consumo de informação e cultura pelos cidadãos e cidadãs, devem então refletir a pluralidade e a diversidade da sociedade, pré-requisito da verdadeira democracia. Se os meios de comunicação forem ainda concessões públicas, cabe-lhes exercer essa concessão com responsabilidade social.
A realidade dos meios de comunicação mudou muito nas últimas décadas, especialmente pelo surgimento da internet e a efetivação da convergência digital, nos seus aspectos técnico, comunicacional e empresarial. Com a mudança dessa realidade, alteram-se também os obstáculos, e, por sua vez, requerem-se respostas adequadas a esse novo cenário. Hoje, pensar a universalização do acesso à internet, por exemplo, é tão essencial à liberdade de expressão e ao direito à comunicação, quanto o é à promoção da diversidade de conteúdo no rádio e na televisão.
A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação reúne parlamentares e organizações da sociedade civil comprometidos com valores democráticos e se propõe a atuar tendo como base os objetivos acima referidos, observando a complementaridade, indivisibilidade, interdependência e não hierarquização dos direitos humanos. Assim, ela reconhece, conforme prevê o artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que o exercício da liberdade de expressão está sujeito a responsabilidades ulteriores (ou seja, a posteriori), especialmente quando o que foi dito representar violação de outros direitos humanos. Essa condição não deve criar precedentes para nenhum tipo de censura prévia, seja ela governamental ou judicial, mas precisa ser observada no sentido de se verificar o efetivo cumprimento e observância de nossa legislação e dos acordos internacionais de que somos signatários, além de proteger a dignidade da pessoa humana, especialmente a de grupos vulneráveis como crianças e adolescentes, mulheres, negros e negras, indígenas, população LGBTT e pessoas portadoras de deficiência.
A atuação da Frente se baseia em iniciativas já em curso no Congresso Nacional e em novas ações propostas por seus integrantes, levando em consideração estudos anteriormente realizados por comissões da Câmara e do Senado e propostas elaboradas por entes de todos os setores da sociedade civil, sobretudo as aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação.
Entre os objetivos específicos da Frente Parlamentar estão, sem prejuízo de outros, os seguintes:
- defender os princípios constitucionais relativos ao tema, especialmente aqueles previstos nos artigos 5º e 220 a 224 da Constituição Federal;
- lutar contra qualquer tipo de ação direta ou indireta de censura prévia de caráter governamental ou judicial;
- contribuir para a regulamentação dos artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que tratam da proibição de monopólios e oligopólios no rádio e na TV; da existência de mecanismos de defesa contra programações que violem os dispositivos constitucionais; da preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas no rádio e na televisão; da regionalização da programação e do estímulo à produção independente; e da complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal; da fiscalização à efetiva observância dos parâmetros estabelecidos;
- defender a ampliação do acesso da população à banda larga, garantindo a universalização do serviço, preços acessíveis e qualidade do serviço ofertado, com participação total ou majoritária de empresa pública;
- trabalhar pela liberdade na internet, tendo como parâmetros a proteção à neutralidade de rede e ao direito à privacidade e à liberdade de expressão;
- defender a ampliação da participação popular no acompanhamento e regulação do sistema de comunicações;
- defender transparência, regras e procedimentos democráticos em outorga e renovação de concessões, permissões e autorizações de rádio e TV;
- contribuir para o fortalecimento do sistema público de comunicação, inclusive rádios e TVs comunitárias;
- defender os direitos de grupos vulneráveis como crianças e adolescentes, mulheres, negros e negras, indígenas, população LGBTT e pessoas portadoras de deficiência, no tocante às questões de comunicação;
- defender políticas de incentivo à pluralidade e à diversidade em todos os meios de comunicação, com especial observância à diversidade regional e cultural brasileira;
- defender a exigência da pluralidade dos pontos de vista, e a garantia do direito de resposta;
- incentivar a produção, distribuição e acesso a conteúdo produzido no Brasil por empresas e organizações brasileiras;
- contribuir para o fortalecimento de pesquisa e adoção de tecnologias nacionais nas diversas etapas da cadeia produtiva das comunicações;
- estimular medidas que fortaleçam a educação crítica para a prática e a leitura da comunicação, de maneira formal e informal, entre os estudantes do ensino fundamental e médio.
A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação coloca-se, assim, como um instrumento do parlamento e da sociedade civil brasileira para a ampliação do exercício desses direitos e para o fortalecimento da democracia.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Liberdade ao Gegê!
Por Comitê Lutar não é Crime 11/03/2011 às 17:47
Nos dias 4 e 5 de abril, o líder do Movimento de Moradia do Centro (MMC), Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, deve ir a júri popular. O julgamento estava marcado para 16 e 17 de setembro de 2010, mas não se concretizou. Representante do Ministério Público de São Paulo, responsável pela acusação, no próprio dia se recusou a realizar o julgamento, justificando que desconhecia o conteúdo de todas as provas apresentadas pela defesa. Tal posição foi aceita pela juíza e a data foi remarcada para abril.

Gegê
A não realização do Tribunal do Júri naquele momento pôde se reverter em uma conquista importante. Como contrapartida ao adiamento do julgamento, a juíza deferiu o pedido da defesa e colocou fim a ordem de prisão expedida contra o líder, em vigor até aquele momento.
A experiência vivida por Gegê, que se inicia nas primeiras investigações de um crime do qual é injustamente acusado, reforça algumas lições. Uma delas é o uso do aparato policial e judicial por parte de forças conservadoras para desarticular movimentos populares reivindicatórios de direitos.
Neste sentido, o uso político do direito é evidente. Diante deste cenário, a mobilização para o próximo julgamento é de vital importância, não para a resolução de um caso pessoal isolado, mas pelo contrário, para o fortalecimento das lutas populares. Para tanto é preciso evitar o avanço do conservadorismo, que hoje criminaliza as lutadoras e lutadores do povo, criminalizando a própria luta.
Os fatos
No dia 18 de agosto de 2002 ocorreu um homicídio em um dos acampamentos do Movimento de Moradia no Centro de São Paulo (MMC), entidade filiada à Central de Movimentos Populares (CMP).
De tudo o que foi apurado, tem-se notícia de que a discórdia surgida entre o autor dos fatos (ainda não procurado e investigado) e a vítima surgiu pouco antes do fatídico acontecimento, no qual a vítima (que residia no acampamento) teria ofendido o autor do crime (visitante e não residente no acampamento), que para vingar-se das ofensas sofridas, acabou por tirar-lhe a vida. Vale esclarecer que ambos não participavam da organização do acampamento e eram estranhos à luta do movimento de moradia do centro.
Este conflito nada teve a ver com as reivindicações do MMC e a dinâmica interna do acampamento, mas foi aproveitado para incriminar e afastar do local a organização deste movimento e o apoio às famílias acampadas.
O acampamento era localizado na Vila Carioca, na Avenida Presidente Wilson. As famílias integrantes da ocupação, em sua grande maioria, eram oriundas do despejo de um prédio, pertencente ao então falido Banco Nacional, na Rua Líbero Badaró, n. 89, no centro da capital paulista. Essa remoção para a nova área fora autorizada pelo Governo do Estado, em negociações que envolveram o então governador Mário Covas.
Gegê participou diretamente da negociação para que as famílias despejadas pudessem ter moradia digna. Enquanto ela não viesse, as famílias se manteriam acampadas e organizadas, como em qualquer outra ocupação. Conhecido por sua combatividade e luta não só no centro de São Paulo, mas em todo o Brasil, ele sofreu diversas ameaças pessoais. A própria vida de Gegê era constantemente alvo de ameaças.
Dois anos depois do crime, Gegê foi preso por mais de 50 dias. Após ser solto, em decisão de Habeas Corpus, sofreu uma prolongada situação de instabilidade e insegurança, na qual diversos pedidos de liberdade eram concedidos para, momentos depois, serem repentinamente revogados.
Tanto nos autos do inquérito policial instaurado no 17º Distrito Policial, no Ipiranga, quanto nos autos do processo penal em andamento, o autor do homicídio (já conhecido e identificado) nunca foi investigado, preso ou procurado. O inquérito policial acabou sendo maculado por manipulações e falsos testemunhos por parte dos que intencionavam incriminar Gegê.
Sobre Gegê
Gegê tem um longo histórico de militância social e sindical. Ele foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT e de movimentos de moradia. A Unificação das Lutas de Cortiço (ULC), do Movimento de Moradia do Centro (MMC), da União dos Movimentos de Moradia do Fórum Nacional de Reforma Urbana e a Central de Movimentos Populares (CMP) estão entre as organizações que contaram com a participação do líder.
Comitê Lutar Não é Crime
Sobre o Comitê
O comitê Lutar Não É Crime propõe uma Campanha Nacional pelo fim da criminalização dos lutadores e lutadoras do povo. Conclamamos todos os movimentos sociais e populares, da cidade e do campo, a desencadearem uma ofensiva pela criação de comitês nos estados que somem forças à essa luta.
Contatos:
8419-3302
6857-3488
3101-6601
A experiência vivida por Gegê, que se inicia nas primeiras investigações de um crime do qual é injustamente acusado, reforça algumas lições. Uma delas é o uso do aparato policial e judicial por parte de forças conservadoras para desarticular movimentos populares reivindicatórios de direitos.
Neste sentido, o uso político do direito é evidente. Diante deste cenário, a mobilização para o próximo julgamento é de vital importância, não para a resolução de um caso pessoal isolado, mas pelo contrário, para o fortalecimento das lutas populares. Para tanto é preciso evitar o avanço do conservadorismo, que hoje criminaliza as lutadoras e lutadores do povo, criminalizando a própria luta.
Os fatos
No dia 18 de agosto de 2002 ocorreu um homicídio em um dos acampamentos do Movimento de Moradia no Centro de São Paulo (MMC), entidade filiada à Central de Movimentos Populares (CMP).
De tudo o que foi apurado, tem-se notícia de que a discórdia surgida entre o autor dos fatos (ainda não procurado e investigado) e a vítima surgiu pouco antes do fatídico acontecimento, no qual a vítima (que residia no acampamento) teria ofendido o autor do crime (visitante e não residente no acampamento), que para vingar-se das ofensas sofridas, acabou por tirar-lhe a vida. Vale esclarecer que ambos não participavam da organização do acampamento e eram estranhos à luta do movimento de moradia do centro.
Este conflito nada teve a ver com as reivindicações do MMC e a dinâmica interna do acampamento, mas foi aproveitado para incriminar e afastar do local a organização deste movimento e o apoio às famílias acampadas.
O acampamento era localizado na Vila Carioca, na Avenida Presidente Wilson. As famílias integrantes da ocupação, em sua grande maioria, eram oriundas do despejo de um prédio, pertencente ao então falido Banco Nacional, na Rua Líbero Badaró, n. 89, no centro da capital paulista. Essa remoção para a nova área fora autorizada pelo Governo do Estado, em negociações que envolveram o então governador Mário Covas.
Gegê participou diretamente da negociação para que as famílias despejadas pudessem ter moradia digna. Enquanto ela não viesse, as famílias se manteriam acampadas e organizadas, como em qualquer outra ocupação. Conhecido por sua combatividade e luta não só no centro de São Paulo, mas em todo o Brasil, ele sofreu diversas ameaças pessoais. A própria vida de Gegê era constantemente alvo de ameaças.
Dois anos depois do crime, Gegê foi preso por mais de 50 dias. Após ser solto, em decisão de Habeas Corpus, sofreu uma prolongada situação de instabilidade e insegurança, na qual diversos pedidos de liberdade eram concedidos para, momentos depois, serem repentinamente revogados.
Tanto nos autos do inquérito policial instaurado no 17º Distrito Policial, no Ipiranga, quanto nos autos do processo penal em andamento, o autor do homicídio (já conhecido e identificado) nunca foi investigado, preso ou procurado. O inquérito policial acabou sendo maculado por manipulações e falsos testemunhos por parte dos que intencionavam incriminar Gegê.
Sobre Gegê
Gegê tem um longo histórico de militância social e sindical. Ele foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do PT e de movimentos de moradia. A Unificação das Lutas de Cortiço (ULC), do Movimento de Moradia do Centro (MMC), da União dos Movimentos de Moradia do Fórum Nacional de Reforma Urbana e a Central de Movimentos Populares (CMP) estão entre as organizações que contaram com a participação do líder.
Comitê Lutar Não é Crime
Sobre o Comitê
O comitê Lutar Não É Crime propõe uma Campanha Nacional pelo fim da criminalização dos lutadores e lutadoras do povo. Conclamamos todos os movimentos sociais e populares, da cidade e do campo, a desencadearem uma ofensiva pela criação de comitês nos estados que somem forças à essa luta.
Contatos:
8419-3302
6857-3488
3101-6601
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Beatriz Preciado en Breve entrevista
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As mulheres não são homens
A cultura patriarcal tem uma dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas. Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres.
Boaventura de Sousa Santos
No passado dia 8 de março celebrou-se o Dia Internacional da Mulher. Os dias ou anos internacionais não são, em geral, celebrações.
São, pelo contrário, modos de assinalar que há pouco para celebrar e uito para denunciar e transformar. Não há natureza humana assexuada; há homens e mulheres. Falar de natureza humana sem falar na diferença sexual é ocultar que a “metade” das mulheres vale menos que a dos homens. Sob formas que variam consoante o tempo e o lugar, as mulheres têm sido consideradas como seres cuja humanidade é problemática (mais perigosa ou menos capaz) quando comparada com a dos homens. À dominação sexual que este preconceito gera chamamos
patriarcado e ao senso comum que o alimenta e reproduz, cultura patriarcal.
São, pelo contrário, modos de assinalar que há pouco para celebrar e uito para denunciar e transformar. Não há natureza humana assexuada; há homens e mulheres. Falar de natureza humana sem falar na diferença sexual é ocultar que a “metade” das mulheres vale menos que a dos homens. Sob formas que variam consoante o tempo e o lugar, as mulheres têm sido consideradas como seres cuja humanidade é problemática (mais perigosa ou menos capaz) quando comparada com a dos homens. À dominação sexual que este preconceito gera chamamos
patriarcado e ao senso comum que o alimenta e reproduz, cultura patriarcal.
A persistência histórica desta cultura é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas quotidianas das instituições e das relações sociais continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade. Ser feminista hoje significa reconhecer que tal discriminação existe e é injusta e desejar activamente que ela seja eliminada. Nas actuais condições históricas, falar de natureza humana como se ela fosse sexualmente indiferente, seja no plano filosófico seja no plano político, é pactuar com o patriarcado.
A cultura patriarcal vem de longe e atravessa tanto a cultura ocidental como as culturas africanas, indígenas e islâmicas. Para Aristóteles, a mulher é um homem mutilado e para São Tomás de Aquino, sendo o homem o elemento activo da procriação, o nascimento de uma mulher é sinal da debilidade do procriador. Esta cultura, ancorada por vezes em textos sagrados (Bíblia e Corão), tem estado sempre ao serviço da economia política dominante que, nos tempos modernos, tem sido o capitalismo e o colonialismo. Em Three Guineas (1938), em resposta a um pedido de apoio financeiro para o esforço de guerra, Virginia Woolf recusa, lembrando a secundarização das mulheres na nação, e afirma provocatoriamente: “Como mulher, não tenho país. Como mulher, não quero ter país. Como mulher, o meu país é o mundo inteiro”.
Durante a ditadura portuguesa, as Novas Cartas Portuguesas publicadas em 1972 por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, denunciavam o patriarcado como parte da estrutura fascista que sustentava a guerra colonial em África. "Angola é nossa" era o correlato de "as mulheres são nossas (de nós, homens)" e no sexo delas se defendia a honra deles. O livro foi imediatamente apreendido porque justamente percebido como um libelo contra a guerra colonial e as autoras só não foram julgadas porque entretanto ocorreu a Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.
A violência que a opressão sexual implica ocorre sob duas formas, hardcore e softcore. A versão hardcore é o catálogo da vergonha e do horror do mundo. Em Portugal, morreram 43 mulheres em 2010, vítimas e violência doméstica. Na Cidade Juarez (México) foram assassinadas nos últimos anos 427 mulheres, todas jovens e pobres, trabalhadoras nas fábricas do capitalismo selvagem, as maquiladoras, um crime organizado hoje conhecido por femicídio. Em vários países de África, continua a praticar-se a mutilação genital. Na Arábia Saudita, até há pouco, as mulheres nem sequer tinham certificado de nascimento. No Irão, a vida de uma mulher vale metade da do homem num acidente de viação; em
tribunal, o testemunho de um homem vale tanto quanto o de duas mulheres; a mulher pode ser apedrejada até à morte em caso de adultério, prática, aliás, proibida na maioria dos países de cultura islâmica.
A violência que a opressão sexual implica ocorre sob duas formas, hardcore e softcore. A versão hardcore é o catálogo da vergonha e do horror do mundo. Em Portugal, morreram 43 mulheres em 2010, vítimas e violência doméstica. Na Cidade Juarez (México) foram assassinadas nos últimos anos 427 mulheres, todas jovens e pobres, trabalhadoras nas fábricas do capitalismo selvagem, as maquiladoras, um crime organizado hoje conhecido por femicídio. Em vários países de África, continua a praticar-se a mutilação genital. Na Arábia Saudita, até há pouco, as mulheres nem sequer tinham certificado de nascimento. No Irão, a vida de uma mulher vale metade da do homem num acidente de viação; em
tribunal, o testemunho de um homem vale tanto quanto o de duas mulheres; a mulher pode ser apedrejada até à morte em caso de adultério, prática, aliás, proibida na maioria dos países de cultura islâmica.
A versão softcore é insidiosa e silenciosa e ocorre no seio das famílias, instituições e comunidades, não porque as mulheres sejam inferiores mas,pelo contrário, porque são consideradas superiores no seu espírito de abnegação e na sua disponibilidade para ajudar em tempos difíceis.
Porque é uma disposição natural. não há sequer que lhes perguntar se aceitam os encargos ou sob que condições. Em Portugal, por exemplo, os cortes nas despesas sociais do Estado actualmente em curso vitimizam em particular as mulheres. As mulheres são as principais provedoras do cuidado a dependentes (crianças, velhos, doentes, pessoas com deficiência). Se, com o encerramento dos hospitais psiquiátricos, os doentes mentais são devolvidos às famílias, o cuidado fica a cargo das mulheres. A impossibilidade de conciliar o trabalho remunerado com o trabalho doméstico faz com que Portugal tenha um dos valores mais baixos de fecundidade do mundo. Cuidar dos vivos torna-se incompatível com desejar mais vivos.
Porque é uma disposição natural. não há sequer que lhes perguntar se aceitam os encargos ou sob que condições. Em Portugal, por exemplo, os cortes nas despesas sociais do Estado actualmente em curso vitimizam em particular as mulheres. As mulheres são as principais provedoras do cuidado a dependentes (crianças, velhos, doentes, pessoas com deficiência). Se, com o encerramento dos hospitais psiquiátricos, os doentes mentais são devolvidos às famílias, o cuidado fica a cargo das mulheres. A impossibilidade de conciliar o trabalho remunerado com o trabalho doméstico faz com que Portugal tenha um dos valores mais baixos de fecundidade do mundo. Cuidar dos vivos torna-se incompatível com desejar mais vivos.
Mas a cultura patriarcal tem, em certos contextos, uma outra dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas.
Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres. É assim que se ignora o papel fundamental das mulheres na revolução do Egipto ou na luta contra a pilhagem da terra na Índia; a acção política das mulheres que lideram os municípios em tantas pequenas cidades africanas e a sua luta contra o machismo dos lideres partidários que bloqueiam o acesso das mulheres ao poder político nacional; a luta incessante e cheia de riscos pela punição dos criminosos levada a cabo pelas mães das jovens assassinadas em Cidade Juarez; as conquistas das mulheres indígenas e islâmicas na luta pela igualdade e pelo respeito da diferença, transformando por dentro as culturas a que pertencem; as práticas inovadoras de defesa da agricultura familiar e das sementes tradicionais das mulheres do Quénia e de tantos outros países de África; a resposta das mulheres palestinianas quando perguntadas por auto-convencidas feministas europeias sobre o uso de contraceptivos: “na Palestina, ter filhos é lutar contra a limpeza étnica que Israel impõe ao nosso povo”.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
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quinta-feira, 10 de março de 2011
video aulas ensinando a utilizar o Cirandas.NET
Pessoal,
Segue abaixo o link para as video aulas ensinando a utilizar o Cirandas.NET
Divulguem em suas redes e tb junto aos empreendimentos solidários da sua região. Todos os videos são livres e foram publicados no iTEIA pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária (www.iteia.org.br/fbes) e estão disponíveis dentro da seção de Ajuda da Rede Cirandas.
http://cirandas.net/ajuda/video-aulas-sobre-cirandas
Aproveite que o ano está começando e reavalie seu consumo. Software Livre e Coca Cola não combinam, ajude seu produtor local de sucos a não ficar fora do mercado.
[]'s e seguimos na luta
Jatobá
www.iteia.org.br/jatoba
Segue abaixo o link para as video aulas ensinando a utilizar o Cirandas.NET
Divulguem em suas redes e tb junto aos empreendimentos solidários da sua região. Todos os videos são livres e foram publicados no iTEIA pelo Fórum Brasileiro de Economia Solidária (www.iteia.org.br/fbes) e estão disponíveis dentro da seção de Ajuda da Rede Cirandas.
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domingo, 6 de março de 2011
Biblioteca do Fórum Social Mundial: EDITAL: ABERTO CONCURSO DE LOGO MARCA DA CNPDC
Biblioteca do Fórum Social Mundial: EDITAL: ABERTO CONCURSO DE LOGO MARCA DA CNPDC: "Regulamento do Concurso de Criação de Logomarca da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura Disposições Gerais A Comissão Nacional dos Po..."
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MARÇO MẼS DA MULHER
PARA NÃO ESQUECER JAMAIS
Por :Vanderley - Revista
ÁUREA ELIZA PEREIRA (1950–1974)
Filiação: Odila Mendes Pereira e José Pereira
Data e local de nascimento: 06/04/1950, Monte Belo (MG)
Organização política ou atividade: PCdoB
Data do desaparecimento: 13/06/1974
Áurea passou a infância com sua família na Fazenda da Lagoa, município de Monte Belo, no sul de Minas Gerais, onde seu pai era administrador.
Entre os 6 e os 14 anos, estudou no Colégio Nossa Senhora das Graças, em Areado, concluindo ali o curso ginasial. Mudou-se em 1964 para o Rio de Janeiro e foi cursar o segundo
grau no Colégio Brasileiro, em São Cristóvão. Aos 17 anos, prestou vestibular para o Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde pretendia se especializar em
Física Nuclear.
Na Universidade, participou do Movimento Estudantil no período de 1967 a 1970, tendo sido membro do Diretório Acadêmico de sua escola, juntamente com Antônio de Pádua Costa
e Arildo Valadão, ambos também desaparecidos no Araguaia. Áurea casou-se com Arildo Valadão no dia 06/02/1970, no Rio de Janeiro e, no dia seguinte, realizou a cerimônia religiosa
na Basílica de Aparecida do Norte, em São Paulo. No segundo semestre de 1970, mudou-se junto com Arildo e Antônio de Pádua para o Araguaia, sendo os três militantes do PCdoB,
indo viver na região de Caianos. Ali trabalhou como professora e ingressou no Destacamento C, comandado por Paulo Mendes Rodrigues.
No início de 1974, já viúva de Arildo, foi vista no 23° Batalhão de Infantaria da Selva, pelo preso Amaro Lins, ex-militante do PCdoB, que prestou depoimento sobre isso no 4° Cartório
de Notas de Belém (PA). Amaro relata também que ouviu um policial dizer a Áurea que arrumasse suas coisas, pois iria “viajar”. Viajar era o termo utilizado por policiais para designar
execução.
No relatório do Ministério da Marinha consta como, “morta em 13/06/74”. O Relatório do Exército não fala na morte, mas informa que “Durante a guerrilha do Araguaia, chefiou um
grupo de terroristas armados de revólveres cal.38 e espingardas cal.20 que participou, em 4 AGO 73, de uma festa na Fazenda Sapiência”. Segundo depoimento de uma moradora
de Xambioá, que não quis se identificar, Áurea teria sido vista sem vida na delegacia da cidade e seu corpo estaria enterrado no cemitério local.
Em Operação Araguaia, os jornalistas Taís Morais e Eumano Silva descrevem: “Querida por todos, trabalhou como professora no povoado de Boa Vista e esbanjava simpatia. Dois
mateiros a prenderam no início de 1974 e a entregaram à repressão. Amarrada, muito magra, faminta e doente, vestia apenas um pedaço de sutiã. As roupas rasgaram em meses
seguidos de fuga pela mata úmida e cheia de espinhos. Foi encontrada junto com Batista, morador da região recrutado pela guerrilha, também debilitado pelas dificuldades de
sobrevivência na mata. Áurea foi vista viva, depois de presa, na base de Xambioá”.
Elio Gaspari, descrevendo o mecanismo de recompensas em dinheiro para quem matasse guerrilheiros, apresenta em A Ditadura Escancarada mais uma importante informação:
“Adalberto Virgulino, que capturou a guerrilheira Áurea (Áurea Eliza Valadão), recebeu oitocentos cruzeiros e um maço de cigarros”.
Hugo Studart aponta outra data para a morte de Áurea, com base no Dossiê Araguaia, mas acrescenta novos dados: “Dossiê registra sua morte a 1 JAN 74. Um militar que a
interrogou relata que teria ocorrido debate entre os militares sobre a necessidade de executá-la. Ao final, decidiu-se cumprir a ordem de Brasília de não deixar nenhum
guerrilheiro sair da região, mesmo que já não oferecesse perigo para o regime, como alguns militares avaliavam o caso de Áurea”.
Em 18 e 19 de março de 2004, o jornalista Adriano Gaieski, da Agência Brasil, produziu matéria sobre novos depoimentos tomados de moradores da região pelo Ministério Público
Federal, com as seguintes informações: “A terceira testemunha, cujo nome o Ministério Público Federal manteve em sigilo, foi identificada apenas como Ferreira. (...) ele
confirmou os maus tratos sofridos pelos soldados, a violência e as execuções sumárias sofridas pelos guerrilheiros. O ex-militar contou ao procurador Adrian Pereira Ziemba ter
visto a chegada, na base militar, de Áurea Eliza Pereira Valadão, 24 anos.(...) Conforme Ferreira, Áurea foi torturada durante todo um dia e uma noite. No dia seguinte, os
militares a colocaram num helicóptero e ela nunca mais foi vista”.
O relatório já mencionado, produzido em 28/01/2002 por quatro procuradores do Ministério Público Federal que visitaram a região, reforça a mesma informação: “Áurea: Áurea Elisa
Pereira Valadão, presa, junto com Batista, na casa de uma moradora da região, onde iam comer diariamente. Teria sido levada para a base de Xambioá, onde foi vista”.
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+ Informações.
ÁUREA ELIZA PEREIRA VALADÃO
Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Filha de José Pereira e Odila Mendes Pereira, nasceu em Areado, Sul de Minas, no
dia 6 de abril de 1950.
Desaparecida na Guerrilha do Araguaia aos 24 anos.
Sua família morava na Fazenda da Lagoa, município de Monte Belo, onde seu pai era
administrador e, por isso, Áurea Eliza teve que ir, muito cedo, para o internato.
Afetiva e risonha manteve, sempre, um bom relacionamento com a família, durante sua
infância e adolescência.
Aluna bastante aplicada, estudou, dos 6 aos 14 anos, no Colégio Nossa Senhora das Graças,
em Areado, onde concluiu o curso ginasial.
Segundo depoimento de uma colega daquele tempo, Áurea Eliza exercia grande
liderança no colégio, mantendo ótimas relações com as colegas, participando das
atividades escolares, tendo sido brilhante aluna em matemática.
Mudou-se, em 1964, para o Rio de Janeiro para cursar o 2° grau no Colégio Brasileiro, em
São Cristóvão, morando com sua irmã Iara, com quem tinha laços muito estreitos e
afetuosos.
Prestou vestibular, aos 17 anos, para o Instituto de Física da UFRJ, em 1967, onde
pretendia estudar Física Nuclear. Por não ter ainda 18 anos, precisou de uma autorização
especial de seu pai, para que pudesse fazer aquele curso.
Participou intensamente do movimento estudantil no período de 1967 a 1970, tendo
sido membro do Diretório Acadëmico de sua escola, juntamente com Antônio de Pádua
Costa e Arildo Valadão, ambos desaparecidos.
Áurea Eliza casou- se com Arildo Valadão no dia 6 de fevereiro de 1970, num cartório do
Rio de Janeiro e, no dia seguinte, na Basílica de Aparecida do Norte, em São Paulo.
Mudou-se junto com Arildo e Antônio de Pádua para o Araguaia, no segundo
semestre de 1970, indo viver na região de Caianos, onde passou a trabalhar como
professora e ingressou no destacamento C das Forças GuerriIheiras, cujo comandante era
Paulo Mendes Rodrigues.
No Araguaia era conhecida também por Eliza.
O "Cordel da Guerrilha do Araguaia", de autoria de D. Nonato da Rocha assim se referiu a
ela:
"Áurea era professora
E decidiu improvisar
Duma tapera, uma escola
Prá criançada estudar
Ela nada cobrava
Ensinava e brincava
Com as crianças do lugar."
No período em que viveu no Rio de Janeiro, Áurea Eliza correspondia-se,
regularmente, com seus pais.
Numa época onde o medo e as perseguições eram constantes, seus familiares
deixaram de receber notícias.
Consta que Áurea Eliza teria sido presa em Marabá, em 1973, estando desaparecida
desde 1974.
Seus pais faleceram sem que nenhuma notícia lhes fosse dada sobre seu paradeiro.
No início do ano de 1974 foi vista viva e em bom estado de saúde, no 23° Batalhão
de Infantaria da Selva, pelo preso Amaro Lins que prestou estas declarações no 4° Cartório
de Notas de Belém/PA. Amaro relata também que ouviu um policial dizer-lhe que
arrumasse suas coisas pois iria viajar. (Viajar – termo utilizado para designar execução)
Segundo depoimento de uma moradora de Xambioá, que não quis se identificar,
Áurea foi vista morta na delegacia da cidade e seu corpo estaria enterrado no cemitério
local.
Em 1991, familiares de mortos e desaparecidos na Guerrilha do Araguaia estiveram
neste cemitério junto com a CJP e a equipe de legistas da UNICAMP. Nesta ocasião foram
exumadas duas ossadas, uma de um negro, provavelmente Francisco Manoel Chaves
(desaparecido) e outra de uma mulher, jovem, cujo corpo estava enrolado num pano de
pára-quedas, com a identificação arrancada, que poderia ser de Áurea ou de Maria Lúcia
Petit, também guerrilheira, desaparecida no Araguaia. Essas ossadas permanecem na
UNICAMP para identificação.
O Relatório do Ministério da Marinha dá como data da morte de Áurea 13 de junho
de 1974, sem mais informações.
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+ detalhes
ÁUREA ELIZA PEREIRA (1950-1974)
Áurea passou a infância com sua família na fazenda da Lagoa, no município de Monte Belo, no sul de Minas Gerais, da qual seu pai era administrador. Entre os 6 e os 14 anos, estudou no Colégio Nossa Senhora das Graças, em Areado, concluindo ali o curso ginasial. Mudouse em 1964 para o Rio de Janeiro, onde cursou o segundo grau no Colégio Brasileiro, em São Cristóvão. Aos 17 anos, prestou vestibular para o Instituto de Física da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde pretendia se especializar em física nuclear. Entre 1967 e 1970, participou ativamente do movimento estudantil nessa faculdade, chegando a ser membro do Diretório Acadêmico, juntamente com Antônio de Pádua Costa e Arildo Valadão, ambos também militantes do PCdoB e desaparecidos no Araguaia. Áurea casou-se com Valadão em 6 de fevereiro de 1970, no Rio de Janeiro. No dia seguinte, realizou a cerimônia religiosa na basílica de Aparecida do Norte, em São Paulo. No segundo semestre do mesmo ano, mudou-se com Arildo e Antônio de Pádua para o Araguaia. Com o marido, foi viver na região de Caianos. Ali trabalhou como professora, integrando o Destacamento C, comandado por Paulo Mendes Rodrigues. No início de 1974, após a morte de Arildo, foi vista no 23o Batalhão de Infantaria da Selva pelo preso Amaro Lins, ex-militante do PCdoB, que prestou depoimento sobre isso no 4o Cartório de Notas de Belém (PA). Amaro relata também que ouviu um policial dizer a Áurea que arrumasse suas coisas, pois iria “viajar”. Viajar era o termo utilizado por policiais para designar execução.Em Operação Araguaia, os jornalistas Taís Morais e Eumano Silva descrevem: “Querida por todos, trabalhou como professora no povoado de Boa Vista e esbanjava simpatia. Dois mateiros a prenderam no início de 1974 e a entregaram à repressão. Amarrada, muito magra, faminta e doente, vestia apenas um pedaço de sutiã. As roupas rasgaram em meses seguidos de fuga pela mata úmida e cheia de espinhos. Foi encontrada junto com Batista, morador da região recrutado pela guerrilha, também debilitado pelas difi culdades de sobrevivência na mata. Áurea foi vista viva, depois de presa, na base de Xambioá”. Elio Gaspari, descrevendo o mecanismo de recompensas em dinheiro para quem matasse guerrilheiros, apresenta em A ditadura escancarada mais uma importante informação: “Adalberto Virgulino, que capturou a guerrilheira Áurea (Áurea Eliza Valadão), recebeu oitocentos cruzeiros e um maço de cigarros”. O ex-militar contou ao procurador Adrian Pereira Ziemba ter visto a chegada, na base militar, de Áurea Eliza Pereira Valadão, 24 anos. [...] Conforme Ferreira, Áurea foi torturada durante todo um dia e uma noite. No dia seguinte, os militares a colocaram num helicóptero e ela nunca mais foi vista”.
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+ detalhes
Áurea e Lia passaram pela base antes da execução
ESTUDANTES Áurea (à esq.) e Lia: revolta e choro |
Em maio, o helicóptero trouxe para a base uma moça baixa, bonita, de cabelos castanho-claros, coberta com um vestido puído. Áurea Eliza Pereira Valadão, de 24 anos, tinha sido presa carregando um revólver imprestável. Estudante de Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro, estava no Araguaia desde 1970 com o marido, o guerrilheiro Arildo Valadão, também morto. ''Ela era rebelde'', lembra o ex-soldado Elias de Oliveira. Áurea falava pouco, mas sempre que podia xingava os militares. Cuspiu no rosto de um oficial quando comia no refeitório. ''Eu fui dar água pra ela e falei: 'Estou aqui pra te ajudar'. Mas ela só xingava. Até me chutou'', lembra outro soldado, Antônio Fonseca. Ficou só três dias na base. Foi levada de helicóptero e nunca mais voltou.
(trecho sobre a Guerrilha do Araguaia, publicado na revista Época de 15/9/2009)atualizada.
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+ detalhes
Assassinadas no meio do mato
Áurea e Lia passaram pela base antes da execução
LEANDRO LOYOLA
Em maio, o helicóptero trouxe para a base uma moça baixa, bonita, de cabelos castanho-claros, coberta com um vestido puído. Áurea Eliza Pereira Valadão, de 24 anos, tinha sido presa carregando um revólver imprestável. Estudante de Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro, estava no Araguaia desde 1970 com o marido, o guerrilheiro Arildo Valadão, também morto.
''Ela era rebelde'', lembra o ex-soldado Elias de Oliveira. Áurea falava pouco, mas sempre que podia xingava os militares. Cuspiu no rosto de um oficial quando comia no refeitório. ''Eu fui dar água pra ela e falei: 'Estou aqui pra te ajudar'. Mas ela só xingava. Até me chutou'', lembra outro soldado, Antônio Fonseca. Ficou só três dias na base. Foi levada de helicóptero e nunca mais voltou.
Quatro meses depois, no final da tarde de 7 de setembro, chegou Lia. Estudante de Geografia, ela estava na luta havia três anos com o marido, Elmo Corrêa, estudante de Medicina. Já viúva, Lia foi presa junto com a guerrilheira Dinalva Oliveira Teixeira, a Dina, em São Geraldo, às margens do Rio Araguaia.
Lia desceu do helicóptero encapuzada. Foi amarrada em um pau atrás da casa de comando da base. À meia-noite, depois do interrogatório dos oficiais, o soldado Raimundo Pereira foi chamado para montar guarda. ''Ela chorava muito'', conta ele. Até as 4 horas da manhã, Lia só conseguiu cochilar um pouco. Pediu água, contou que era estudante e disse ser solteira. Depois suplicou para Raimundo amarrá-la sentada. Dormiu com a cabeça para trás. Na manhã do dia 8 foi encapuzada de novo e escoltada por dois soldados até a pista de pouso, onde entrou em um helicóptero. Meia hora depois o helicóptero voltou. Sem ela.
''Ela era rebelde'', lembra o ex-soldado Elias de Oliveira. Áurea falava pouco, mas sempre que podia xingava os militares. Cuspiu no rosto de um oficial quando comia no refeitório. ''Eu fui dar água pra ela e falei: 'Estou aqui pra te ajudar'. Mas ela só xingava. Até me chutou'', lembra outro soldado, Antônio Fonseca. Ficou só três dias na base. Foi levada de helicóptero e nunca mais voltou.
Quatro meses depois, no final da tarde de 7 de setembro, chegou Lia. Estudante de Geografia, ela estava na luta havia três anos com o marido, Elmo Corrêa, estudante de Medicina. Já viúva, Lia foi presa junto com a guerrilheira Dinalva Oliveira Teixeira, a Dina, em São Geraldo, às margens do Rio Araguaia.
Lia desceu do helicóptero encapuzada. Foi amarrada em um pau atrás da casa de comando da base. À meia-noite, depois do interrogatório dos oficiais, o soldado Raimundo Pereira foi chamado para montar guarda. ''Ela chorava muito'', conta ele. Até as 4 horas da manhã, Lia só conseguiu cochilar um pouco. Pediu água, contou que era estudante e disse ser solteira. Depois suplicou para Raimundo amarrá-la sentada. Dormiu com a cabeça para trás. Na manhã do dia 8 foi encapuzada de novo e escoltada por dois soldados até a pista de pouso, onde entrou em um helicóptero. Meia hora depois o helicóptero voltou. Sem ela.
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sexta-feira, 4 de março de 2011
O Carnaval dos Tambores destaca a cultura popular em Goiânia
O Carnaval dos Tambores destaca a cultura popular em Goiânia
No dia 5 de março (sábado), o Setor Pedro Ludovico será palco do evento Atabaque, cavaco, tamborim: o carnaval dos tambores, como parte das comemorações do carnaval de rua de Goiânia.
A realização é da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba e do Pontão de Cultura República do Cerrado/UFG, e tem como objetivo fomentar espaços alternativos na cidade, apresentando mais uma opção aos foliões goianienses, que por um motivo ou outro, decidem passar o carnaval na capital.
Apesar do poder público se isentar de seu papel no que refere às políticas públicas de cultura e de caráter continuado como o carnaval, o evento mantêm como ponto forte a participação de vários grupos que têm mantido em Goiânia a riqueza da musicalidade e da cultura popular e afro-brasileira como afoxé, samba-de-roda, pagode, escolas de samba e blocos.
O Carnaval dos Tambores tem como parceiros: Assessoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Goiânia – ASPPIR, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer – SEMEL, Belcar Caminhões, ABC - Ação Brasil Central, Coletivo Gente Brasil, Círculo Azul Produções, Grupo de Capoeira Angola Barravento, Afoxé Asè Omo Odé, Escola de Samba Flora do Vale, Banda Visual Ylê, Grupo Agitos do Samba, Associação Pérola Negra, Bloco Em cima da Hora, DJ Claudinho, Bloco Gato Pingado e Congada Irmandade 13 de Maio.
Serviço
“Atabaque, cavaco, tamborim: o Carnaval dos Tambores”
Data: 05 de março
Horário: a partir das 17 horas
Horário: a partir das 17 horas
Local: Setor Pedro Ludovico (Alameda João Elias da Silva Caldas – próximo ao Colégio Dom Abel)
Mais Informações: Ceiça Ferreira (62) 8191-2122 / Clécia Santana (62) 9310-6395 / Janaína Soldera (62) 9975-7363
Produção Executiva: Canela di Ema Produções
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Biblioteca do Fórum Social Mundial: Lei Rouanet, direito autoral, o debate cultural qu...
Biblioteca do Fórum Social Mundial: Lei Rouanet, direito autoral, o debate cultural qu...: "Publicado em 04-Mar-2011Por Zé Dirceu Ana de HollandaTenho procurado não me manifestar publicamente sobre os dois temas..."
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Manos e Minas - Ilê Ayê
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Carnaval em Ponto!
Em SP
O Ponto de Cultura do Ilú, tem o seu bloco já consagrado na cidade de São Paulo.
Local: Viaduto Major Quedinho S/N – Bela Vista – SP
Horário: sexta, 4 de março de 2011 20:00
Brasília
Carnaval chegou!!! Tire sua fantasia do armário e venha dançar com Boi Celestino.
Dizem que o bicho cai do céu somente nessa época pra dançar com o povo da
Capital, na quarta de cinzas ele se encanta e volta pras alturas.
Então aproveitemos o Boi e sua batucada!
Domingo - 06/03
15h - Concentração no Balaio Café, 201 norte
19h - Encontro do Boi Celestino com Ventoinha de Canudos
no Bloco da Tesourinha (210 norte)
Dizem que o bicho cai do céu somente nessa época pra dançar com o povo da
Capital, na quarta de cinzas ele se encanta e volta pras alturas.
Então aproveitemos o Boi e sua batucada!
Domingo - 06/03
15h - Concentração no Balaio Café, 201 norte
19h - Encontro do Boi Celestino com Ventoinha de Canudos
no Bloco da Tesourinha (210 norte)
Terça-feira - 08/03
15h - Mercado Sul em Taguatinga
15h - Mercado Sul em Taguatinga
Rio de Janeiro
Neste carnaval de 2011 estou tranformando a garagem da minha casa em empreendimento carnavalesco durante os dias de folia. O local, originalmente concebido para abrigar veículos poluentes que eu não possuo, será travestido para abrigar um modesto porém agradável botequim estrategicamente posicionado para quem sobe e desce em direção aos blocos de Santa Teresa.
Nossos serviços: estaremos vendendo cerveja estupidamente gelada, caipirinhas, enegéticos, sacolés de cachaça e outros quitutes etílicos. Estaremos também veiculando gratuitamente músicas carnavalescas de alta qualidade para os passantes, driblando o ECAD e o choque de ordem, e nos posicionando frontalmente contra (como diz o Emir Sader, notório consumidor de Frontal) aos retrocessos na reforma da lei de direito autoral. Creative Commons neles!
Ah, sim vale lembrar que esta iniciativa, apesar de privada, está revestida de altos significados políticos e ideológicos. Trata-se de empreendimento democrático, popular e socialista, que abre suas portas para a galera de luta da cultura que está na trincheira de embates com o MinCopyright!
Conto com vossas verves inflamadas e folionas para a divulgação deste serviço de utilidade pública junto às suas redes sociais.
Onde? Rua Joaquim Murtinho 251, Santa Teresa, em frente ao escadão e ao lado da travessa das escadinhas, na subida natural de quem sobe da Rua do Riachuelo, no coração da Lapa, em direção à Santa Teresa.
Quando? todos os dias de blocos em Santa Teresa (quase todos os dias de carnaval), começando já agora na concentração do CARMELITAS, antes durante e depois da passagem das turbas festivas.
ah, sim! E na terça-feira gorda realizaremos um grande baile carnavalesco de encerramento das atividades! Maiores detalhes diretamente aos interessados. Respondam este email diretamente a mim que lhes explico como a coisa funcionará.
Já estamos aqui no plantão. Esperamos vcs!
abraços momescos,
Alexandre Santini
Alexandre Santini
Rio Grande do Sul
BLOCO DO MESTRE, para angariar fundos para o tratamento de saúde do Mestre Batista.
Dia 12 de março, sábado, às 20 horas, faremos o desfile na Avenida do Samba.
Neste dia estarão desfilando as vencedoras do Carnaval de Pelotas e nós vamos colocar o Bloco na rua. Bacana né !!!
...
OBS: Amanhã às 20 hs no Fica Aí, tem Ensaio !!!
Baita abraço Kako Xavier
PIAUÍ
O Bloco Afro-Cultural Coisa de Nêgo convida a todos os malungos (as) para participar do Arrastão Afro do bloco, concentração às 16:30h na Av. Marechal Castelo Branco, dia 06/03/2011.
Realização:Bloco Afro Cultural Coisa de Nêgo / Ponto de Cultura Curta a Cultura
Não percam!!!
TEMA:
Coisa de Nêgo do “Aiyê ao Orum” Saudando a sabedoria Ancestral.
Sub – tema: Educar para a Igualdade Racial
PERNAMBUCO
CONVITE ESPECIAL:
O Carnaval 2011 em Fortaleza contará com uma vasta programação,
com atrações em vários espaços, consolidando a vocação da cidade para a festa popular, que congrega tradição e reinvenção e alegria.
Contando com a participação do cantor e compositor Parahyba & Cia Bate Palmas entre outros grupos locais e do cantor Martinho da Vila, dia 07/03 no Aterrinho da Praia de Iracema.
Quando os tambores pulsam é impossivel alguém ficar parado.
Vem, vem dançar, cantar, sorrir...
Vem que esse show promete!!!!
Te encontro lá!!!!
PERNAMBUCO
CONVITE ESPECIAL:
O Carnaval 2011 em Fortaleza contará com uma vasta programação,
com atrações em vários espaços, consolidando a vocação da cidade para a festa popular, que congrega tradição e reinvenção e alegria.
Contando com a participação do cantor e compositor Parahyba & Cia Bate Palmas entre outros grupos locais e do cantor Martinho da Vila, dia 07/03 no Aterrinho da Praia de Iracema.
Quando os tambores pulsam é impossivel alguém ficar parado.
Vem, vem dançar, cantar, sorrir...
Vem que esse show promete!!!!
Te encontro lá!!!!
Um ponto de vista em relação ao carnaval em PE
O CARANGUEJO DE CHICO SCIENCE ANDAVA PRA FRENTE
CarosEm Pernambuco estamos andando pra trás, com o Programa Cultura Viva, tivemos um sopro de esperança, estamos novamente dependentes do jogo de interesses da política que torna as pessoas coisas, vemos nossos artistas se desvalorizando, nossos companheiros com medo de retaliação, sem entender que se andar pra trás agora toda nossa riquza cultural será objeto de memória e de estudos de pesquisadores, e vão dizer que pena como tinhamos riqueza e jogamos fora, no momento de enorme crescimento econômico do nosso estado, transformamos o mote Pernambuco Nação Cultural em uma farsa, nos entregamos a gana dos predadores.
Temos o Melhor e mais democrático carnaval do Planeta, a verdadeira Música Pernambucana é há muito referência mundial de diversidade e qualidade, pesquisadores do mundo inteiro consideram Pernambuco como locomotiva de inovação e criatividade, nossos artistas vivem pelo mundo afora como convidados mostrando a qualidade da nossa produção musical, em todos os lugares que viajamos vários entusiastas nos procuram para elogiar o vigor da nossa Cultura, e vinham elogiando o perfil do governo do Estado, e aí no início do novo mandato, passam a borracha no edital da Fundarpe, nomeam um presidente da Empetur que não sabe pra onde vai a Cultura, sem noção, que não identifica o que é Cultura Popular e Cultura de Massa, ou identifica e tem outros interesses e damos um enorme passo para trás, Carnaval de Pernambuco com brega, Axé e Pagode tenha paciência, isto a Brahma paga, dinheiro público pra pagar bagaceira, já tinhamos superado isto, e os empresários predadores já invadiram as Virgens de Olinda com suas porno-bandas e pagam uma nota, temos que denunciar todos os dias no mundo inteiro.
CADÊ OS PONTOS DE CULTURA NO CARNAVAL DE PERNAMBUCO?
NÓS DO GT GÊNERO DA CNPC, DESEJAMOS A TODXS QUE SE DIVIRTAM DA MELHOR MANEIRA POSSIVEL NESTE CARNAVAL, SE BEBEREM NÃO DIRIJAM E USEM CAMISINHA!
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