Apresentação

O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

quinta-feira, 3 de março de 2011

APOIO FINANCEIRO PARA PROJETOS DE JOVENS

 

(Brasília, 18/02/2011) – Organizações lideradas por jovens de países em desenvolvimento podem candidatar-se, até o dia 15 de abril, a apoio financeiro oferecido pelo ONU-HABITAT.

O Fundo ONU-HABITAT para jovens urbanos repartirá U$ 1 milhão (em parcela única de U$ 25.000 por entidade) a organizações lideradas por jovens de 15 a 32 anos, para a implementação de novas idéias em temas como a geração de emprego, governança urbana e moradia. Não há restrições quanto ao tamanho das cidades.

O Fundo promove a redução da pobreza, um dos Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, que também integra a Agenda Habitat por cidades melhores, mais sustentáveis e justas nos países em desenvolvimento. Um bilhão de pessoas vivem em assentamentos precários em todo o mundo –mas de 70% delas têm menos de 30 anos.

 Integrante do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, a ONU-HABITAT (Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) tem o objetivo de promover assentamentos humanos social e ambientalmente sustentáveis proporcionando moradia adequada para todos e todas.

Para mais informações, acesse:www.unhabitat.org/youthfund
 
Fonte: sersocial - Daniele Augusta danielesocial@yahoo.com.br

O Fundo da Juventude UN-HABITAT
  
Este fundo promove a redução da pobreza objectivos de Desenvolvimento do Milênio e Agenda Habitat para melhor, as cidades mais sustentáveis e equitativas e cidades em todo o mundo em desenvolvimento. Ela oferece subsídios de até US $ 25.000 para novas idéias e soluções para a criação de emprego, a boa governação, abrigos adequados e regularização fundiária.

Através de uma investigação sobre as melhores práticas no desenvolvimento da juventude, levou o fundo irá também criar uma maior consciência da urgência de assegurar que as preocupações dos jovens são integrados em políticas de desenvolvimento nacional e local e estratégias.

As organizações candidatas devem ser conduzidos por jovens com idades entre 15-32 anos e basear-se nas cidades ou cidades de países em desenvolvimento a beneficiar de uma subvenção. O apoio será prestado principalmente para aqueles que trabalham para melhorar as condições das favelas e aumentar as oportunidades para os jovens que crescem na pobreza. Projetos de incentivo a igualdade de género ou de parcerias envolvendo com o governo ou do setor privado são particularmente encorajados.
http://www.unhabitat.org/categories.asp?catid=298

"Quando as mulheres transformam a sua história, o Brasil inteiro se transforma com elas"

Com o slogan: "Quando as mulheres transformam a sua história, o Brasil inteiro se transforma com elas", seu foco principal é a autonomia das mulheres

Para celebrar o "Dia Internacional da Mulher" - 8 de março -, o governo federal, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), começou a divulgar, desde domingo (27/2), campanha institucional em alusão à data. Com o slogan: "Quando as mulheres transformam a sua história, o Brasil inteiro se transforma com elas",seu foco principal é a autonomia das mulheres, com destaque para o protagonismo de suas conquistas e do exercício dos seus direitos.

As peças de também reforçam o papel da mulher como agente transformador no processo de desenvolvimento econômico e social do país, já que representa a maior parte da população, 41% da força de trabalho, e chefia cerca de 35% das famílias. A campanha, que fica no ar até o fim de março, consiste em peças para TV, rádio, internet, revistas.
Veja aqui o vídeo da campanha.
Contatos - Acom/SPM
Cacia Cortez: 3411-5887
Gabriela Vale: 3411-4228
Rejane Lopes: 3411-4229

Bicicletada Continental por toda a América Latina

Direto do Massa Crítica:

Está circulando na internet uma convocação geral, para uma Bicicletada Continental por toda a América Latina, nesta sexta-feira, dia 04 de março. Sendo o olho do furacão, acredito que Porto Alegre não pode ficar fora disso.

Mas, tendo em vista a insatisfação de uns poucos motoristas com o fato de tantos protestos “atrapalhando” o fluxo nos últimos dias, dessa vez ocuparemos apenas uma faixa das ruas pelas quais circularmos e pediremos apoio da Brigada Militar e da EPTC.


Nos encontraremos no mesmo horário e local da Massa Crítica: Largo Zumbi dos Palmares, 18h15, para começar a pedalar pelas 19h.


Cada ciclista, cada calle, cada ciudad, cada país... de América del Sur!!

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Manifestação dia 1º/03/2011 - Foto: Eduardo Seidl

Convite Ato público Comdim - Dia Internacional da Mulher

Prezada (os),

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher - Comdim convida esta entidade para participar da atividade referente ao Dia Internacional da Mulher a ser realizada de 10 de março, a partir da 16h, no vão do mercado público, centro de Florianópolis.
Esta atividade é uma proposta de arte e cultura das entidades representadas neste Conselho, e tem por objetivo fundamental dar visibilidade e fortalecer a luta pela defesa e a consolidação de políticas públicas para as mulheres.

Certas de contarmos agradecimentos.
Atenciosamente,

 GERUSA MACHADO 
Presidenta do COMDIM


BICICLETADA em Santos 8 de março, terça de carnaval

Em solidariedade ao atropelamento da bicicletada de Porto Alegre e também em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, Santos está organizando uma edição especial da BICICLETADA no próximo dia 8 de março, terça-feira de carnaval.
 
Para quem não sabe, na última sexta-feira, 25 de fevereiro, centenas de ciclistas foram vítimas de atropelamento enquanto realizavam a bicicletada na cidade de Porto Alegre. (http://www.videosdebicicleta.com.br/tag/atropelamento-bicicletada/).
Quem quiser saber mais sobre o caso, pode acessar: http://massacriticapoa.wordpress.com/
 
No entanto, esse é apenas um caso extremo que ilustra o ódio de tantxs motoristas que circulam por aí com seus carros achando que a rua lhes pertence. O que todxs precisam entender é que o espaço público é de todxs e que essa segmentação é apenas mais uma das opressões a que estamos acostumados. 
 
Como acreditamos que as opressões vem basicamente do mesmo foco, achamos pertinente reunir as lutas e sairmos às ruas, ocupar os espaços e reivindicar aquilo que nos é tomado diariamente. Nada melhor que o 8 de março para isso! Um dia marcado por luta e memória, que tem sua importância na visibilidade da questão de gênero.
 
Vale lembrar que a mulher ainda é vítima de violência única e exclusivamente por conta do que carrega no meio das pernas; e que ainda recebe menor salário desempenhando a mesma função de um homem; ainda enfrenta dupla - e tripla! - jornada de trabalha por conta da não divisão de tarefas e segmentação dos gêneros; ainda morre por conta de abortos ilegais; e mais uma extensa listas de aindas que brecam a vida de mulheres e homens por conta de uma sociedade machista, patriarcal e opressora.
 
Então, nesse 8 de março, pegue sua bicicleta e vá para a praça das bandeiras às 16h. Não esqueça de levar material para produzir cartazes. Leve cartolinas, cabos de vassoura, tintas, canetas, máscaras, apitos, pandeiros, etc. Vamos fazer muito barulho e - por que não? - aproveitar o ritmo de carnaval. "Se eu não puder dançar essa não é minha revolução" 
 
 
BICICLETADA em Santos
8 de março, terça de carnaval
16h na praça das bandeiras
 
compareçam - divulguem - enviem pras suas listas - publiquem no seu jornal - avisem seus amigos
 

Para mulheres, mídia retrata mal a figura feminina

Pesquisa da Fundação Perseu Abramo e do Sesc aponta que classe feminina se sente desrespeitada com a exibição de corpos na publicidade e na TV

Bárbara Sacchitiello - 01 de Março de 2011 às 08:09


 
Os homens até podem apreciar ver rostos e corpos de belas mulheres na TV, em peças publicitárias e na mídia em geral. Mas, para as mulheres, tal exibição, além de nem um pouco atrativa, contribui para uma desvalorização da classe feminina.

A conclusão faz parte da ampla pesquisa “Mulheres brasileiras e gêneros nos espaços público e privado” – elaborada pelo Instituto Perseu Abramo em parceria com o Sesc de São Paulo. Elaborado no ano passado, o estudo faz uma análise das opiniões e percepções femininas acerca de diversas vertentes da sociedade. A ideia foi fazer um complemento à pesquisa realizada no ano de 2001, mas inserindo novos temas e contanto, também, com o contraponto das ideias masculinas – uma vez que, além de 2.365 mulheres, 1181 homens também foram entrevistados.

Um dos temas abordados neste ano foi a opinião das mulheres a respeito da imagem que a mídia (veículos e também a publicidade) faz da figura feminina. E os resultados mostram que a grande maioria está descontente com a exposição do corpo feminino. De todas as entrevistadas, 80% consideram ruim a exposição do corpo na TV e na publicidade. Há nove anos, na pesquisa anterior, esse índice era de 77%.

Dentre as pesquisadas que desaprovam o excesso de exibição feminina, 51% consideram que valorizar o corpo implica um subjulgamento geral da figura da mulher. Somente 18% das mulheres consideram adequada a exibição de sua classe na TV e nos outros meios.

“Esse índice mostra um amadurecimento da reflexão sobre a imagem da mulher. O percentual de desaprovação já era alto em 2001 e agora, cresceu mais. Isso mostra que elas estão conscientes de que a mídia, muitas vezes, impõe padrões que não são reais e que não representam a figura feminina”, argumenta Gustavo Venturi, professor do departamento de sociologia da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores da pesquisa.

Outro dado interessante da pesquisa é que a grande maioria das mulheres (74%) é a favor de algum tipo de controle (governamental ou do próprio mercado) sobre o teor do conteúdo exibido pela publicidade e pela mídia. “Esse índice nos causou bastante surpresa porque é comum a sociedade reagir de maneira negativa a qualquer possível ideia de controle ou censura”, pontua o pesquisador.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Carta aberta para Sandy

 

Roupas no varal

Feminismo e otras cositas más


 
 

Carta aberta para Sandy

01/03/2011 por Tica Moreno
Quando eu estava no ensino médio, você fez um desserviço pras meninas da minha idade, que é a mesma idade que a sua.
Foi a época da “garota sandy”: uma jovem, bonita, magra, de cabelo liso, a filha que todo pai e mãe queria ter, rica…. e virgem. E que afirmava que queria casar virgem.
A garota sandy era aquilo que nenhuma de nós éramos, mesmo que a gente tivesse uma ou outra característica dessas aí de cima. A verdade é que a gente nem queria ser daquele jeito.
Foi a primeira vez (que eu me lembre) que eu me vi sendo comparada com um modelo de mulher que eu não queria ser. E eram os outros que nos comparavam. Aí a gente foi se sentindo inadequada, umas mais, umas menos.
Qual era (qual é) o problema de não casar virgem? (Isso pra não perguntar qual é o problema de não querer casar…)
Você não acha um problema de fato, até porque há alguns anos você afirmou que não tinha casado virgem. Fico até aliviada por você, porque imagina se não fosse bom com seu marido? Ainda mais se a relação de vocês for monogâmica e conservadora… Não desejo uma vida sem orgasmo nem pro meu pior inimigo.
Mas voltando. O padrão “garota sandy” não foi uma reportagem qualquer que saiu na revista da folha. Reforçou um padrão que faz com que a anorexia e a bulimia estejam entre as principais doenças de jovens mulheres, que faz com que milhões de meninas e mulheres vivam sua sexualidade a vida inteira de forma passiva, em função do desejo e do prazer do cara, que faz as meninas e mulheres que são donas do seu desejo serem consideradas vadias, vagabundas, putas, devassas.
O machismo faz isso: separa as mulheres entre santas e putas, “valoriza” as santas e puras e desqualifica, discrimina, violenta as “putas”.
Deve ter algum motivo pra você se afirmar como santa, e não como puta, numa época da sua vida.
E daí eu vou te dizer, caso você ainda não tenha entendido o porquê dessa carta aberta, seu segundo desserviço pras mulheres. Ser a nova garota devassa.
Pra quê?? De dinheiro você não precisa.
Você não estudou psicologia? Deveria ter aprendido alguma coisa sobre sexualidade teoricamente, além da prática (que, de novo, espero que seja boa pra você).
Nem as santas, nem as putas, são donas do seu desejo, do seu corpo, da sua sexualidade. O símbolo da devassa, e o imaginário que essa cerveja construiu – e que você vai propagandear – é o de uma mulher feita nos moldes do que a maioria dos homens tem tesão por. Importa o tesão deles, e não o nosso.
As revistas femininas (e as masculinas) fazem isso também. Sabe aquelas dicas da Nova pra fazer qualquer mulher deixar qualquer homem louco na cama? Então. É o mesmo machismo, a mesma submissão.
Você de alguma forma tá querendo apagar a imagem de santa, usando a idéia de que você pode ser devassa?
Vou te dar um conselho… de mulher pra mulher: você não precisa ser santa, nem puta. Você pode ser livre.

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Sobre a cerveja citada, tem esse post aqui.