Apresentação

O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

As duas mortes do Toni

Por João Negrão, especial para o Maria Frô
26/09/2011
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Quarta-feira, 21 de setembro de 2011, 19 horas, em Jackson, capital do estado da Geórgia, Estados Unidos, Troy Davis, um negro de 42 anos, recebeu a dose letal que o levaria à morte. Condenado por assassinato, Troy Davis deitou-se na maca para receber as injeções repetindo a mesma frase de 22 anos antes, quando foi preso e condenado: “Sou inocente”.
Quinta-feira, 22 de setembro de 2011, por volta das 23 horas, em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, Brasil, Tony Bernardo da Silva, um negro de 27 anos, africano de Guiné-Bissau, estudante de Economia da Universidade Federal, recebeu um pontapé na traquéia e morreu. O golpe culmina uma sessão de socos e pontapés desferidos por dois policiais e um empresário que duraria em torno de 15 minutos.
Impossível não traçar um paralelo entre as duas mortes.
A primeira foi uma condenação legal, nos moldes da justiça norte-americana, que todos conhecemos, empenhada a condenar negros, ainda que, como é o caso de Troy, haja evidências de inocência. Inclusive depoimento de outro preso assumindo a autoria do crime atribuído a ele. Em vão: Troy não recebeu perdão, não teve a clemência do governador da Geórgia e muito menos direito a recurso na Suprema Corte, dado às evidências de sua inocência.
Difícil não imaginar que se trata de mais um caso de racismo como os que pontuam a crueldade do sistema jurídico e a sociedade racista dos Estados Unidos, especialmente nos estados sulistas como a Geórgia.
Como é difícil não suspeitar que o caso do Toni foi uma expressão pura e cabal de racismo.
Uma condenação prévia: um negro que adentra a uma pizzaria freqüentada por rapagões e moçoilas de classe média alta de Cuiabá, num bairro idem, embora predominantemente de repúblicas estudantis (o Boa Esperança fica ao lado do campus da UFMT) é um bandido. E ainda mais se este negro acidentalmente esbarra na namorada de um desses fregueses.
Afinal, aquele não é um lugar para negros. Pior ainda. Que atrevimento! Um negro que deveria estar na senzala não pode adentrar a uma casa grande dos pequenos burgueses e tocar a mulher branca do sinhozinho.
Então, eis seu crime. E está decretada a pena de morte. Não se sabe se os policiais e o empresário (sinhozinho) estavam armados. Se estivessem teriam desferido vários tiros?  Tenho dúvida. Não sei se não preferiram mesmo usar como instrumentos de execução os socos e pontapés. Afinal, esta na moda uma das marcas da intolerância: matar a porradas negros, homossexuais e todos que esses “bad boys” não toleram por serem diferentes deles, supostamente bem nascidos, bem nutridos e crentes da impunidade. E com um ingrediente macabro: eles se divertem.  E não raras vezes filmam e jogam em suas redes sociais.
Seguindo o mesmo “modelito” que a imprensa em geral aplica a esses casos, todos ciosos a dar voz e vez aos assassinos da elite, tentam desqualificar o morto. Versões diversas surgem por todos lados dando conta que ele tinha passagens pela polícia, era drogado, perdeu a vaga no convênio da UFMT e outras informações nefastas. Como sempre trabalham com meias-verdades, com deturpações dos fatos e a omissão de outros.
Essas versões são disseminadas por advogados e familiares dos assassinos, que encontram voz em veículos de comunicação que, deliberadamente ou não, as propagam sem questionar o contexto da vida do Toni e os depoimentos de amigos, colegas e ex-namorada, todos, unanimemente, testemunhando sua conduta passível e respeitadora.
É compreensível que os advogados e familiares tomem tal atitude. Mas não justifica a postura dos representantes da Universidade Federal de Mato Grosso, que qualificaram o Toni como um indivíduo de má conduta.
O setor da UFMT responsável pelo convênio entre o governo brasileiro e os governos dos países africanos de língua portuguesa, que permitem jovens daqueles países estudarem no Brasil, sempre foi omisso e racista com esses estudantes. Poderia desfilar aqui uma série de descasos, dificuldades criadas e declarações preconceituosas. Não é o caso agora.
Por enquanto fica o registro de que o Toni sempre buscou desesperadamente lutar contra o vício do crack e encontrou pouco apoio na UFMT. Seus amigos se mobilizaram, igualmente seus colegas e professores. Mas a instituição se agarrou na burocracia. Por ele não conseguir mais freqüentar as aulas, o desligaram do convênio, pura e simplesmente. E ficou por isso. Contudo não pouparam declarações cruéis, insensíveis e até irresponsáveis na imprensa.
Esta é a mesma instituição que ignora que drogas como o crack estão se proliferando dentro e na periferia do campus da UFMT do Boa Esperança. Foi ali mesmo que o Toni se viciou. Nas imediações da república em que ele morava, assim como nos corredores da UFMT, a droga e traficantes transitam livremente. Que providência a instituição tem tomado acerca disso? Prefere tapar os olhos e ajudar a condenar seus jovens alunos.
Foi-se o tempo em que o romantismo e a rebeldia de fumar um baseado faziam parte do cotidiano universitário. Agora o ambiente universitário é um dos mercados de drogas pesadas, assim como seu entorno. E a tragédia do crack, a pior delas, bate à porta de todos nós. Meus amigos e colegas, muitos deles vivendo esse drama familiar, sabem do que estou dizendo. Acompanhei esses dramas quando morava ainda em Cuiabá.
Eu mesmo o vivo bem de perto. Tenho um irmão que vive a perambular pelas ruas de Goiânia se consumindo pelo crack. Gilmar, um dos sete filhos adotivos de minha mãe, era um rapaz trabalhador desde criança. Estudou, casou, formou família. Suas três filhas e esposa não agüentaram viver aquela tragédia e o abandonaram. Desde então passou a viver nas cracolândias do bairro Vila Nova, na capital de Goiás.
Minha mãe, já com seus 74 anos e morando agora em Goiânia, acompanha seu infortúnio e, dentro de suas limitações, nos mobiliza a todos para tentar salvá-lo.
O Toni tentou sobreviver. Poucos meses antes de voltar para Brasília, o recebi na minha casa, a qual ele freqüentava com os demais estudantes guineenses. Minha mulher era amiga dele, chegaram de Guiné-Bissau juntos. Ele para curso Economia e ela, Publicidade. Éramos capazes de deixar nossa casa aberta para ele, junto com meus filhos. O Toni não era um bandido. Repito: era uma pessoa amável e respeitadora.
Naquela tarde fria de julho e Cuiabá melancólica devido à carência de seu sol escaldante, o Toni chegou desesperado. Primeiro pediu dinheiro emprestado. Depois, muito envergonhado, chorou no nosso colo. Pediu ajuda, implorou para que afastássemos aquela sua vontade incontrolável de querer consumir a droga. Então começamos a mobilizar os amigos, colegas e seus professores. Ele necessitava de tratamento para poder concluir os estudos e voltar para o seu país.
Dois meses depois voltei para Brasília. Mas acompanhamos daqui a vida do Toni. Ficamos sabendo que ele havia ido para o tratamento. Depois fomos informados que havia vendido tudo que tinha e foi obrigado a entregar toda a sua bolsa de estudos para os traficantes. Quando perdeu a bolsa, foi para a rua mendigar. Foi num desses momentos que entrou na pizzaria naquela noite do dia 22 de setembro.
O Toni é filho de uma família de classe média alta em Guiné-Bissau. Seu pai é agrônomo e possui uma pequena fazenda. Idealista, sempre quis que os filhos tivessem boa formação para ajudarem no desenvolvimento do país. Tem irmãos que estudam ou estudaram na França, Inglaterra e Portugal. Parte da família fez carreira nas forças armadas, onde um tio seu é um dos comandantes.
Certa vez o Toni foi flagrado pela polícia em Cuiabá carregando um botijão de gás que ganhou de um dos colegas, pois o seu ele havia vendido para comprar crack. A polícia o abordou, o levou preso, apesar de afirmar que o objeto era dele. Passou o dia inteiro na delegacia, jogado numa sala e só saiu de lá depois que acionou a Polícia Federal, jurisdição da qual estão os estudantes africanos.
Aqui abro um parêntese. Não foram poucas as vezes que a UFMT acionou a Polícia Federal para perseguir os estudantes africanos que, por um motivo ou outro, não estavam freqüentando aulas ou haviam formado e ainda estavam no Brasil tentando pós-graduações ou empregos.
Setores da imprensa de Cuiabá, motivados por advogados e familiares dos assassinos, utilizam este caso do botijão, entre outros sem gravidade, para propagar que o Toni tinha passagens pela polícia. Como se a tal “passagem” fosse uma sentença de morte.
Antes de continuar, peço licença para contar duas histórias:
Em 1980, um rapaz que faria 20 anos dali a poucas semanas, cursava Agrimensura na antiga Escola Técnica Federal de Goiás e fazia estágio numa cidade a 20 quilômetros de Goiânia. Numa tarde, como fazia todos os dias, entrou às 17 horas no ônibus que o levaria de volta para casa, quando dois policiais o abordaram, algemaram, jogaram no camburão e levaram para a delegacia. Lavraram um boletim e mal ouviram a versão do rapaz. Em seguida, para fazê-lo confessar que havia feito um assalto, os policiais deram-lhe tapas nos ouvidos, murros, beliscões no nariz, nas orelhas, cascudos e ameaçaram quebrar seus dedos com um alicate e queimá-lo com cigarros.
As sevícias duram até que um dos policiais sugeriu ao delegado que o rapaz fosse levado para que a vítima identificasse o assaltante. Àquela altura a cidade inteira já sabia da prisão. Ao chegar à casa da senhora assaltada, de onde foram levados um televisor, aparelho de som e uma bicicleta do filho, o carro da polícia encontrou uma multidão que queria linchar o “bandido”. Os policiais com dificuldade abriram um corredor para a mulher chegar até o carro. Quando ela olhou pelo pára-brisa foi logo dizendo: “Não, não é este. O ladrão é branco!”.
Em 2004, um homem de 44 anos foi abordado pela polícia próximo à sua casa. Estranhou o fato de os policiais o obrigarem a ficar ao lado da viatura, longe do seu carro. Então um dos policiais faz uma rápida revista e aparece com um revolver e um pacote do que seriam drogas. Imediatamente o homem protesta, denuncia a “plantação” e só não vai preso porque estava com a identificação de secretário-adjunto de Comunicação Social do governo de Mato Grosso e ameaçou denunciar os policiais, que imediatamente fugiram do local.
O homem e o rapaz de 24 anos antes é a mesma pessoa: eu. Poderia aqui contar outras várias histórias de arbitrariedades e prisões às quais fui submetido.  Por ser negro, tido como ladrão, drogado e traficante, tive passagens pela polícia. Infelizmente aquela piadinha infame que de vez em quando ouvimos por aí  é de fato uma máxima entre policiais: “Preto parado é suspeito, correndo é ladrão”.
Quantas passagens pela polícia justificam uma morte?
Mereceria eu morrer por ter cometido o crime de ter nascido negro?
Mereceria eu morrer pelo crime de provocar aos policiais a sanha assassina de quem ainda nos vê como escravos, como sub-raça, como seres desprezíveis?
Mereceria eu morrer porque há cinco séculos retiraram meus antepassados da África, jogaram num navio negreiro, atravessaram o Atlântico, os leiloaram, os submeteram a ferro e fogo, os jogaram nos canaviais, minas e fazendas, os subjugaram nas senzalas, colocaram no pelourinho, humilharam, sugaram seus sangues e suores, para depois, com a abolição, os jogarem as ruas como se fossem animais, sem direito a dignidade?
Deveria eu morrer por ser filho de Clarice Laura e José Orozimbo, neto de José e Regina e de Josefa e Pedro Alves, por sua vez netos e filhos de escravos?
Este é meu crime?
Por favor, se é este o meu crime, então que me matem! Mas me matem apenas uma vez. Não façam como estão fazendo com o Toni.
Depois de ser trucidado pelos “bad boys da intolerância”,  Toni corre o risco de ser massacrado, pisoteado, sangrando até a última gota da sua dignidade.
PS: O corpo do Toni ainda está no IML de Cuiabá aguardando resultados de exames pedidos pelo delegado que acompanha o caso e a chegada da família para liberá-lo.
Dona Cecília, mãe dele, me informou que um de suas irmãs, que é arquiteta na França, deve vir ao Brasil.
A Embaixada de Guiné-Bissau em Brasília também está acompanhando o caso e prestando apoio à família.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, já se manifestou, repudiando o crime e pedindo desculpas à família e aos guineenses.
Amigos e compatriotas do Toni estão se mobilizando em Cuiabá e aqui em Brasília, denunciando o assassinato e pedido para que seja tipificado como motivado por racismo.
Se desejarem ir ao link onde o texto foi originalmente publicado, acessem: http://mariafro.com.br/wordpress/2011/09/26/joao-negrao-as-duas-mortes-de-toni-guineense-assassinado-em-cuiba/

domingo, 25 de setembro de 2011

Primavera da Saúde - A Hora é Agora


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Primavera da Saúde - A Hora é Agora

Participe da Grande Festa da #Primavera da Saúde dia 27 de Setembro em Brasília
Promova junto com seus movimentos várias festas da #Primavera em sua cidade e região!
Para mais informações:
Pedro Tourinho - Conselheiro Nacional de Saúde - (19) 8118-0092
Ronald Ferreira - Conselheiro Nacional de Saúde - (48) 9972-2088
Felipe Cavalcanti – IMS/UERJ - (21) 87722409
Caroline Rocha – CONASEMS - (61) 7811-0487
Luciana Guimarães Nunes de Paula - Baianos na Luta - (71) 91812925
Emanuely Paulino – Psicóloga - Paraíba - (83) 96218032

Visitem o site do movimento na internet: http://www.primaveradasaude.net.br
Neste mês de setembro, iniciamos mobilizações em torno da saúde por todos o país! Este movimento está sendo chamado de "Primavera da Saúde", pela estação do ano que se aproxima, mas também por entender que as flores da primavera representam de forma viva os vários desafios que precisamos enfrentar para garantir no Sistema Único de Saúde o cuidado que desejamos para todas e todos os brasileiros, acabando com as gritantes desigualdades atuais no acesso e na qualidade dos serviços.
Nesta Primavera da Saúde, estamos propondo como pauta principal e agregadora o tema do financiamento, tendo em vista a Regulamentação da Emenda Constitucional 29 (EC-29)pelo Congresso Nacional, aliado ao amplo reconhecimento de que, sem mais recursos, dificilmente conseguiremos avançar nas diversas pautas necessárias à construção do SUS que queremos. No entanto, entendemos que apenas mais recursos não é suficiente, sendo indispensáveis as pautas de mais gestão, mais escuta, mais controle social, mais publicização, enfim, todas as pautas que defendam o SUS são bem-vindas na Primavera da Saúde.
O dia 27/09 será considerado o dia D da Primavera!
Neste dia, a partir das 10h da manhã, faremos um Ato Público em Brasília para o qual será fundamental uma participação o mais ampla possível de Conselhos de Saúde e demais entidades que defendem o SUS. Nesse ato, entregaremos flores a todos os congressistas, em especial aos senadores, e também à presidenta Dilma.
Para que este movimento aconteça com a força necessária para ter repercussão, é ABSOLUTAMENTE INDISPENSÁVEL a intensa mobilização de todos os conselhos de saúde do país, em conjunto com suas secretarias de saúde, em conjunto com os movimentos sociais, para mostrar aos senadores e à Presidenta Dilma que uma regulamentação que não traga mais recursos para a saúde pública Brasileira é INADMISSÍVEL. Precisamos neste momento concentrar todas as nossas forças e nossas vozes para lotar Brasília dia 27/09 fazendo ecoar a nossa posição incondicional pelo aumento de recursos para o SUS e conquistarmos a possibilidade da saúde pública brasileira finalmente florescer.
Este dia será também importante para as entidades e movimentos trazerem suas lutas e agendas, recheando a Primavera com as conquistas e desafios cotidianos do SUS. Mostrar à classe política e a toda a sociedade que SIM, É POSSÍVEL UM SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE DE QUALIDADE PARA TOD@S!
Encaminhamos este chamamento a todos os conselheiros(as) de saúde, militantes da saúde, secretários e prefeitos que defendem o SUS. Organizem-se, dialoguem com seus municípios vizinhos e venham lotar as ruas de Brasília dia 27/09! Vamos nos manifestar para garantir dos senadores e da presidenta Dilma o compromisso com a saúde que o povo merece e precisa!
A comissão organizadora do ato está à disposição para apoiar os conselhos e entidades dispostos a participar do ato. O Conselho Nacional de Saúde apoia a iniciativa e também está a disposição para maiores informações e dúvidas! Entre em contato pelos telefones acima, ou pelo e-mail: primaveradasaude@gmail.com
Ajude também repassando este e-mail para seus contatos.
Abaixo, estão disponíveis mais detalhes sobre o movimento da Primavera da Saúde, incluindo um Manifesto ao final.
Como surgiu o movimento da #Primavera da Saúde?
A Primavera da Saúde surge do reconhecimento por parte de diversos movimentos e entidades ligados à saúde de que estamos em um momento importante na história da saúde no Brasil, repleto de possibilidades e que clama por uma postura ativa de todos os que defendem um sistema de saúde público e de qualidade para o Brasil.  Este reconhecimento surgiu a partir do ato realizado no dia 24 de agosto em defesa da regulamentação da EC-29 e do aumento de recursos para o SUS, o qual lotou a câmara dos deputados, e produziu fortes debates no Congresso, para dentro do Governo Federal e para a sociedade através da grande mídia. A força e o alcance que teve esta manifestação convenceu os diversos movimentos, entidades e inclusive parlamentares que este era o momento de aumentar a pressão sobre o poder público, na expe ctativa de garantir que a regulamentação da EC-29 não seja novamente adiada e que os debates sobre a emenda não deixem de lado a necessidade absoluta de mais recursos para o SUS. Assim nasce a proposta da Primavera da Saúde.
Quais são as propostas para a #Primavera da Saude?
A Primavera da Saúde propõe uma grande jornada de mobilizações, locais e regionais que possam somar vozes e forças, compondo um movimento com repercussão nacional. Neste momento é fundamental garantir o compromisso de todos – sociedade, poderes legislativo e poder executivo em todas as esferas – em um esforço coletivo para garantir as condições necessárias para uma verdadeira 'virada no jogo' que impulsione a implementação do SUS com que sonhamos e pelo qual lutamos.
Onde a #Primavera da Saúde já está acontecendo?
Numerosas e importantes manifestações tem tomado lugar pelo pais: em Campinas/SP, um ato da Primavera se somou ao Grito dos Excluídos no dia 07/09; militantes na Bahia e no Ceará abriram espaço para a Primavera nos atos públicos em suas conferências estaduais de saúde, e a #Primavera será pautada em outras conferências que ainda vão ocorrer. A Conferência Estadual de São Paulo aprovou uma Moção de Apoio à Primavera; no dia 19 de setembro, quando o SUS faz 21 anos, teremos um ato na Assembléia Legislativa de Santa Catarina e no próximo dia 20 de setembro está agendada uma "Comissão Geral" na Câmara dos Deputados, que vai parar a atividade de todas as comissões da câmara para dedicar 4 horas exclusivamente a um debate acerca do SUS.
No site da #Primavera da Saúde (www.primaveradasaude.net.br), serão promovidos diversos debates com deputados, militantes e outras figuras da área da saúde, sendo que qualquer pessoa pode participar enviando comentários e perguntas. Para isso, é suficiente ter um computador com conexão à internet que permita assistir vídeos. No site há mais instruções sobre como assistir e como enviar comentários e perguntas.
Em que pé está a Emenda 29?
O projeto de lei da Emenda 29 será votado na Câmara dos Deputados, dia 21 de setembro, após três anos parado nesta casa. Em seguida o projeto seguirá para o debate definitivo no Senado, onde será decidido o destino final desta luta que travamos há tantos anos.
No entanto, existe uma grande chance dos deputados aprovarem na sessão do dia 21/09 um texto de regulamentação que não amplia os recursos para o SUS. Pelo contrário, a proposta que se anuncia como acordo reduz os recursos para a saúde.
Caberá então ao Senado rejeitar ou aprovar o projeto que vem da Câmara e, portanto, o nosso papel enquanto sociedade civil será fundamental para pressionar a decisão dos senadores e da presidenta Dilma de forma a garantir mais recursos para a saúde, contribuindo para diminuir a enorme desigualdade que vemos no setor.








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Provisório: Anexo Buriti 13° Andar 
Telefone: 61 34254703



domingo, 18 de setembro de 2011

MEI


Desde 2008 existe uma lei que regulamenta um indivíduo como empresa. 

Pra que isso serve? 

Pra muita coisa. O principal é que vc passa ser pessoa jurídica, emitindo nota, pagando poucos impostos e, com uma taxa de 5% do salário mínimo, tem garantias trabalhistas do tipo auxílio-doença, aposentadoria por idade, salário-maternidade após carência, pensão e auxilio reclusão. 

Veja outros benefícios aqui:

O Empreendedor Individual é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Para ser um empreendedor individual, é necessário faturar no máximo até R$ 36.000,00 por ano (esse é o valor máximo da somatória de notas fiscais que vc pode emitir), não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

Comofaz?

É bem simples. Preenche uma ficha no site, depois vai até a prefeitura da sua cidade pra efetivar a emissão de notas fiscais. Se precisar de ajuda tem telefone 0800, sebrae e contadores que fazem pra vc de graça. 



É isso. Abraço,

Felipe




Quem pode ser MEI? Várias pessoas/profissões. Olha as minhas:
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Essa é a lista: 

A

  1. ABATEDOR DE AVES
  2. ABATEDOR DE AVES COM COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO
  3. ACABADOR DE CALÇADOS
  4. AÇOUGUEIRO
  5. ADESTRADOR DE ANIMAIS
  6. ADESTRADOR DE CÃES DE GUARDA
  7. AGENTE DE CORREIO FRANQUEADO
  8. AGENTE DE VIAGENS
  9. AGENTE FUNERÁRIO
  10. AGENTE MATRIMONIAL
  11. ALFAIATE
  12. ALINHADOR DE PNEUS
  13. AMOLADOR DE ARTIGOS DE CUTELARIA
  14. ANIMADOR DE FESTAS
  15. ANTIQUÁRIO
  16. APLICADOR AGRÍCOLA
  17. APURADOR, COLETOR E FORNECEDOR DE RECORTES DE MATÉRIAS PUBLICADAS EM JORNAIS E REVISTAS
  18. ARMADOR DE FERRAGENS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
  19. ARQUIVISTA DE DOCUMENTOS
  20. ARTESÃO DE BIJUTERIAS
  21. ARTESÃO EM BORRACHA
  22. ARTESÃO EM CERÂMICA
  23. ARTESÃO EM CIMENTO
  24. ARTESÃO EM CORTIÇA, BAMBU E AFINS
  25. ARTESÃO EM COURO
  26. ARTESÃO EM GESSO
  27. ARTESÃO EM LOUÇAS, VIDRO E CRISTAL
  28. ARTESÃO EM MADEIRA
  29. ARTESÃO EM MÁRMORE, GRANITO, ARDÓSIA E OUTRAS PEDRAS
  30. ARTESÃO EM METAIS
  31. ARTESÃO EM METAIS PRECIOSOS
  32. ARTESÃO EM OUTROS MATERIAIS
  33. ARTESÃO EM PAPEL
  34. ARTESÃO EM PLÁSTICO
  35. ARTESÃO EM VIDRO
  36. ASTRÓLOGO
  37. AZULEJISTA

B

  1. BALANCEADOR DE PNEUS
  2. BALEIRO
  3. BANHISTA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
  4. BARBEIRO
  5. BARQUEIRO
  6. BARRAQUEIRO
  7. BIKEBOY (CICLISTA MENSAGEIRO)
  8. BIKE PROPAGANDISTA
  9. BOLACHEIRO/BISCOITEIRO
  10. BOMBEIRO HIDRÁULICO
  11. BONELEIRO (FABRICANTE DE BONÉS)
  12. BORDADEIRA
  13. BORRACHEIRO
  14. BRITADOR

C

  1. CABELEIREIRO
  2. CALAFETADOR
  3. CAMINHONEIRO DE CARGAS NÃO PERIGOSAS
  4. CANTOR/MÚSICO INDEPENDENTE
  5. CAPOTEIRO
  6. CARPINTEIRO
  7. CARPINTEIRO INSTALADOR
  8. CARREGADOR (VEÍCULOS DE TRANSPORTES TERRESTRES)
  9. CARREGADOR DE MALAS
  10. CARROCEIRO - COLETA DE ENTULHOS E RESÍDUOS
  11. CARROCEIRO - TRANSPORTE DE CARGA
  12. CARROCEIRO - TRANSPORTE DE MUDANÇA
  13. CARTAZISTA, PINTOR DE FAIXAS PUBLICITÁRIAS E DE LETRAS
  14. CHAPELEIRO
  15. CHAVEIRO
  16. CHOCOLATEIRO
  17. CHURRASQUEIRO AMBULANTE
  18. CHURRASQUEIRO EM DOMICÍLIO
  19. CLICHERISTA
  20. COBRADOR DE DÍVIDAS
  21. COLCHOEIRO
  22. COLETOR DE RESÍDUOS NÃO-PERIGOSOS
  23. COLETOR DE RESÍDUOS PERIGOSOS
  24. COLOCADOR DE PIERCING
  25. COLOCADOR DE REVESTIMENTOS
  26. COMERCIANTE DE INSETICIDAS E RATICIDAS
  27. COMERCIANTE DE PRODUTOS PARA PISCINAS
  28. COMERCIANTE DE ANIMAIS VIVOS E DE ARTIGOS E ALIMENTOS PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO
  29. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ARMARINHO
  30. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE BEBÊ
  31. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CAÇA, PESCA E CAMPING
  32. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CAMA, MESA E BANHO
  33. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE COLCHOARIA
  34. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE CUTELARIA
  35. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ILUMINAÇÃO
  36. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE JOALHERIA
  37. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE ÓPTICA
  38. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE RELOJOARIA
  39. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE TAPEÇARIA, CORTINAS E PERSIANAS
  40. COMERCIANTE DE ARTIGOS DE VIAGEM
  41. COMERCIANTE DE ARTIGOS DO VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS
  42. COMERCIANTE DE ARTIGOS ERÓTICOS
  43. COMERCIANTE DE ARTIGOS ESPORTIVOS
  44. COMERCIANTE DE ARTIGOS FOTOGRÁFICOS E PARA FILMAGEM
  45. COMERCIANTE DE ARTIGOS FUNERÁRIOS
  46. COMERCIANTE DE ARTIGOS MÉDICOS E ORTOPÉDICOS
  47. COMERCIANTE DE ARTIGOS PARA HABITAÇÃO
  48. COMERCIANTE DE ARTIGOS USADOS
  49. COMERCIANTE DE BEBIDAS
  50. COMERCIANTE DE BICICLETAS E TRICICLOS; PEÇAS E ACESSÓRIOS
  51. COMERCIANTE DE BIJUTERIAS E ARTESANATOS
  52. COMERCIANTE DE BRINQUEDOS E ARTIGOS RECREATIVOS
  53. COMERCIANTE DE CAL, AREIA, PEDRA BRITADA, TIJOLOS E TELHAS
  54. COMERCIANTE DE CALÇADOS
  55. COMERCIANTE DE CARVÃO E LENHA
  56. COMERCIANTE DE CESTAS DE CAFÉ DA MANHÃ
  57. COMERCIANTE DE COSMÉTICOS E ARTIGOS DE PERFUMARIA
  58. COMERCIANTE DE DISCOS, CDS, DVDS E FITAS
  59. COMERCIANTE DE ELETRODOMÉSTICOS E EQUIPAMENTOS DE ÁUDIO E VÍDEO
  60. COMERCIANTE DE EMBALAGENS
  61. COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS DE TELEFONIA E COMUNICAÇÃO
  62. COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS E SUPRIMENTOS DE INFORMÁTICA
  63. COMERCIANTE DE EQUIPAMENTOS PARA ESCRITÓRIO
  64. COMERCIANTE DE EXTINTORES DE INCÊNDIO
  65. COMERCIANTE DE FERRAGENS E FERRAMENTAS
  66. COMERCIANTE DE FLORES, PLANTAS E FRUTAS ARTIFICIAIS
  67. COMERCIANTE DE FOGOS DE ARTIFÍCIO
  68. COMERCIANTE DE GÁS LIQÜEFEITO DE PETRÓLEO (GLP)
  69. COMERCIANTE DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS
  70. COMERCIANTE DE LATICÍNIOS
  71. COMERCIANTE DE LUBRIFICANTES
  72. COMERCIANTE DE MADEIRA E ARTEFATOS
  73. COMERCIANTE DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO EM GERAL
  74. COMERCIANTE DE MATERIAIS HIDRÁULICOS
  75. COMERCIANTE DE MATERIAL ELÉTRICO
  76. COMERCIANTE DE MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS
  77. COMERCIANTE DE MIUDEZAS E QUINQUILHARIAS
  78. COMERCIANTE DE MOLDURAS E QUADROS
  79. COMERCIANTE DE MÓVEIS
  80. COMERCIANTE DE OBJETOS DE ARTE
  81. COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS NOVOS PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES
  82. COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA APARELHOS ELETROELETRÔNICOS PARA USO DOMÉSTICO
  83. COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA MOTOCICLETAS E MOTONETAS
  84. COMERCIANTE DE PEÇAS E ACESSÓRIOS USADOS PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES
  85. COMERCIANTE DE PERUCAS
  86. COMERCIANTE DE PLANTAS, FLORES NATURAIS, VASOS E ADUBOS
  87. COMERCIANTE DE PNEUMÁTICOS E CÂMARAS-DE-AR
  88. COMERCIANTE DE PRODUTOS DE LIMPEZA
  89. COMERCIANTE DE PRODUTOS DE PANIFICAÇÃO
  90. COMERCIANTE DE PRODUTOS DE TABACARIA
  91. COMERCIANTE DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS HOMEOPÁTICOS
  92. COMERCIANTE DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, COM MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS
  93. COMERCIANTE DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, SEM MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS
  94. COMERCIANTE DE PRODUTOS NATURAIS
  95. COMERCIANTE DE PRODUTOS PARA FESTAS E NATAL
  96. COMERCIANTE DE PRODUTOS RELIGIOSOS
  97. COMERCIANTE DE REDES PARA DORMIR
  98. COMERCIANTE DE SISTEMA DE SEGURANÇA RESIDENCIAL
  99. COMERCIANTE DE TECIDOS
  100. COMERCIANTE DE TINTAS E MATERIAIS PARA PINTURA
  101. COMERCIANTE DE TOLDOS E PAPEL DE PAREDE
  102. COMERCIANTE DE VIDROS
  103. COMPOTEIRO
  104. CONCRETEIRO
  105. CONFECCIONADOR DE CARIMBOS
  106. CONFECCIONADOR DE FRALDAS DESCARTÁVEIS
  107. CONFEITEIRO
  108. CONTADOR/TÉCNICO CONTÁBIL
  109. COSTUREIRA DE ROUPAS, EXCETO SOB MEDIDA
  110. COSTUREIRA DE ROUPAS, SOB MEDIDA
  111. COVEIRO
  112. COZINHEIRA QUE FORNECE REFEIÇÕES PRONTAS E EMBALADAS PARA CONSUMO
  113. CRIADOR DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
  114. CRIADOR DE PEIXES ORNAMENTAIS EM ÁGUA DOCE
  115. CRIADOR DE PEIXES ORNAMENTAIS EM ÁGUA SALGADA
  116. CROCHETEIRA
  117. CUIDADOR DE IDOSOS E ENFERMOS
  118. CUNHADOR DE MOEDAS E MEDALHAS
  119. CURTIDOR DE COURO
  120. CUSTOMIZADOR DE ROUPAS

D

  1. DEDETIZADOR
  2. DEPILADORA
  3. DIGITADOR
  4. DISC JOCKEY (DJ) OU VIDEO JOCKEY (VJ)
  5. DISTRIBUIDOR DE ÁGUA POTÁVEL EM CAMINHÃO PIPA
  6. DOCEIRA
  7. DUBLADOR

E

  1. EDITOR DE JORNAIS
  2. EDITOR DE LISTA DE DADOS E DE OUTRAS INFORMAÇÕES
  3. EDITOR DE LIVROS
  4. EDITOR DE REVISTAS
  5. EDITOR DE VÍDEO
  6. ELETRICISTA DE AUTOMÓVEIS
  7. ELETRICISTA EM RESIDÊNCIAS E ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS
  8. ENCADERNADOR/PLASTIFICADOR
  9. ENCANADOR
  10. ENGRAXATE
  11. ENTREGADOR DE MALOTES
  12. ENVASADOR E EMPACOTADOR
  13. ESTAMPADOR DE PEÇAS DO VESTUÁRIO
  14. ESTETICISTA
  15. ESTETICISTA DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
  16. ESTOFADOR

F

  1. FABRICANTE DE ABSORVENTES HIGIÊNICOS
  2. FABRICANTE DE AÇÚCAR MASCAVO
  3. FABRICANTE DE ÁGUAS NATURAIS
  4. FABRICANTE DE ALIMENTOS PRONTOS CONGELADOS
  5. FABRICANTE DE AMIDO E FÉCULAS DE VEGETAIS
  6. FABRICANTE DE ARTEFATOS DE FUNILARIA
  7. FABRICANTE DE ARTEFATOS ESTAMPADOS DE METAL
  8. FABRICANTE DE ARTEFATOS PARA PESCA E ESPORTE
  9. FABRICANTE DE ARTEFATOS TÊXTEIS PARA USO DOMÉSTICO
  10. FABRICANTE DE ARTIGOS DE CUTELARIA
  11. FABRICANTE DE AVIAMENTOS PARA COSTURA
  12. FABRICANTE DE BALAS, CONFEITOS E FRUTAS CRISTALIZADAS
  13. FABRICANTE DE BOLSAS/BOLSEIRO
  14. FABRICANTE DE BRINQUEDOS NÃO ELETRÔNICOS
  15. FABRICANTE DE CALÇADOS DE BORRACHA, MADEIRA E TECIDOS E FIBRAS
  16. FABRICANTE DE CALÇADOS DE COURO
  17. FABRICANTE DE CHÁ
  18. FABRICANTE DE CINTOS/CINTEIRO
  19. FABRICANTE DE CONSERVAS DE FRUTAS
  20. FABRICANTE DE CONSERVAS DE LEGUMES E OUTROS VEGETAIS
  21. FABRICANTE DE DESINFESTANTES
  22. FABRICANTE DE EMBALAGENS DE CARTOLINA E PAPEL-CARTÃO
  23. FABRICANTE DE EMBALAGENS DE MADEIRA
  24. FABRICANTE DE EMBALAGENS DE PAPEL
  25. FABRICANTE DE ESPECIARIAS
  26. FABRICANTE DE ESQUADRIAS METÁLICAS
  27. FABRICANTE DE FIOS DE ALGODÃO
  28. FABRICANTE DE FIOS DE LINHO, RAMI, JUTA, SEDA E LÃ
  29. FABRICANTE DE FUMO E DERIVADOS DO FUMO
  30. FABRICANTE DE GELÉIA DE MOCOTÓ
  31. FABRICANTE DE GELO COMUM
  32. FABRICANTE DE GUARDA-CHUVAS E SIMILARES
  33. FABRICANTE DE GUARDANAPOS E COPOS DE PAPEL
  34. FABRICANTE DE INSTRUMENTOS MUSICAIS
  35. FABRICANTE DE JOGOS RECREATIVOS
  36. FABRICANTE DE LATICÍNIOS
  37. FABRICANTE DE LETREIROS, PLACAS E PAINÉIS NÃO LUMINOSOS
  38. FABRICANTE DE LUMINÁRIAS E OUTROS EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO
  39. FABRICANTE DE MALAS
  40. FABRICANTE DE MASSAS ALIMENTÍCIAS
  41. FABRICANTE DE MEIAS
  42. FABRICANTE DE MOCHILAS E CARTEIRAS
  43. FABRICANTE DE PAINÉIS E LETREIROS LUMINOSOS
  44. FABRICANTE DE PÃO DE QUEIJO CONGELADO
  45. FABRICANTE DE PAPEL
  46. FABRICANTE DE PARTES DE PEÇAS DO VESTUÁRIO - FACÇÃO
  47. FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS ÍNTIMAS - FACÇÃO
  48. FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS PROFISSIONAIS - FACÇÃO
  49. FABRICANTE DE PARTES PARA CALÇADOS
  50. FABRICANTE DE PRODUTOS DE PERFUMARIA E DE HIGIENE PESSOAL
  51. FABRICANTE DE PRODUTOS DE POLIMENTO
  52. FABRICANTE DE PRODUTOS DE SOJA
  53. FABRICANTE DE PRODUTOS DE TECIDO NÃO TECIDO PARA USO ODONTO-MÉDICO-HOSPITALAR
  54. FABRICANTE DE PRODUTOS DERIVADOS DE CARNE
  55. FABRICANTE DE PRODUTOS DERIVADOS DO ARROZ
  56. FABRICANTE DE RAPADURA E MELAÇO
  57. FABRICANTE DE REFRESCOS, XAROPES E PÓS PARA REFRESCOS
  58. FABRICANTE DE ROUPAS ÍNTIMAS
  59. FABRICANTE DE SABÕES E DETERGENTES SINTÉTICOS
  60. FABRICANTE DE SUCOS DE FRUTAS, HORTALIÇAS E LEGUMES
  61. FABRICANTE DE VELAS, INCLUSIVE DECORATIVAS
  62. FARINHEIRO DE MANDIOCA
  63. FARINHEIRO DE MILHO
  64. FERRAMENTEIRO
  65. FERREIRO/FORJADOR
  66. FILMADOR
  67. FORNECEDOR DE ALIMENTOS PREPARADOS PARA EMPRESAS
  68. FOSSEIRO (LIMPADOR DE FOSSA)
  69. FOTOCOPIADOR
  70. FOTÓGRAFO
  71. FOTÓGRAFO AÉREO
  72. FOTÓGRAFO SUBMARINO
  73. FUNILEIRO / LANTERNEIRO

G

  1. GALVANIZADOR
  2. GESSEIRO
  3. GRAVADOR DE CARIMBOS
  4. GUARDADOR DE MÓVEIS
  5. GUIA DE TURISMO
  6. GUINCHEIRO (REBOQUE DE VEÍCULOS)

H

  1. HUMORISTA

I

  1. INSTALADOR DE ANTENAS DE TV
  2. INSTALADOR DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA DOMICILIAR E EMPRESARIAL, SEM PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA
  3. INSTALADOR DE EQUIPAMENTOS PARA ORIENTAÇÃO À NAVEGAÇÃO MARÍTIMA, FLUVIAL E LACUSTRE
  4. INSTALADOR DE ISOLANTES ACÚSTICOS E DE VIBRAÇÃO
  5. INSTALADOR DE ISOLANTES TÉRMICOS
  6. INSTALADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS
  7. INSTALADOR DE PAINÉIS PUBLICITÁRIOS
  8. INSTALADOR DE REDE DE COMPUTADORES
  9. INSTALADOR DE SISTEMA DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO
  10. INSTALADOR E REPARADOR DE ACESSÓRIOS AUTOMOTIVOS
  11. INSTALADOR E REPARADOR DE ELEVADORES, ESCADAS E ESTEIRAS ROLANTES
  12. INSTALADOR E REPARADOR DE SISTEMAS CENTRAIS DE AR CONDICIONADO, DE VENTILAÇÃO E REFRIGERAÇÃO
  13. INSTRUTOR DE ARTE E CULTURA EM GERAL
  14. INSTRUTOR DE ARTES CÊNICAS
  15. INSTRUTOR DE CURSOS GERENCIAIS
  16. INSTRUTOR DE CURSOS PREPARATÓRIOS
  17. INSTRUTOR DE IDIOMAS
  18. INSTRUTOR DE INFORMÁTICA
  19. INSTRUTOR DE MÚSICA

J

  1. JARDINEIRO
  2. JORNALEIRO

L

  1. LAPIDADOR
  2. LAVADEIRA DE ROUPAS
  3. LAVADEIRA DE ROUPAS PROFISSIONAIS
  4. LAVADOR E POLIDOR DE CARRO
  5. LAVADOR DE ESTOFADO E SOFÁ
  6. LIVREIRO
  7. LOCADOR DE ANDAIMES
  8. LOCADOR DE APARELHOS DE JOGOS ELETRÔNICOS
  9. LOCADOR DE EQUIPAMENTOS CIENTÍFICOS, MÉDICOS E HOSPITALARES, SEM OPERADOR
  10. LOCADOR DE EQUIPAMENTOS RECREATIVOS E ESPORTIVOS
  11. LOCADOR DE FITAS DE VÍDEO, DVDS E SIMILARES
  12. LOCADOR DE LIVROS, REVISTAS, PLANTAS E FLORES
  13. LOCADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS AGRÍCOLAS SEM OPERADOR
  14. LOCADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA CONSTRUÇÃO SEM OPERADOR, EXCETO ANDAIMES
  15. LOCADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA ESCRITÓRIO
  16. LOCADOR DE MATERIAL MÉDICO
  17. LOCADOR DE MÓVEIS E UTENSÍLIOS, INCLUSIVE PARA FESTAS
  18. LOCADOR DE INSTRUMENTOS MUSICAIS
  19. LOCADOR DE OBJETOS DO VESTUÁRIO, JÓIAS E ACESSÓRIOS
  20. LOCADOR DE OUTRAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS COMERCIAIS E INDUSTRIAIS NÃO ESPECIFICADOS ANTERIORMENTE, SEM OPERADOR
  21. LOCADOR DE PALCOS, COBERTURAS E OUTRAS ESTRUTURAS DE USO TEMPORÁRIO, EXCETO ANDAIMES
  22. LOCUTOR DE MENSAGENS FONADAS E AO VIVO

M

  1. MÁGICO
  2. MANICURE/PEDICURE
  3. MAQUIADOR
  4. MARCENEIRO
  5. MARMITEIRO
  6. MECÂNICO DE MOTOCICLETAS E MOTONETAS
  7. MECÂNICO DE VEÍCULOS
  8. MERCEEIRO/VENDEIRO
  9. MERGULHADOR (ESCAFANDRISTA)
  10. MESTRE DE OBRAS
  11. MOENDEIRO
  12. MONTADOR DE MÓVEIS
  13. MONTADOR E INSTALADOR DE SISTEMAS E EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO E SINALIZAÇÃO EM VIAS PÚBLICAS, PORTOS E AEROPORTOS
  14. MOTOBOY
  15. MOTOTAXISTA
  16. MOVELEIRO
  17. MOVELEIRO DE MÓVEIS METÁLICOS

O

  1. OLEIRO
  2. OPERADOR DE MARKETING DIRETO
  3. ORGANIZADOR MUNICIPAL DE EXCURSÕES EM VEÍCULO PRÓPRIO
  4. OURIVES

P

  1. PADEIRO
  2. PANFLETEIRO
  3. PAPELEIRO
  4. PASTILHEIRO
  5. PEDREIRO
  6. PEIXEIRO
  7. PINTOR DE AUTOMÓVEIS
  8. PINTOR DE PAREDE
  9. PIPOQUEIRO
  10. PIROTÉCNICO
  11. PIZZAIOLO EM DOMICÍLIO
  12. POCEIRO/CISTERNEIRO/CACIMBEIRO
  13. PRODUTOR DE PEDRAS PARA CONSTRUÇÃO, NÃO ASSOCIADA À EXTRAÇÃO
  14. PROFESSOR PARTICULAR
  15. PROMOTOR DE EVENTOS
  16. PROMOTOR DE TURISMO LOCAL
  17. PROMOTOR DE VENDAS
  18. PROPRIETÁRIO DE ALBERGUE NÃO ASSISTENCIAL
  19. PROPRIETÁRIO DE BAR E CONGÊNERES
  20. PROPRIETÁRIO DE CAMPING
  21. PROPRIETÁRIO DE CANTINAS
  22. PROPRIETÁRIO DE CARRO DE SOM PARA FINS PUBLICITÁRIOS
  23. PROPRIETÁRIO DE CASA DE CHÁ
  24. PROPRIETÁRIO DE CASA DE SUCOS
  25. PROPRIETÁRIO DE CASAS DE FESTAS E EVENTOS
  26. PROPRIETÁRIO DE ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS
  27. PROPRIETÁRIO DE FLIPERAMA
  28. PROPRIETÁRIO DE HOSPEDARIA
  29. PROPRIETÁRIO DE LANCHONETE
  30. PROPRIETÁRIO DE PENSÃO
  31. PROPRIETÁRIO DE RESTAURANTE
  32. PROPRIETÁRIO DE SALA DE ACESSO À INTERNET
  33. PROPRIETÁRIO DE SALÃO DE JOGOS DE SINUCA E BILHAR

Q

  1. QUEIJEIRO/MANTEIGUEIRO
  2. QUITANDEIRO
  3. QUITANDEIRO AMBULANTE

R

  1. RECARREGADOR DE CARTUCHOS PARA EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA
  2. RECICLADOR DE BORRACHA, MADEIRA, PAPEL E VIDRO
  3. RECICLADOR DE MATERIAIS METÁLICOS, EXCETO ALUMÍNIO
  4. RECICLADOR DE MATERIAIS PLÁSTICOS
  5. RECICLADOR DE SUCATAS DE ALUMÍNIO
  6. REDEIRO
  7. RELOJOEIRO
  8. REMOVEDOR E EXUMADOR DE CADÁVER
  9. RENDEIRA
  10. REPARADOR DE APARELHOS E EQUIPAMENTOS PARA DISTRIBUIÇÃO E CONTROLE DE ENERGIA ELÉTRICA
  11. REPARADOR DE ARTIGOS E ACESSÓRIOS DO VESTUÁRIO
  12. REPARADOR DE BALANÇAS INDUSTRIAIS E COMERCIAIS
  13. REPARADOR DE BATERIAS E ACUMULADORES ELÉTRICOS, EXCETO PARA VEÍCULOS
  14. REPARADOR DE BICICLETA
  15. REPARADOR DE BRINQUEDOS
  16. REPARADOR DE CORDAS, VELAMES E LONAS
  17. REPARADOR DE EMBARCAÇÕES PARA ESPORTE E LAZER
  18. REPARADOR DE EQUIPAMENTOS ESPORTIVOS
  19. REPARADOR DE EQUIPAMENTOS HIDRÁULICOS E PNEUMÁTICOS, EXCETO VÁLVULAS
  20. REPARADOR DE EQUIPAMENTOS MÉDICO-HOSPITALARES NÃO-ELETRÔNICOS
  21. REPARADOR DE EXTINTOR DE INCÊNDIO
  22. REPARADOR DE FILTROS INDUSTRIAIS
  23. REPARADOR DE GERADORES, TRANSFORMADORES E MOTORES ELÉTRICOS
  24. REPARADOR DE GUARDA CHUVA E SOMBRINHAS
  25. REPARADOR DE INSTRUMENTOS MUSICAIS
  26. REPARADOR DE MÁQUINAS DE ESCREVER, CALCULAR E DE OUTROS EQUIPAMENTOS NÃO-ELETRÔNICOS PARA ESCRITÓRIO
  27. REPARADOR DE MÁQUINAS E APARELHOS DE REFRIGERAÇÃO E VENTILAÇÃO PARA USO INDUSTRIAL E COMERCIAL
  28. REPARADOR DE MÁQUINAS E APARELHOS PARA A INDÚSTRIA GRÁFICA
  29. REPARADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA DA MADEIRA
  30. REPARADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA A INDÚSTRIA TÊXTIL, DO VESTUÁRIO, DO COURO E CALÇADOS
  31. REPARADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA AGRICULTURA E PECUÁRIA
  32. REPARADOR DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA AS INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMO
  33. REPARADOR DE MÁQUINAS MOTRIZES NÃO-ELÉTRICAS
  34. REPARADOR DE MÁQUINAS PARA BARES E LANCHONETES
  35. REPARADOR DE MÁQUINAS PARA ENCADERNAÇÃO
  36. REPARADOR DE MÁQUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS PARA INSTALAÇÕES TÉRMICAS
  37. REPARADOR DE MÓVEIS
  38. REPARADOR DE PANELAS (PANELEIRO)
  39. REPARADOR DE TANQUES, RESERVATÓRIOS METÁLICOS E CALDEIRAS, EXCETO PARA VEÍCULOS
  40. REPARADOR DE TOLDOS E PERSIANAS
  41. REPARADOR DE TONÉIS, BARRIS E PALETES DE MADEIRA
  42. REPARADOR DE TRATORES AGRÍCOLAS
  43. REPARADOR DE VEÍCULOS DE TRAÇÃO ANIMAL
  44. RESTAURADOR DE INSTRUMENTOS MUSICAIS HISTÓRICOS
  45. RESTAURADOR DE JOGOS ACIONADOS POR MOEDAS
  46. RESTAURADOR DE LIVROS
  47. RESTAURADOR DE OBRAS DE ARTE
  48. RESTAURADOR DE PRÉDIOS HISTÓRICOS
  49. RETIFICADOR DE MOTORES PARA VEÍCULOS AUTOMOTORES
  50. REVELADOR DE FILMES FOTOGRÁFICOS

S

  1. SALGADEIRA
  2. SALINEIRO/EXTRATOR DE SAL MARINHO
  3. SALSICHEIRO/LINGUICEIRO
  4. SAPATEIRO
  5. SELEIRO
  6. SEPULTADOR
  7. SERIGRAFISTA
  8. SERIGRAFISTA PUBLICITÁRIO
  9. SERRALHEIRO
  10. SINTEQUEIRO
  11. SOLDADOR / BRASADOR
  12. SORVETEIRO
  13. SORVETEIRO AMBULANTE

T

  1. TANOEIRO
  2. TAPECEIRO
  3. TATUADOR
  4. TAXISTA
  5. TECELÃO
  6. TECELÃO DE ALGODÃO
  7. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE COMPUTADOR
  8. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE ELETRODOMÉSTICOS
  9. TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE TELEFONIA
  10. TELHADOR
  11. TINTUREIRO
  12. TORNEIRO MECÂNICO
  13. TOSADOR DE ANIMAIS DOMÉSTICOS
  14. TOSQUIADOR
  15. TRANSPORTADOR AQUAVIÁRIO PARA PASSEIOS TURÍSTICOS
  16. TRANSPORTADOR DE ESCOLARES
  17. TRANSPORTADOR DE MUDANÇAS
  18. TRANSPORTADOR MARÍTIMO DE CARGA
  19. TRANSPORTADOR MUNICIPAL DE CARGAS NÃO PERIGOSAS(CARRETO)
  20. TRANSPORTADOR MUNICIPAL DE PASSAGEIROS SOB FRETE
  21. TRANSPORTADOR MUNICIPAL DE TRAVESSIA POR NAVEGAÇÃO
  22. TRANSPORTADOR MUNICIPAL HIDROVIÁRIO DE CARGAS
  23. TRICOTEIRA

V

  1. VASSOUREIRO
  2. VENDEDOR AMBULANTE DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
  3. VENDEDOR DE AVES VIVAS, COELHOS E OUTROS PEQUENOS ANIMAIS PARA ALIMENTAÇÃO
  4. VERDUREIRO
  5. VIDRACEIRO DE AUTOMÓVEIS
  6. VIDRACEIRO DE EDIFICAÇÕES
  7. VINAGREIRO

Violência doméstica: Quando o agressor vive dentro de casa


Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

Cerca de 40% dos atendimentos realizados nos Núcleos de Atendimento às Famílias e aos Autores de Violência Doméstica (Nafavd) são de homens e todos eles, agressores. Do total de 2.948 pessoas que buscaram os nove núcleos do DF até julho deste ano, 1.015 homens o fizeram, em sua maioria, por encaminhamento judicial devido a agressões dentro do lar.

O autor da agressão à mulher não tem um perfil definido. Está em todas as classes sociais e, principalmente, dentro do próprio lar da vítima. Uma coisa, no entanto, é comum a todos eles: a sensação de poder sobre a companheira ou o membro da família agredido.

“Um ponto importante e em comum entre eles é a rigidez no papel do homem e da mulher na sociedade. Essa definição machista do que é masculino e feminino é comum na construção social da identidade de homens e mulheres, e gera uma expectativa forte em relação ao outro. Isso faz com que, muitas vezes, ele justifique a violência porque a vítima deixou de cumprir seu papel, não cuidou do filhos ou da casa” , detalha o psicólogo Luiz Henrique Aguiar, coordenador chefe dos Nafavd.

Justificativa
Uma dinâmica muito comum é a justificativa da violência por esse companheiro, com base nessas expectativas. Além disso, ele tende a estar sempre minimizando a violência ou mesmo negando a própria agressividade. O trabalho de tratamento com esses homens é a flexibilização, desconstrução desses estereótipos e a responsabilização deles quanto a própria violência. No momento seguinte é necessário trabalhar a assertividade e a construção de alternativas à violência para resolver os conflitos. 

Trabalhador homossexual da Sadia foi empalado por 'colegas' com mangueira de ar

Após diversas dúvidas sobre a veracidade da informação, o Blog do Camasão confirmou a história: um trabalhador da Sadia, que não teve o nome divulgado, foi cruelmente empalado por “colegas” de trabalho com uma mangueira de ar comprimido, em Chapecó.  A agressão teria sido motivada por homofobia.

Na primeira versão da história, especularam que a vítima tinha morrido após o empalamento. No entanto, tanto a empresa quanto o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes (Sitracarnes) confirmam que a vítima está viva e passa bem.

Segundo o presidente do Sitracarnes, Jenir de Paula, quatro trabalhadores e uma trabalhadora participaram do crime. Os quatro homens imobilizaram a vítima, enquanto a mulher introduziu a mangueira de ar comprimido no ânus do trabalhador, ligando-a posteriormente. O crime ocorreu na madrugada do dia 9 de junho.

assessoria de imprensa da Sadia, por meio de nota enviada ao Blog do Camasão, divulgou nota afirmando que a vítima foi encaminhada a um hospital da cidade, e depois liberado. A empresa informa ainda que “adotou medidas administrativas para averiguação dos fatos e assegura que não se trata absolutamente de um caso de homofobia”. A nota ainda diz:

A empresa reitera que as políticas e os procedimentos relacionados a direitos humanos estão contemplados em seu Código de Ética, que é compartilhado a todos os funcionários que ingressam na companhia.

São valores da empresa: o Compromisso com a diversidade e aceitação das diferenças e a Integridade como base de qualquer relação.

“Foi um ato de barbaridade”

O presidente do Sintracarnes, Jenir de Paula, classificou o caso como “ato de barbaridade” contra o trabalhador. Ele esteve com a vítima no hospital,  e confirmou o empalamento. Ele afirma que o sindicato vai pedir um Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), para garantir os direitos da vítima. “Não teve nada de brincadeira nesse caso. Foi um ato de barbaridade”, afirmou. Entretanto, Jenir afirmou que o sindicato desconhece se a vítima era ou não homossexual.

Jenir também confirma que os cinco envolvidos foram demitidos por justa causa. O sindicalista também afirma que a empresa não dá treinamento nem mantém sinalização de perigo ao redor do equipamento, para avisar que ele é perigoso.

O que é um empalamento?

Empalamento ou empalação é uma método de tortura e execução que ficou famoso no século 15. O método consiste na inserção de uma estaca no ânus, vagina, ou umbigo até a morte do torturado.
Esse tipo de tortura, altamente cruel, foi vastamente utilizada por diversas civilizações no mundo inteiro, sobretudo da Arábia e Europa. O método foi muito utilizado pelo conde romeno Vlad da Valáquia, que ganhou fama por empalar seus inimigos, e ficou conhecido pelo titulo o Empalador (Vlad III, o Empalador) ou, em romeno, Vlad Ţepeş. Vlad, que também parecia apreciar as empalações em seus horários de refeições, inspirou Bram Stocker para seu notório livro Drácula.