Apresentação

O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Biblioteca Itinerante Barca das Letras, o palhaço Ribeirinho e a Cultura Viva das comunidades ribeirinhas da Amazônia até La Paz(Bolívia)


 
Querid@ amig@, preciso da sua colaboração financeira(R$) para levar a nossa Biblioteca Itinerante Barca das Letras, o palhaço Ribeirinho e a Cultura Viva das comunidades ribeirinhas da Amazônia até La Paz(Bolívia), para participar do I Congresso Latinoamericano de Cultura Viva Comunitária, que ocorrerá de 17 a 22 de maio de 2013.
 
 
Estamos utilizando o sistema de financiamento coletivo(crowdfundig) por meio do site alteridade(http://alteridade.com/) do amigo e idealizador dos Pontos de Cultura, o Celio Turino. Funciona assim, para cada contribuição financeira que você dá(R$30,00 ou R$100,00 ou R$300,00 ou R$800,00 ou R$1.500,00), você receberá uma recompensa, caso a meta de R$6.000,00 seja alcançada nos próximos 20 dias. Não conseguindo atingir, sua contribuição será devolvida integralmente.

Então vamos lá, conto muito com todos vocês que já participaram ou participam fazendo doações de livros; como voluntários; recebendo ações da Barca das Letras em seu município; que curtem e sempre compartilham com os amigos as ações da Biblioteca Itinerante Barca das Letras, por um mundo melhor, mais humano, justo e solidário, com muita leitura e cultura viva para tod@s, da Amazônia à La Paz!!!
 
Assista o vídeo-explicativo e contribua:
 
 
Mui grato antecipadamente pela sua gentileza!!!


abraços fraternos,


Jonas Banhos



(61) 8167 1254 - Tim Brasília

IV Vigília pelo Estado Laico

IV Vigília pelo Estado Laico e contra a presidência de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos.

Levar velas, garrafas PET, instrumentos musicais, amig@s e alegrias.

OBS: em caso de chuva, nos concentraremos na "chapelaria" do Congresso.

Mulheres evangélicas sofrem violência doméstica


Violência contra as mulheres evangélicas, até entre os Crentes elas apanham.

Sobre a violência contra as mulheres evangélicas, vídeo esclarece que quase 50% por cento de mulheres evangélicas podem sofrer alguns tipos de violência , e se uma fiel procura o pastor evangélico e denunciar os maus trato e violência que sofreu do seu marido quer crente ou não contra a irmã, o conselho do mesmo é de aconselhar a irmã ir a justiça, ele pode ser denunciado por vamos dizer conivência daquela situação o pastor tem que ser um guardião da família cristã, os crentes violentos tem que ser denunciado e comer bandéco na cadeia, pois não pratica os costumes dos filhos de Deus veja a entrevista da presidenta evangélica!
Naiá Duarte, idealizadora Instituto Mulher Viva, que trata de mulheres que sofrem violência doméstica no meio evangélico, é entrevistada por Vanessa Martins. Ela traz alguns dados alarmantes como 60% das mulheres violentadas serem evangélicas, ao mesmo tempo que explica o projeto da Aliança Cristã Evangelística Brasileira para tentar mudar tal número.
Com informação da  Melodia e  Instituto Mulher Viva.
Do Afrokut

"Sexo e o mercado Que é o amor tem a ver com isso? "


"Sexo eo mercado
Que é o amor tem a ver com isso? "
IX IASSCS CONFERÊNCIA
 
Temos a honra de ter recebido mais de 600 submissões abstratas e quase 300 aplicações de bolsas de todo o mundo! Notificações sobre esses pedidos serão enviados até o final de maio.
Enquanto isso, nós gostaríamos de compartilhar com vocês várias atualizações para a Conferência IASSCS:
Palestrantes
Entre os principais oradores são confirmadas! Nós estamos contentes de anunciar a participação de importantes pesquisadores, ativistas, políticos na Conferência IASSCS IX. Sua participação irá contribuir significativamente para as nossas discussões sobre a mercantilização das relações sociais e sexuais, em dimensões tanto sexual / erótico e emocional. Para mais informações, vá para o PROGRAMA seção do site.

Informações sobre viagens e vistos para a Argentina
Saiba quais os países que não necessitam de visto para entrar na Argentina. Você também encontrará informações sobre a taxa de reciprocidade para os EUA, os cidadãos australianos ou canadenses, bem como informações de viagem atualizado. Por favor, vá ao INFORMAÇÕES TURÍSTICAS seção do site para mais informações.

IASSCS Pós-Conferência de Clientes Docentes Formação
Nós estamos contentes de anunciar os palestrantes convidados para IASSCS Formação Pós-Conferência. Por favor, lembre-se que o prazo para aplicação do PCT é devido no dia 15 de maio. Por favor, vá para a formação pós-CONFERÊNCIA seção do site para mais informações.

Apresentações especiais
IASSCS oferece outras oportunidades para participar na conferência, especialmente para aqueles interessados ​​nas áreas de advocacia relacionados. O Programa IASSCS encoraja ativistas e defensores de propor e participar de apresentações especiais, sessões de workshops e reuniões de satélite. Para mais informações sobre a descrição, diretrizes e prazos para a apresentação de propostas, por favor, vá para o PROGRAMA seção do site.

Sobre as taxas de inscrição As taxas de inscrição para a Conferência IASSCS IX estão disponíveis na inscrição na conferência seção do site da conferência. Tenha em mente que o registro on-line abre 20 abril de 2013.
Por favor, lembre-se sempre de que todos os usuários terão que criar um perfil conferência ¨ ¨ (no caso de você não tê-lo criado antes, aqueles que apresentaram resumos ou aplicações bolsistas provavelmente criaram perfis já). O perfil de conferência é a única porta através da qual os usuários poderão se inscrever para a conferência IASSCS. Para criar um perfil, por favor, vá para:
http://www.iasscs.org/profile/public/

Nosso site www.iasscs.org/2013conference inclui informações detalhadas sobre a Conferência, seus principais temas, ea IASSCS Curso de Formação Pós-Conferência de Pesquisa em Sexualidade.

Não se esqueça de visitar este website ou a nossa página no Facebook para ficar atualizado!
https://www.facebook.com/iasscs

Estamos ansiosos para vê-lo em Buenos Aires, Argentina, em agosto!
Comissão Organizadora
IX Conferência IASSCS
2013conference@iasscs.org
Informação Legal: Este endereço de e-mail tem sido um enviar para você como assinante do IASSCS lista. Se você não quiser continuar a receber informações envie-nos um e-mail para: 2013conference@iasscs.org . IASSCS não será responsável pela transmissão incorreta ou incompleta de informações contidas neste e-mail ou por qualquer atraso atingindo em sua caixa de entrada ou danos em seu sistema.
Aviso Legal: Este e-mail ha Sido enviar uma usted Como suscriptor de la Lista de correo IASSCS. Si não desea Agustinianos recibiendo información mándenos un correo electrónico a: 2013conference@iasscs.org . IASSCS não sera responsável por la Transmisión incorrecta o incompleta de la información en contenida Este e-mail o POR cualquier demora en la llegada a su Bandeja de Entrada o Danos en su Sistema.
 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Biblioteca Feminista: centenas de textos gratuitos para download Camila Garófalo em 31 de março de 2013

Feminismo não é contrário de machismo. No Brasil, o movimento feminista luta para que não seja mal interpretado, afinal, machismo sugere a superioridade do homem sobre a mulher enquanto feminismo almeja a igualdade entre os dois sexos.
Para esclarecer essas e outras questões, a Biblioteca Feminista apresenta um universo vasto sobre Democracria e Participação, Direitos Humanos, Igualdade Racial, Legislação, Normas Jurídicas e outras Publicações da Articulação de Mulheres Brasileiras para download gratuito.
A biblioteca é parte da Universidade Livre Feminista e tem como intuito de apoiar seus cursos. Fazem parte do acervo as leituras complementares que lá forem citadas e que estiverem disponíveis na forma digital sem restrições de direitos autorais.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ombro a ombro com as mais ardorosas combatentes do sexismo e do machismo, ela jamais deixou de pautar, entre as reivindicações prioritárias, o combate ao racismo


Por: OSWALDO FAUSTINO
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Muito cedo, a antropóloga, educadora e feminista mineira, Lélia Gonzales aprendeu que, na luta dos movimentos sociais, também existem castas e hierarquias. Por isso, questões específicas como as das mulheres negras, eram subestimadas em favor do chamado "interesse maior". Assim como ocorria nas fotografias da liderança do Movimento Feminista, com as militantes negras, suas reivindicações também eram mantidas na segunda ou na terceira fila. A fidelidade às causas que abraçou - em especial a do feminismo e das relações raciais - foi a principal marca dessa ativista que, em 19 de julho de 1994, aos 59 anos, se transformou em ancestral. Mineira, nascida Lélia Almeida, em Belo Horizonte, ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde foram viver na favela do Morro do Pinto, no Santo Cristo, junto ao Leblon. A proximidade com o Clube de Regatas Flamengo deu a um dos irmãos mais velhos, Jaime de Almeida, a oportunidade de se tornar jogador de futebol desse time e posteriormente seu técnico. Não é à toa que, flamenguista roxa, tinha o futebol como um de seus grandes prazeres. Era a penúltima dos 18 filhos e filhas do ferroviário negro Acácio Joaquim de Almeida, com a índia Urcinda Seraphina de Almeida.
Um exílio após o outro
Ser retirado de suas antigas moradias, mesmo que precárias, e empurrados para locais menos valorizados, é sina da população negra nos grandes centros urbanos. Das áreas centrais, consideradas nobres, para os morros e, desses, para as periferias e subúrbios, como a Baixada Fluminense. Com a família Almeida não foi diferente: do Morro do Pinto direto para o subúrbio de Ricardo de Albuquerque, loteamento das antigas terras do Engenho Nossa Senhora de Nazaré.
Muito tempo depois, na obra Lugar de Negro, que lançou em 1982, com Carlos Hasenbalg, pela editora Marco zero, Lélia escreveu: "O lugar natural do grupo branco dominante são moradias amplas, espaçosas, situadas nos mais belos recantos da cidade ou do campo e devidamente protegidas por diferentes tipos de policiamento: desde os antigos feitores, capitães do mato, capangas, etc., até a polícia formalmente constituída. Desde a casa grande e do sobrado, aos belos edifícios e residências atuais, o critério tem sido sempre o mesmo. Já o lugar natural do negro é o oposto, evidentemente: da senzala às favelas, cortiços, porões, invasões, alagados e conjuntos habitacionais, cujos modelos são os guetos dos países desenvolvidos dos dias de hoje. O critério também tem sido simetricamente o mesmo: a divisão racial do espaço."
As constatações de opressão e exclusão de seu povo não fizeram dela uma pessoa amarga. Ao contrário. Com seu riso franco, aberto e fácil, buscava o colorido de nossa cultura, o que a levou a escrever Festas Populares no Brasil, lançado pela Editora Index, em 1987, e premiado na Feira Internacional do Livro, de Leipzig, Alemanha, entre as obras que compõem "os mais belos livros do mundo".
Formação e militância
A distância e a precariedade dos trens da Central do Brasil não foram impedimento para a menina Lélia estudar. Tampouco de se destacar entre os alunos do tradicional Colégio Pedro II. Posteriormente, graduou-se em História, Geografia e Filosofia. Fez mestrado em comunicação e doutorado em antropologia. Já adotara o sobrenome Gozales - por meio do casamento - quando atuava como assistente no curso de Filosofia, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Dali para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi um pulo. Sua simpatia pelos pensamentos de esquerda tornou-se irrelevante, diante dos seus conhecimentos, da capacidade intelectual e da comunicabilidade que motivaram o convite para ministrar cursos no Centro de Estudos de Pessoal, do Exército Brasileiro. Tudo isso em plena ditadura militar.
Muito tempo antes de se imaginar que, um dia, um presidente da república brasileira assinaria a Lei 10.639/03, que modificaria a Lei de Diretrizes e Base do ensino, no país, Lélia já combatia, em sala de aula, a opressão e exclusão de nosso povo. Aprofundava-se nos escritos de grandes pensadores negros daqui, dos Estados Unidos e da África; na história de civilizações africanas e de suas lideranças, nos conhecimentos mais elementares da cultura afro-brasileira. Assim, modificava os paradigmas no imaginário de seus alunos e fortalecia as bases da militância do movimento negro contemporâneo, no período de sua eclosão, na década de 1970.
"MUITO TEMPO ANTES DE SE IMAGINAR QUE, UM DIA, UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA BRASILEIRA ASSINARIA A LEI 10.639/03, QUE MODIFICARIA A LEI DE DIRETRIZES E BASE DO ENSINO, NO PAÍS, LÉLIA JÁ COMBATIA, EM SALA DE AULA, A OPRESSÃO E EXCLUSÃO DE NOSSO POVO".
Onde o povo está
Enquanto alguns de nossos intelectuais se afastam do povo para vivenciar o glamour e a badalação dos "bem-nascidos" e do universo acadêmico, como uma verdadeira griô, fiel à tradição da oralidade africana, Lélia compartilhava com seu povo histórias que valorizavam nossas origens e produção cultural. Mesmo sendo professora e chefe do Departamento de Sociologia, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tinha certeza de onde e com quem queria atuar. Numa entrevista à Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos (SEAF) afirmou: "Fiz um tipo de escolha, que foi a militância de rua, participando de organizações negras, de seminários. Na medida em que nós, os intelectuais negros orgânicos, somos tão poucos, realmente existe um grande leque de atividades para poder responder às exigências que nos são colocadas." Porém, não fugia da raia e ocupava os espaços com sua sabedoria, por exemplo, com o pioneiro curso Cultura Negra no Brasil, que ministrou, por dois anos, na Escola de Artes Visuais, do Parque Lage, escola carioca considerada de elite.
Integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, não abandonou, em momento algum, as demais demandas urgentes como a dos afro-brasileiros e dos homossexuais, que constavam em sua plataforma de campanhas para deputada federal, em 1982, pelo PT, e de deputada estadual, em 1986, pelo PDT. Em ambos, ficou como suplente. Porém foi vitoriosa no campo da criação coletiva de organizações, entre elas, o Movimento Negro Unificado, a Escola de Samba do Quilombo, o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN), o Nzinga Coletivo de Mulheres Negras, no Rio de Janeiro; e o Olodum, na Bahia. Seu nome se perpetua em algumas instituições como o Instituto de Educação, Arte e Estudos Afro-Brasileiros Lélia Gonzalez.
Por meio da publicação de suas palestras e de debates dos quais participou, foi se cunhando o termo amefricanidade, que se baseia nas experiências diaspóricas, ou seja, a dos descendentes de africanos não só no Brasil, mas em todas as Américas. Ao ler Lélia Gonzales, se tem a certeza de que as diferenças culturais de nossa gente, do lado de cá do Atlântico, são minúsculas, diante de tudo o que temos em comum.


Fonte: Raça

Uma em cada quatro mulheres sofre violência no parto

Andrea Dip - Agência Pública 25.03.2013 - 14h14 | Atualizado em 25.03.2013 - 16h17

As agressões mais comuns, segundo estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência (Foto: Agência Pública)
O conceito internacional de violência obstétrica define qualquer ato ou intervenção direcionado à mulher grávida, parturiente ou puérpera (que deu à luz recentemente), ou ao seu bebê, praticado sem o consentimento explícito e informado da mulher e/ou em desrespeito à sua autonomia, integridade física e mental, aos seus sentimentos, opções e preferências. A pesquisa “Mulheres brasileiras e Gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, mostrou que uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. As mais comuns, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência.

Mas há outros tipos, diretos ou sutis, como explica a obstetriz e ativista pelo parto humanizado Ana Cristina Duarte: “impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência, tratar uma mulher em trabalho de parto de forma agressiva, não empática, grosseira, zombeteira, ou de qualquer forma que a faça se sentir mal pelo tratamento recebido, tratar a mulher de forma inferior, dando-lhe comandos e nomes infantilizados e diminutivos, submeter a mulher a procedimentos dolorosos desnecessários ou humilhantes, como lavagem intestinal, raspagem de pelos pubianos, posição ginecológica com portas abertas, submeter a mulher a mais de um exame de toque, especialmente por mais de um profissional, dar hormônios para tornar o parto mais rápido, fazer episiotomia sem consentimento”.




“A lista é imensa e muitas nem sabem que podem chamar isso de violência. Se você perguntar se as mulheres já passaram por ao menos uma destas situações, “A lista é imensa e muitas nem sabem que podem chamar isso de violência. Se você perguntar se as mulheres já passaram por ao menos uma destas situações, provavelmente chegará a 100% dos partos no Brasil” diz Ana Cristina, que faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que, principalmente através de blogs e redes sociais, têm lutado para denunciar a violência obstétrica tão rotineira e banalizada nos aparelhos de saúde. “Algumas mulheres até entendem como violência, mas a palavra é mais associada a violência urbana, fisica, sexual” diz a psicóloga Janaína Marques de Aguiar, autora da tese “Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero” que entrevistou puérperas (com até três meses de parto) e profissionais de maternidades públicas de São Paulo. “Quando a gente fala em violência na saúde, isso fica dificil de ser visualizado. Porque há um senso comum de que as mulheres podem ser maltratadas, principalmente em maternidades públicas” acredita. E dá alguns exemplos: “Duas profissionais relataram, uma médica e uma enfermeira, que um colega na hora de fazer um exame de toque em uma paciente, fazia brincadeiras como ‘duvido que você reclame do seu marido’ e ‘Não está gostoso?”provavelmente chegará a 100% dos partos no Brasil” diz Ana Cristina, que faz parte de um grupo cada vez maior de mulheres que, principalmente através de blogs e redes sociais, têm lutado para denunciar a violência obstétrica tão rotineira e banalizada nos aparelhos de saúde.
“Algumas mulheres até entendem como violência, mas a palavra é mais associada a violência urbana, fisica, sexual” diz a psicóloga Janaína Marques de Aguiar, autora da tese “Violência institucional em maternidades públicas: hostilidade ao invés de acolhimento como uma questão de gênero” que entrevistou puérperas (com até três meses de parto) e profissionais de maternidades públicas de São Paulo. “Quando a gente fala em violência na saúde, isso fica dificil de ser visualizado. Porque há um senso comum de que as mulheres podem ser maltratadas, principalmente em maternidades públicas” acredita. E dá alguns exemplos: “Duas profissionais relataram, uma médica e uma enfermeira, que um colega na hora de fazer um exame de toque em uma paciente, fazia brincadeiras como ‘duvido que você reclame do seu marido’ e ‘Não está gostoso?”


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