Apresentação

O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Editais para criadores e produtores negros

Cinco editais para criadores e produtores negros

MinC e instituições vinculadas prorrogam o prazo de inscrições para até 25 de março
“Atenção você que é negro ou negra, com mais de 18 anos, o Ministério da Cultura tem um convite para você e vale até o dia 25 de março. Produtor ou artista que se auto-declara negra ou negro, que trabalha com as linguagens de cinema, de literatura, pesquisa de bibliotecas, de artes visuais, circo, música, dança e teatro, os concursos foram feitos para você.
Saiba sobre os projetos aqui no site do MinC. Tire as suas dúvidas e deixe as suas perguntas. Nós vamos esclarecer. São prêmios profissionais, no total de R$ 9 milhões,  garantidos nas cinco regiões do país, numa política de reparação histórica do Governo Dilma. Uma parceria do  Ministério da Cultura e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir”.
O chamamento do Ministério da Cultura enfatiza a importância dos editais voltados aos produtores e criadores negros e para o fato de que eles tiveram o prazo de inscrições prorrogado, oferecendo mais chance de participação.
Os editais são de responsabilidade da Secretaria do Audiovisual (SAv) e de duas instituições vinculadas ao MinC: Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e Fundação Nacional de Artes (Funarte),  em parceria com a Fundação Cultural Palmares (FCP) e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Presidência da República.
O objetivo dos processos seletivos é proporcionar aos produtores e artistas negros oportunidade de acesso a condições e meios de produção artística, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Cultura (Lei 12.343/2010) e pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010). Foram lançados no dia 20 de novembro de 2012, em São Paulo.
Curta-Afirmativo –
ALTERAÇÕES FORAM  INSERIDAS NESSE EDITAL – ACESSE O NOVO LINK
Realizado pela Secretaria do Audiovisual, o Edital de Apoio para Curta-Metragem – Curta Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual é voltado para o fomento de seis obras audiovisuais de curta-metragem inéditas, produzidas ou dirigidas por jovens negros de 18 a 29 anos e com duração entre 10 e 15 minutos. Cada curta terá o investimento de R$ 100 mil.
As produções deverão apresentar temática livre, podendo ser ficção ou documentário, com a possibilidade de utilização de técnicas de animação. A avaliação será baseada em critérios variados, como caráter inovador da obra; qualidade do roteiro; plano de distribuição e amplitude do acesso; além de exequibilidade orçamentária. As inscrições serão realizadas por meio do sistema Salicweb.
Mais informações: concurso.sav@cultura.gov.br
Arte Negra
A cargo da Fundação Nacional de Artes está o Prêmio Funarte de Arte Negra. Serão selecionados trinta e três projetos nas áreas de artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória que contemplem a diversidade de expressões artísticas. Serão quatro prêmios nos valores de R$ 200 mil; 12 prêmios de R$ 150 mil; e 17 prêmios de R$ 100 mil.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão de seleção composta por 12 membros, indicados pela Funarte e pela Seppirl. O material de inscrição deverá ser enviado por Sedex, em envelope único, para: Rua da Imprensa, 16 – 6º andar/ Setor de Protocolo – Castelo – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20030-120, conforme instruções previstas no Edital.
FBN: Autores Negros
Três editais estão abertos na área da Fundação Biblioteca Nacional.  Um deles é o Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros, cujas inscrições, diferencialmente da dos demais, serão encerradas no dia 30 de abril.
O objetivo é a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, com vistas à produção de publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital. A finalidade dos trabalhos é a de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes, em geral, e dar maior acessibilidade à sua produção cultural, artística, literária e científica.
Pesquisadores negros
Outra seleção aberta no setor da FBN é o Edital de Apoio a Pesquisadores Negros, cujo Aviso de Prorrogação das inscrições para 25 de março foi publicado nesta quinta-feira, 17 de janeiro, no Diário Oficial da União (seção 3, página 15).
O objetivo é a seleção de projetos de pesquisa para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores e pesquisadoras negras, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro, em qualquer uma das áreas e subáreas do conhecimento definidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
Serão concedidas até 23 bolsas, com desembolso mensal, por um período de um ano para pesquisadores negros brasileiros, natos ou naturalizados.
Pontos de Leitura
Também está aberto o Edital de Seleção de Projeto para Implantação de 27 Pontos de Cultura Negra, do qual poderão participar da seleção instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos cuja  finalidade se relacione diretamente às características dos programas e ações das quais irão concorrer.
O edital se propõe a selecionar um projeto que tenha como objetivo a implantação de 27 pontos de leitura em entidades privadas sem fins lucrativos selecionadas por edital público e desenvolvimento de atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa, por entidades da sociedade civil que tratem de ações voltadas para a preservação da cultura negra e ações afirmativas de combate ao racismo no país.
Os proponentes deverão inscrever suas propostas no portal de convênios/ Siconv
(Marcos Agostinho e Glaucia Lira, Ascom/MinC)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

SE TOQUE


No dia 05 de fevereiro é comemorado o Dia Nacional da Mamografia com o intuito de sensibilizar as mulheres sobre a importância em realizar o exame. É de suma importância que todas as mulheres com idade entre 40 e 49 anos façam esse exame.O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e a mamografia é o método mais eficiente para detectar precocemente este câncer.

O movimento trans produz críticas à dominação de gênero


Rita Colaço
Crédito : Reprodução
 Por Rita Colaço - O texto que escrevi semana passada comentando a entrevista que a modelo internacional Lea T concedeu ao Fantástico gerou debates – como desejável, pelo tema abordado.  
A fala da modelo me fez recordar o quanto essa discussão – da violência simbólica presente no sistema de gênero, suas dinâmicas e reproduções irrefletidas – havia sido abortada pela primeira geração de ativistas do movimento homossexual (LACERDA apud SILVA, 1998, p. 36). Le
mbrei-me do quanto se estabeleceu uma espécie de dogma em torno da desesperada busca por um feminino ideal, um feminino determinado desde fora; da busca alucinada que tem levado mulheres ditas “cis”, travestis e mulheres transexuais a resumir todo o projeto de suas existências nessa ânsia inatingível. Lembrei-me das deformidades, mutilações e incontáveis mortes causadas pelo uso do silicone industrial e da ausência de críticas a essa corrida desesperada ao feminino idealizado e imposto. Mortes também contabilizadas entre as mulheres “cis”, em sua desenfreda busca pelo “corpinho sarado”.
Para expressar minhas percepções, produzi o texto "Lea T põe o dedo nas feridas do sistema de gêneros", publicado aqui no Brasília em Pauta.

Houve quem concordasse, houve quem divergisse. A crítica mais contundente veio do ativista interssex e pesquisador argentino Mauro Cabral.

Ele escreveu:
"Me parece que la que atrasa 30 es Rita Colaço. No puedo creer que escriba que "...ninguém jamais ousou questionar a ordem simbólica que levou e leva milhares de transexuais pobres à morte pelo uso indevido de silicone industrial? Por que todos se limitaram e se limitam a reivindicar a cirurgia como a grande panacéia para todas e todos?" Me parece que esa afirmación revela la absoluta ignorancia de la autora respecto de la producción crítica trans. Lamentable."

Disse ainda Mauro Cabral: “Y, como dije antes, usar el ejemplo de Lea T para decir que en Brasil nadie ha dicho nunca nada en 30 años es como usar de ejemplo a Pamela Anderson para decir que el feminismo norteamericano nunca debatió los estereotipos de género."

Mauro ainda me fez a gentileza de trazer alguns links que corroboram sua assertiva. Por meio deles eu pude rever meu ponto de vista e concordar com ele que, sim, eu fizera afirmativas generalizantes e inconsistentes.

A partir dessas fontes trazidas pelo Mauro, pude perceber que, sim, já há vozes dissidentes dentro do movimento trans. Ainda que minoritárias, como o próprio Xande (Alexandre Peixe dos santos) reconhece, mas que fazem a diferença – a total diferença:

Não se trata em absoluto em supor que existam apenas esses dois pontos de vista. O movimento trans, como o lésbico e o gay, e aquele que busca construir a luta conjunta e se apresenta na cena pública através da sigla LGBT, possuem posicionamentos diversificados – o que é, de meu ponto de vista, sinal de vitalidade. Trata-se de reconhecer publicamente o erro de minha afirmação, pois generalizante e desatualizada.

Mauro, com a sua crítica, me fez sentir muita alegria. - Jamais me alegrei tanto em reconhecer um erro.

*
 


Tenho muita alegria em ler textos como os de Aline Freitas, pois vão no mesmo sentido daquilo que Lea T buscou comunicar em sua entrevista para o Fantástico. Mas não posso de maneira nenhuma silenciar diante de vozes que tentam desqualificar as críticas formuladas pela top model, sob o triste argumento de que ela “não domina a teoria do gênero”. Como sustentei nas redes virtuais, um tal discurso apenas reproduz e reafirma o mesmo mecanismo da violência simbólica a que esses segmentos tanto tem sido alvo ao longo da história – agora pela via do discurso de autoridade.

Embora denunciando vigorosamente semelhante equívoco, não deixo de me revigorar diante de vozes como as de Xande (A Patologização da identidade de gênero: Debatendo as concepções e as políticas públicas), Aline Freitas (traduzindo "Eu não sou minha cirurgia" e no autoral "Mulheres trans e o movimento feminista") e Janaína Lima (a quem ouvi proferir uma essencial crítica ao sistema de gêneros em Brasília, por ocasião da I Conferência Nacional para Políticas LGBT, no ano de 2008). São vozes que, junto com Lea T, ousam contestar a normatividade do gênero, do estilo de gênero e da orientação sexual - inclusive no interior do próprio segmento. Ainda que algumas delas por vezes incorram na reprodução da lógica da desqualificação.

Através de Mauro Cabral, me congratulo com as e os transexuais brasileiros que já se encontram a produzir esses questionamentos fundamentais, e me retrato publicamente com os e as ativistas trans do Brasil, por haver proferido afirmações desatualizadas.


*Rita Colaço é graduada em Direito, mestre em Política Social e doutora em História Social.

Curso "Como funciona a mídia brasileira e os desafios do novo marco regulatório"

 - Edição 2013

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Os meios de comunicação estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Muito além da televisão, que se tornou a principal mídia no século XX, agora a Internet e as novas tecnologias deixam este ambiente mais complexo. Informação, cultura e entretenimento chegam às casas, celulares e computadores das pessoa todos os dias.

Mas este cenário de abundância de informação quer dizer que essa mídia está mais democrática? E que ela ajudou a democratizar a sociedade? São perguntas como essas que o curso “Como Funciona a Mídia no Brasil”, do coletivo Intervozes, vai colocar em debate e chamar pessoas qualificadas para ajudar a responder.

Dentro dos módulos, os participantes serão levados a refletir sobre a polêmica sobre a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa, a censura e a regulação. Conhecerão como está o estágio da evolução das mídias analógicas e digitais no Brasil e no mundo. Entenderão como foram formados os oligopólios de mídia no Brasil e como eles mantêm seu poder até hoje. E vão debater caminhos para democratizar meios como jornal, rádio, Tv, telefonia e Internet.

O curso tem como objetivo socializar informações e reflexões sobre esses assuntos, além de debater os desafios para uma reforma da legislação que contribua para democratizar o setor. Para isso, contará nomes expressivos da crítica sobre as comunicações brasileiras, como Murilo César Ramos, Marcos Dantas e Flávia Lefévre, e com integrantes do coletivo Intervozes, que agregarão o acúmulo da entidade nos temas citados.

Com a iniciativa, o Intervozes busca também colaborar com a construção da campanha "Para Expressar a Liberdade - Uma nova lei para um novo tempo", iniciativa da sociedade civil pela mudança no marco regulatório das comunicação no país.

A atividade terá início no dia 4 de março e se encerra em junho. A cada módulo, os conferencistas vão realizar uma aula transmitida por internet. Textos e materiais de apoio ficarão disponíveis em um ambiente virtual, que também contará com um chat e com debate em fóruns para que o conteúdo seja debatido. 

As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de março. Pode participar qualquer interessado na temática. Serão disponibilizadas 20 bolsas para pessoas vinculadas a movimentos sociais e entidades da sociedade civil organizada.

Ao final do curso, o participante vai ganhar um certificado desde que o aprovado no trabalho final: a redação de um artigo acadêmico sobre um tema abordado durante o curso ou um produto audiovisual ou escrito de dedicação equivalente, acompanhado de um relatório escrito.

Serviço:
Inscrições:  8 de fevereiro a 10 de março
Inscrições de pedidos de bolsa (20): até 1º de março
Carga horária:
 88 horas
Contato: cursos@intervozes.org.br ou (11) 3877.0824
Valor: R$ 390,00 parcelado em até três vezes ou R$ 350,00 à vista.
Forma de pagamento: Transferência ou boleto bancário
Início das aulas: 4 de março
Término do curso: 30 de junho

Saiba mais:


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Resposta de geneticista a Silas Malafaia


campanha carnaval com respeito e consciência


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Edital Curta o Gênero


Discutir e repensar os limites entre o ser homem e o ser mulher. Reverter papeis historicamente construídos e desconstruir as opressões e desigualdades. Combater a intolerância e a violência. Construir, recriar, imaginar o novo.
O Curta o Gênero 2013 – Mostra Nacional Audiovisual / Seminários / Itinerâncias se coloca como uma contribuição para a mudança de mentalidades através da difusão de produções audiovisuais comprometidas com a denúncia das desigualdades de gênero e com a construção ou invenção de outras representações e interpretações simbólicas baseadas na equidade de gênero e na afirmação da diversidade sexual.
Acompanhando a mostra audiovisual, o Seminário Gênero, Cultura e Mudança, em sua segunda edição, traz à tona um tema central no debate contemporâneo: a violência de gênero. A exposição fotográfica Contrastes – gênero, tempos, lugares, olhares apresenta recortes instantâneos sobre o tema segundo o olhar de jovens fotógrafos, alunos do projeto Cacto da Fábrica de Imagens.
O Projeto Curta O Gênero, em toda sua amplitude, assume um compromisso sócio-político com a construção de uma cultura de liberdade, de solidariedade e de justiça entre homens e mulheres em suas múltiplas possibilidades performáticas.

Imagina. Muda. Esse é o nosso convite. Chega junto.