Apresentação

O grupo de gênero se insere na discussão do poder de uma sociedade machista e ter um marco emancipatório para a participação política das mulheres, tendo-as como sujeito. Debatendo o cotidiano, as relações familiares e/ou privadas, às relações institucionais da economia, da política e da cultura e suas dimensões objetivas e subjetivas simultaneamente. Este GT reúne os pontos de cultura que atuam na perspectiva da emancipação feminina, na luta contra a opressão e a violência contra as mulheres e pela afirmação da igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.

terça-feira, 19 de março de 2013

Artigo:As relações profissionais no mercado de trabalho doméstico brasileiro mantêm resquícios dos tempos da sociedade escravocrata.

A sexualidade também aparece como campo permeado por preconceito nos discursos analisados. Segundo a autora, a visão que as patroas demonstram ter da classe profissional é a de ser formada por vagabundas – as chamadas “piriguetes” –, ou por evangélicas, tidas como “falsas santas”, que utilizam a religião para se mostrarem boas trabalhadoras. É comum ainda que as empregadas sejam vistas como ameaça de sedução aos maridos.

“Essa imagem foi historicamente construída, pois, no período escravocrata, muitas mulheres eram servas sexuais”, salienta Juliana, acrescentando que a questão está ligada também à imagem da mulher negra no Brasil. Para ela, a sensualização da figura da “mulata” no Brasil abrange fortemente a classe das domésticas, negras em sua maioria. Além disso, a autora salienta que o preconceito também se faz notar por meio da utilização recorrente de expressões como “Ô, raça!”, que revelam uma discriminação velada, enquadrada no mito da democracia racial.

Os discursos também são marcados pela forte diferenciação entre pobres e ricos – e pelo suposto risco que as domésticas representam por se constituírem em elo com regiões periféricas da cidade. “Ela rompe com essa delimitação espacial quando entra nas casas em que trabalha, levando consigo elementos culturais de seu meio”, explica a doutoranda. “Como resultado, as patroas temem, por exemplo, a influência que babás podem exercer sobre seus filhos", lembra a pesquisadora.

O estereótipo rico-pobre emerge também na percepção de que as empregadas desejam os bens materiais das patroas, não podendo, assim, recusar aquilo que lhes é ofertado. “As patroas se consideram boas empregadoras porque dão às domésticas coisas velhas que não usam mais, exercendo práticas que, no fundo, mantêm a hierarquia entre pobres e ricos".

Em geral, domésticas também são consideradas um ônus, pois não geram lucros, como os trabalhadores inseridos em organizações. Aos olhos das patroas, elas trazem apenas prejuízos. “Nesse sentido, é comum encontrar discursos em que se diz: ‘Pago todos os direitos, tudo certinho’, como se isso fosse algo além da obrigação de qualquer empregador”, aponta a autora.

Mudança de cenário
De acordo com Juliana, ao evidenciarem saudosismo em relação ao período da escravidão, os discursos presentes na comunidade evidenciam a reação das patroas diante das mudanças ocorridas nos últimos anos no cenário de trabalho doméstico no Brasil. “Há escassez de domésticas que procuram emprego como mensalistas e crescimento do número de diaristas, o que proporciona maior autonomia a essas mulheres nas relações de trabalho”, ressalta ela, observando que também houve aumento no nível de escolaridade da classe.

Para a pesquisadora, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante aos empregados domésticos os mesmos direitos assegurados aos demais trabalhadores – que deverá ser votada nos próximos dias pelo plenário do Senado – é outro fator positivo nesse contexto de transformações, pois busca reparar uma desigualdade histórica. No entanto, em sua opinião, ela não implica necessariamente mudanças na maneira de se construir e representar socialmente a empregada doméstica no Brasil.

O artigo premiado se insere em linha de pesquisa que integra movimento contra-hegemônico no campo da Administração, em geral marcado por estudos mais gerencialistas, direcionados aos problemas de grandes organizações e de seus líderes. Juliana Teixeira faz parte do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade (Neos), coordenado pelo professor Alexandre de Pádua Carrieri, que também é seu orientador de doutorado.

A proposta do grupo é articular teorias organizacionais com pensamento social, estabelecendo interfaces com disciplinas como sociologia, antropologia, psicologia, filosofia e linguística. É esse enfoque crítico que permite que empregadas domésticas sejam objeto de investigação nesse campo de pesquisa.

O prêmio Construindo a Igualdade de Gênero é um concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. Instituída em 2005 pela Secretaria de Política das Mulheres, no âmbito do programa Mulher e Ciência, a premiação é apoiada pelo CNPq, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, pela Secretaria de Educação Básica e pela ONU Mulheres.

(Gabriella Praça)

Texto. https://www.ufmg.br/online/arquivos/027659.shtml

imagem. http://www.juxtapoz.com/current/bodybuilders-world-photos-by-kurt-stallaert
A sexualidade também aparece como campo permeado por preconceito nos discursos analisados. Segundo a autora, a visão que as patroas demonstram ter da classe profissional é a de ser formada por vagabundas – as chamadas “piriguetes” –, ou por evangélicas, tidas como “falsas santas”, que utilizam a religião para se mostrarem boas trabalhadoras. É comum ainda que as empregadas sejam vistas como ameaça de sedução aos maridos.

“Essa imagem foi historicamente construída, pois, no período escravocrata, muitas mulheres eram servas sexuais”, salienta Juliana, acrescentando que a questão está ligada também à imagem da mulher negra no Brasil. Para ela, a sensualização da figura da “mulata” no Brasil abrange fortemente a classe das domésticas, negras em sua maioria. Além disso, a autora salienta que o preconceito também se faz notar por meio da utilização recorrente de expressões como “Ô, raça!”, que revelam uma discriminação velada, enquadrada no mito da democracia racial.

Os discursos também são marcados pela forte diferenciação entre pobres e ricos – e pelo suposto risco que as domésticas representam por se constituírem em elo com regiões periféricas da cidade. “Ela rompe com essa delimitação espacial quando entra nas casas em que trabalha, levando consigo elementos culturais de seu meio”, explica a doutoranda. “Como resultado, as patroas temem, por exemplo, a influência que babás podem exercer sobre seus filhos", lembra a pesquisadora.

O estereótipo rico-pobre emerge também na percepção de que as empregadas desejam os bens materiais das patroas, não podendo, assim, recusar aquilo que lhes é ofertado. “As patroas se consideram boas empregadoras porque dão às domésticas coisas velhas que não usam mais, exercendo práticas que, no fundo, mantêm a hierarquia entre pobres e ricos".

Em geral, domésticas também são consideradas um ônus, pois não geram lucros, como os trabalhadores inseridos em organizações. Aos olhos das patroas, elas trazem apenas prejuízos. “Nesse sentido, é comum encontrar discursos em que se diz: ‘Pago todos os direitos, tudo certinho’, como se isso fosse algo além da obrigação de qualquer empregador”, aponta a autora.

Mudança de cenário
De acordo com Juliana, ao evidenciarem saudosismo em relação ao período da escravidão, os discursos presentes na comunidade evidenciam a reação das patroas diante das mudanças ocorridas nos últimos anos no cenário de trabalho doméstico no Brasil. “Há escassez de domésticas que procuram emprego como mensalistas e crescimento do número de diaristas, o que proporciona maior autonomia a essas mulheres nas relações de trabalho”, ressalta ela, observando que também houve aumento no nível de escolaridade da classe.

Para a pesquisadora, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante aos empregados domésticos os mesmos direitos assegurados aos demais trabalhadores – que deverá ser votada nos próximos dias pelo plenário do Senado – é outro fator positivo nesse contexto de transformações, pois busca reparar uma desigualdade histórica. No entanto, em sua opinião, ela não implica necessariamente mudanças na maneira de se construir e representar socialmente a empregada doméstica no Brasil.

O artigo premiado se insere em linha de pesquisa que integra movimento contra-hegemônico no campo da Administração, em geral marcado por estudos mais gerencialistas, direcionados aos problemas de grandes organizações e de seus líderes. Juliana Teixeira faz parte do Núcleo de Estudos Organizacionais e Sociedade (Neos), coordenado pelo professor Alexandre de Pádua Carrieri, que também é seu orientador de doutorado.

A proposta do grupo é articular teorias organizacionais com pensamento social, estabelecendo interfaces com disciplinas como sociologia, antropologia, psicologia, filosofia e linguística. É esse enfoque crítico que permite que empregadas domésticas sejam objeto de investigação nesse campo de pesquisa.

O prêmio Construindo a Igualdade de Gênero é um concurso de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos sobre relações de gênero, mulheres e feminismos. Instituída em 2005 pela Secretaria de Política das Mulheres, no âmbito do programa Mulher e Ciência, a premiação é apoiada pelo CNPq, pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, pela Secretaria de Educação Básica e pela ONU Mulheres.

(Gabriella Praça)

Texto. https://www.ufmg.br/online/arquivos/027659.shtml

imagem. http://www.juxtapoz.com/current/bodybuilders-world-photos-by-kurt-stallaert

Instituto Arcana convida


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O Grupo de Estudos do Feminino é um grupo aberto à comunidade e se propõe a leitura e discussão de temas relacionados a gênero, cultura e sociedade com ênfase no processo de desenvolvimento da mulher, com entrada franca. De abril a junho de 2013, um tema será tratado.

ABRIL 2013
Mulher, sua biografia e a relação consciente com o dinheiro
Mediação: Eva Elisabete
(pedadoga e aconselhadora biográfica)

A base do trabalho será a Metodologia Biográfica criada pela Drª Gudrun Burkhard. O estudo será feito em quatro encontros com contribuição conceitual, reflexões individuais, trocas de experiências em grupo e expressão artística. Segundo a Antroposofia (Rudolf Steiner) biografia é a história de vida construída por cada um de nós e o seu estudo pode ser feito por meio de um trabalho biográfico - individual ou em grupo, onde são identificados elementos semelhantes na vida de todo ser humano em determinada fase e também são descobertos os elementos individuais ligados ao destino de cada um. Lidar com o dinheiro de forma consciente pode ser um grande desafio na nossa biografia, pois exige maturidade financeira e emocional, mudanças de padrões e crenças, planejamento, organização financeira, visão de futuro. Como esse processo se dá na vida das mulheres é um dos pontos que vamos pesquisar e descobrir juntos. Obs: Este grupo específico é restrito às mulheres!


Quintas (dias 4, 11,18 e 25 de abril) de 19h as 22h
No Instituto Arcana - SCLRN 715 Bloco G loja 49 (rua das oficinas)

Vagas limitadas!
ENTRADA FRANCA
Inscrições no email:  institutoarcana@gmail.com

Saiba mais sobre o Instituto Arcana:
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O poder dos candomblés: perseguição e resistência no Recôncavo da Bahia

“O poder dos candomblés: perseguição e resistência no Recôncavo da Bahia", de Edmar Ferreira Santos, está disponível para download gratuito. Lançado em 2009 pela EDUFBA, este livro conta como a prática do candomblé na região de Cachoeira, na Bahia, nas primeiras décadas do século XX, foi reprimida pela imprensa e pela polícia. A obra é importante para a compreensão da história do povo baiano de maneira geral. Para acessar gratuitamente este livro, visite o Repositório Institucional da UFBA: https://repositorio.ufba.br/ri/handle/ufba/179

Ceaf oferece o I Encontro do Ministério Público com os Movimentos Sociais


Encontro discutirá avanços e desafios das políticas públicas voltadas para a área da infância e juventude


O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional e a 23ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude Cível de Belo Horizonte oferecerão, com apoio da Associação dos Membros do Ministério Público do Estado de Minas Gerais - AMMP, o I Encontro do Ministério Público com os Movimentos Sociais, no dia 21 de fevereiro de 2013, no período de 13h às 18h.

Com objetivo de aproximar o MPMG dos movimentos sociais com atuação na área da infância e juventude, além de discutir e propor ações referentes à área da criança e do adolescente, tendo em vista a elaboração do Plano Plurianual de Ação Governamental – PPA de Belo Horizonte, o Encontro contará com 150 participantes e se destinará aos membros e servidores do MPMG, em especial aos que atuam na infância e juventude e com movimentos sociais, bem como a todos aqueles que atuam com/nesses movimentos: Câmara de Vereadores, Conselheiros Tutelares, Conselhos de Direitos, Conspiração mineira pela educação, Coordenadoria de defesa da família, CAO-IJ, CIMOS, Entidades de atendimento à criança e adolescente, FORPAZ, Promotoria de defesa da Mulher, Promotoria de defesa dos deficientes e idosos, PROEDUC e Movimento Nossa BH.

As inscrições para a ação, que acontecerá no Salão de Festas da AMMP (Rua Timbiras, 2.928, Barro Preto), estão abertas.
Para se inscrever, clique aqui.

A certificação da ação será expedidas pela Diretoria de Formação, Aperfeiçoamento e Pós-Graduação, para os discentes que participarem integralmente do curso, nos termos do Regulamento da Escola Institucional (Ato Ceaf nº 2/2012).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

II Encontro Gênero nos Pontos

Dia 05 de março

08:00 - Performance no cruzamento da Avenida da Universidade com Treze de Maio alusiva a abertura do Curta o Gênero 2013 e a Semana do Dia Internacional da Mulher
08:00 - Montagem da Exposição Fotográfica Contrastes - gênero, tempos, lugares, olhares.
14:00 – Inscrições e credenciamento
18:00 – Abertura do COG
19:00 – Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Conferência “Discriminação, silêncio e segredo: a violência escondida” - Guacira Lopes Louro (GEERGE/UFRGS)
20:00 - Mostra Nacional Audiovisual
Curta o Gênero
21:00 – Festa de abertura – Karla Vieira (live performance) e DJ Gabriel Lear

Dia 06 de março

08:30 às 12:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Minicurso “A produção do heterossexismo na trama das intersecções geracionais” - Fernando Pocahy (UNIFOR)
14:30 às 17:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Mesa “Que Estado democrático é esse? Leituras críticas nos interstícios dos estudos de gênero, políticas públicas e violência” Felipe Fernandes (NIGS/UFSC), Wânia Pasinato (PAGU/UNICAMP) e Marcos Antônio Monte Rocha (Fábrica de Imagens)
18:30 às 19:30 – Apresentação cênica – Ocultos
19:30 às 21:00 - Mostra Nacional Audiovisual
Curta o Gênero

Dia 07 de março

08:30 às 12:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Minicurso “Roteiros e narrativas audiovisuais para a promoção da equidade de gênero” Grá Dias (UNIFOR) e Marcos Rocha(Fábrica de Imagens)
14:30 às 17:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Mesa “Questões de gênero e sexualidade nas experiências trans: (re)invenção dos corpos, subjetividades e violências”
Berenice Bento (Tirésias/UFRN), João Nery (escritor do Livro Viagem Solitária) e Alexandre Fleming (LEO/UFC)
18:30 às 19:30 – Apresentação cênica - “Viagem Solitária”
19:30 às 21:00 - Mostra Nacional Audiovisual
Curta o Gênero

Dia 08 de março

08:00 - Performance no cruzamento da Avenida da Universidade com Treze de Maio alusiva a abertura do Curta o Gênero 2013 e ao Dia Internacional da Mulher.
08:30 às 12:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Minicurso “Corpo, Gênero e Imagem” Karla Bessa (PAGU/UNICAMP)
14:00 às 17:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Mesa “Violências de gênero e étnico-raciais: cenários, contextos e perspectivas Sueli Carneiro (GELEDES), Maria Luiza Heilborn (CLAM/IMS/UERJ) e Zelma Madeira (NUAFRO/UECE)
18:00 às 19:30 – Mostra Paralela da Mostra Internacional do Filme Etnográfico (RJ)
19:30 às 21:00 - Mostra Nacional Audiovisual
Curta o Gênero
21:00 – Festa – Samba de Rosas

Dia 09 de março

08:30 às 12:00 - Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Workshop “Documentários de Gênero e gêneros de documentário” José Inácio Parente e Patrícia Monte-mór (curadores da Mostra Internacional do Filme Etnográfico)
14:00 às 17:00 -
Seminário Gênero, Cultura e Mudança – Mesa “Quanto vale o show? Violência de gênero e direito à comunicação no Brasil – Iara Beleli (PAGU/UNICAMP), Jacira Melo (Instituto Patrícia Galvão) e Helena Martins (Intervozes);
17:00 às 19:00 – Entrega de certificados do Seminário Gênero, Cultura e Mudança                        
19:30 às 21:00 - Mostra Nacional Audiovisual Curta o Gênero
21:00 às 21:30 - Encerramento.


Um abraço a todas e todos e nos desejem sorte.

Marcos Rocha
Curta o Gênero 2013
Ponto de Cultura Outros Olhares
GT Gênero CNPC
Fábrica de Imagens

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

VOTAÇÃO CULTURA VIVA! PARTICIPEM!!


Ponteiros (as), 

Colabore com a votação Cultura Viva: quais, quantos e o formato dos temas de debates da TEIA Paulista 2013 que será realizada nos dias 06, 07,08 e 09 de junho de 2013 na Capital/SP



Prorrogado o período de votação: 02 (sábado) a 17(domingo) de fevereiro de 2013

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Equipe de Comunicação da TEIA Paulista 2013

I Encontro Nacional do Movimento de Mulheres Camponesas

Com o tema “Na Sociedade que a Gente Quer, Basta de Violência contra a Mulher!”, cerca de três mil mulheres camponesas, de vinte e dois estados do Brasil, estão sendo esperadas para os dias 18 a 21 de fevereiro de 2013, no Parque da Cidade em Brasília.
Para o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), segundo a dirigente da região Sul, Noeli Taborda o objetivo deste encontro será de “fortalecer o Movimento de Mulheres Camponesas desde a base à direção Nacional, dando visibilidade ao papel importante que a mulher exerce na produção de alimentos, celebrando conquistas e planejando o futuro”.
O MMC possui como missão a libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer opressão e discriminação. Isso se concretiza nas lutas, na organização, na formação e na implementação de experiências de organização popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história. O Movimento tem a preocupação com a soberania alimentar, entendida como a produção de alimentos saudáveis e diversificados para o consumo de toda população brasileira, não apenas de suas famílias.
Durante os dias do encontro, as mulheres vivenciarão diferentes momentos como plenárias que discutirão os temas: a produção de alimentos saudáveis, o combate a violência contra as mulheres e o feminismo. Além de estudos, discussões e vivências, as camponesas também terão atividades culturais.
Segundo a dirigente do Movimento da região Amazônica, Tânia Chantel a importância do encontro se situa no fato de “reunir mulheres do campo de todo o Brasil para discutir e dialogar sobre temas tão importantes como o projeto de agricultura camponesa que defendem, bem como o tema da violência que atinge muitas mulheres do campo, mas que não é visibilizada pela sociedade, pelas autoridades e pela mídia. O encontro também pretende ser propositivo no sentido de fomentar a criação de políticas públicas e novas discussões nos grupos de base nos Estados, visto que muitas políticas públicas não se efetivam na vida das camponesas”.
Já está confirmada a presença de Organizações de Mulheres Internacionais dos países de Cuba (Federação de Mulheres Cubanas), Honduras (Conselho para o Desenvolvimento Integral das Mulheres Camponesas), Colômbia (Federação Nacional Sindical Unitária Agropecuária), Venezuela (Frente Nacional Campesina Ezequiel Zamoura), Chile (Associação Nacional de Mulheres Rurais e Indígenas), Paraguai (Coordenadora Nacional de Organizações de Mulheres Trabalhadoras Rurais e Indígenas), República Dominicana (Confederação Nacional de Mulheres do Campo), Itália (Universidade de Verona) e África (União Nacional de Camponeses de Moçambique e uma articuladora de organizações de camponeses da África do Sul - TCOE).
A abertura está prevista para o dia 18/02/2013 às 14 horas. Logo após as camponesas irão expor produtos em uma Mostra da Agricultura Camponesa, que acontecerá no mesmo local.